Brasil lança candidatura à presidência da Organização Internacional de Vinha e do Vinho

O governo brasileiro, pela primeira vez, indica nome para a presidência da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), com sede em Paris. Regina Vanderlinde teve sua candidatura proposta pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, como representante oficial do país, na eleição marcada para 6 de julho. O ministro Blairo Maggi tem destacado qualidades profissionais e experiência de Regina Vanderlinde a ministros da Agricultura dos demais países-membros da organização. A enóloga é professora na Universidade de Caxias do Sul, formada em Farmácia Bioquímica – Tecnologia de Alimentos, pela Universidade Federal de Santa Catarina e doutora em Enologia pela Universidade de Bordeaux. Atua como delegada do Brasil na OIV, desde 2001, tendo participado de Comissões e Grupos de Trabalho, no Comitê Executivo e na Assembleia Geral da entidade. Em 2012, assumiu o posto de secretária científica da Subcomissão de Métodos de Análises da organização, sendo a primeira representante do Brasil a ocupar cargo na organização. Entre as propostas para a OIV, Regina Vanderlinde defende a construção de um modelo de comércio internacional baseado na legalidade e na transparência. Segundo a especialista, o objetivo é obter a adesão de novos membros para a entidade a fim de que cresça mais. Entre seus objetivos, está ainda atuar junto ao Codex Alimentarius no caso de limites dos aditivos e coadjuvantes de tecnologia de fabricação, para o desenvolvimento de novos padrões internacionais, a fim de melhorar as condições de desenvolvimento e comercialização de produtos vitivinícolas. Sua candidatura é apoiada também pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). A OIV, organização científica e técnica intergovernamental, fundada em 1924, com competência no campo da vinha, vinho, bebidas à base de vinho, uvas de mesa, passas e outros produtos de videira, atua em todos os domínios referentes à uva e ao vinho no mundo, tendo 46 países membros entre os quais o Brasil, desde 1996 e 12 organismos internacionais como observadores.

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