01/02/2017 - A Voz do Brasil

Ministro da Fazenda encerra Conferência de Investimentos na América Latina, realizada em São Paulo. Começa hoje o novo programa de regularização tributária da Receita Federal. Mutirão busca diminuir filas nos hospitais federais do Rio de Janeiro. Tudo isto você ouviu nesta quarta-feira em A Voz do Brasil!

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Transcrição


A VOZ DO BRASIL - 01/02/2017

 

 

Apresentador Nazi Brum: Em Brasília, 19h00.

 

Apresentadora Gláucia Gomes: Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje.

 

Gláucia: Boa noite.

 

Airton: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gláucia: Quartafeira, 01 de fevereiro de 2017.

 

Airton: E vamos ao destaque do dia: cirurgia bariátrica sem cortes. Novo procedimento vai ser oferecido no SUS. Natália Koslyk.

 

Repórter Natália Koslyk: Nós conversamos com quem fez e com quer fazer a cirurgia e vamos falar sobre as vantagens dessa medida.

 

Gláucia: E novo tratamento para varizes também vai estar disponível em hospitais públicos.

 

Airton: E você vai ainda vai ouvir na Voz do Brasil de hoje...

 

Gláucia: Seis hospitais do Rio de Janeiro começam mutirão de cirurgias e consultas para desafogar filas.

 

Airton: Mais um recorde no saldo da balança comercial. Exportações continuam em alta. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: Balança comercial brasileira tem o melhor resultado para o mês de janeiro desde 2006.

 

Gláucia: Você, contribuinte, tem algum débito com a Receita Federal? A gente vai falar do novo programa de parcelamento que começou a valer hoje.

 

Airton: Apresentação da Voz do Brasil de hoje com Gláucia Gomes e Airton Medeiros.

 

Gláucia: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Airton: Um novo procedimento vai começar a ser oferecido pelo SUS.

 

Gláucia: É uma nova cirurgia para redução do estômago. O corte é menor e o paciente se recupera em metade do tempo da cirurgia anterior.

 

Airton: A repórter Natália Koslyk explica para a gente os benefícios dessa nova medida.

 

Repórter Natália Koslyk: O SUS, Sistema Único de Saúde, vai oferecer a cirurgia bariátrica, conhecida cirurgia de redução de estômago, agora por vídeo. O nome é complicado, cirurgia bariátrica por videolaparoscopia, mas ela é bem mais simples. Sidelma dos Santos, de São Paulo, tem 27 e 103 quilos. Desempregada, pela vê a cirurgia pelo SUS como única alternativa para mudar de vida.

 

Desempregada - Sidelma dos Santos: Na minha infância eu sempre fui um pouco fortinha. Depois da minha gravidez só fiquei ganhando peso e não consegui perder. Então, eu acho que vai me ajudar bastante, entendeu, porque às vezes eu fico meio depressiva, às vezes eu fico pensando um monte de coisas.

 

Repórter Natália Koslyk: A novidade, incluída hoje no rol de procedimentos do SUS, consiste em pequenos buraquinhos no abdômen, por onde passam tubos e a câmera de vídeo. Como não há necessidade de um grande corte, essa técnica traz menos complicações para os pacientes e uma recuperação mais rápida quando comparada à cirurgia tradicional. É o que explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, Dr. Caetano Marchesini.

 

Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica - Dr. Caetano Marchesini: Uma cirurgia aberta, que atualmente é feita com cortes de 15, 30 centímetros, esses pacientes podem ficar de três a quatro dias internados. Já no procedimento laparoscópico a média de internamento é de dois dias. Além disso, a cirurgia é realizada através de pequenas incisões de meio a um centímetro e isso diminui a incidência de hérnias, infeção da ferida cirúrgica.

 

Repórter Natália Koslyk: Um paciente operado pela via tradicional pode levar de 30 a 60 dias para voltar às atividades normais. Já por meio do procedimento com vídeo ele é liberado em 15 dias. Lembrando que a cirurgia burocrática só é indicada para os pacientes que esgotaram o tratamento clínico e outras alternativas, como atividades físicas e dietas, e para pacientes que possuem problemas de saúde aliados à obesidade. É o caso da Sônia Fortes, psicóloga, que fez o procedimento há um ano.

 

Psicóloga - Sônia Fortes: A cirurgia foi muito rápida. Deve ter durado assim umas quatro horas, mas o procedimento mesmo meu foi de meia hora de cirurgia. Então, o médico ficou impressionado como é que não teve nenhum problema, nem nada. Nada, nada, nada. Eu não tive problema algum.

 

Repórter Natália Koslyk: Sônia perdeu 32 quilos e se alegra com o que encontrou.

 

Psicóloga - Sônia Fortes: Você fica outra pessoa, né? Eu sou outra mulher.

 

Repórter Natália Koslyk: Reportagem, Natália Koslyk.

 

Gláucia: E o Ministério da Saúde também anunciou hoje uma técnica menos invasiva para tratamento de varizes pelo SUS.

 

Airton: Mas, atenção: esse tratamento, chamado esclerosante, só poderá ser feito quando as varizes representarem um problema de saúde e não uma questão estética.

 

Gláucia: Começou hoje um mutirão nos seis hospitais federais do Rio de Janeiro para ajudar a diminuir as filas de consultas, cirurgias e exames précirúrgicos.

 

Airton: A meta em três meses é atender mais de cinco mil pacientes e realizar mais de três mil cirurgias.

