Análise feita para atender UE não detectou salmonela que afeta saúde pública

O Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em análises realizadas em frigoríficos, não encontrou em aves os dois tipos de salmonellas que podem afetar a saúde pública. A informação consta de relatório enviado ao serviço de saúde e segurança alimentar da União Europeia (DG Sante). O relatório do Mapa é uma resposta a inconformidades apontadas pela missão europeia que veio ao Brasil no início de maio. O relatório informa ainda providências adotadas e o reforço no controle sanitário, para impedir a presença de salmonella nos cortes de frango exportados àquele mercado, explicou o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel. Para atender a essa exigência, o Mapa vai contratar emergencialmente, em até 60 dias, 300 médicos veterinários, que irão atuar junto aos auditores fiscais federais agropecuários (AFFAs) em plantas frigoríficas. Os novos contratados atenderão unidades que exportam para a União Europeia, nas atividades ante e post mortem, explicou o secretário Luís Rangel. A comunidade europeia é uma das prioridades por ser cliente antigo, que compra muito e que auxiliou o Brasil a aprimorar a defesa agropecuária com suas exigências. No segundo semestre, o Brasil vai enviar missões veterinárias a diversos países europeus, como Holanda, França, Irlanda, Alemanha e República Tcheca.

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