 

Repórter Natália Mello: Durante meses, a dona de casa Eliete Peixoto sofreu com problemas de visão. Diabética, ela desenvolveu catarata cedo e era nas tarefas simples do dia a dia que as dificuldades apareciam.

 

Dona de Casa - Eliete Peixoto: Eu não conseguia enxergar nada com nitidez, eu via tudo embaçado. Eu tinha dificuldade para dirigir principalmente, dificuldade de fazer as coisas em casa, como cozinhar, limpar, até lavar uma verdura.

 

Repórter Natália Mello: A dona de casa procurou a ajuda no Sistema Único de Saúde e nesta quartafeira foi atendida pelo Hospital da Lagoa, no Rio de Janeiro. Eliete é uma das beneficiadas do mutirão de cirurgias realizado nos seis hospitais federais cariocas. Mais de cinco mil atendimentos devem ser realizados em três meses para ajudar a diminuir as filas de maior procura entre os municípios. A diretora do Hospital da Lagoa, Roberli Bicharra, fala sobre o mutirão.

 

Diretora do Hospital da Lagoa - Roberli Bicharra: É uma ação conjunta com a finalidade de ampliar a oferta de cirurgias e consultas nas áreas de principal demanda, que são: cirurgia de catarata, cirurgia de hérnia, de vesícula, cirurgias pediátricas, consultas na área de endologia, pediatria, oftalmologia. Com este esforço nós vamos, então, poder reduzir as filas e a espera por consultas e procedimentos.

 

Repórter Natália Mello: No período, mais de três mil cirurgias de média e alta complexidade devem ser realizadas pelo mutirão. Só de catarata, como é o caso de Eliete, serão 1.400 cirurgias. A dona de casa já comemora os resultados da operação.

 

Dona de Casa - Eliete Peixoto: Vai melhorar tudo, né, que eu vou ter uma nova visão, né? Eu vou conseguir voltar às minhas atividades normais.

 

Repórter Natália Mello: A ação faz parte da ajuda do governo federal à saúde do Rio de Janeiro, anunciada nesta semana pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros. Além do mutirão, também foi anunciada a liberação de R$ 395 milhões para o estado. Reportagem, Natália Mello.

 

Gláucia: Populações ribeirinhas e de municípios próximos a rios contam com um serviço que prevê a possibilidade de enchentes e inundações.

 

Airton: O trabalho é desenvolvido pelo Serviço Geológico do Brasil, que hoje divulgou um boletim sobre o Rio Madeira, que banha os estados do Amazonas e Rondônia.

 

Repórter Nazi Brum: O boletim informa sobre o comportamento do Rio Madeira no estado de Rondônia e nos próximos três meses as populações ribeirinhas devem ficar em estado de alerta. Com uma maior previsão de chuvas, o Rio Madeira deve ficar acima da média histórica, entre 15 e 16 metros, mas isso não significa que haverá inundações, como explica o geólogo do Serviço Geológico do Brasil, Cassiano Castro.

 

Geólogo do Serviço Geológico do Brasil - Cassiano Castro: A quota de inundação são 17 metros. Então, ele vai ficar ainda dois metros abaixo de uma possível inundação. E caso mude esse panorama, com bastante tempo de antecedência nós poderemos informar.

 

Repórter Nazi Brum: As medições são feitas por equipamentos especiais localizados nos rios e os boletins são enviados para instituições privadas e públicas, como a Defesa Civil de estados e municípios. Mas qualquer cidadão pode acompanhar as previsões no site do Serviço Geológico do Brasil, no cprm.com.br. E futuramente a divulgação das previsões ficará mais fácil: um aplicativo para telefones celulares está sendo desenvolvido para emitir os alertas sobre a possibilidade de enchentes. Reportagem, Nazi Brum.

 

Airton: E a partir de hoje, moradores de Santa Catarina podem começar a se cadastrar para receber mensagens no celular com alertas da Defesa Civil.

 

Airton: É, os moradores de 20 cidades vão receber notificações sobre riscos de desastres naturais a partir do próximo dia 7 de fevereiro.

 

Gláucia: Essa é apenas uma fase de testes, que vai durar quatro meses. A partir daí, o serviço deve ser implantado em todas as cidades do país.

 

Airton: É, e para saber a lista de cidades que já podem acessar o serviço e como se cadastrar basta acessar o endereço na internet. Preste atenção: www.integracao.gov.br.

 

Gláucia: Já pensou em produzir a própria energia elétrica? Pois é, a iniciativa ainda não é popular no país, mas está crescendo.

 

Airton: A maior parte das miniestações elétricas são feitas de placas solares e a principal vantagem é a economia gerada para o consumidor.

 

Repórter Nei Pereira: Um prédio de quatro andares, 730 metros quadrados de área construída, e uma conta de energia no valor de menos de R$ 180,00. Esse edifício está em Brasília, e para fazer essa economia aproveita o máximo a luz do dia e ainda conta com uma central de geração de energia solar. A produção própria representa cerca de 35% do consumo do prédio. O engenheiro responsável pela instalação do sistema, Mateus de Sordi, explica como funciona.

 

Engenheiro - Mateus de Sordi: Então, os equipamentos elétricos aqui do edifício, eles não enxergam diferença entre a energia dos painéis e a energia da CEB. Porém, a energia dos painéis é utilizada primeiro. Então, os equipamentos vão utilizar primeiro a energia solar. Se precisar de mais energia, vai puxar a energia da rede. Se não houver essa necessidade, o que sobrar da energia solar vai para a rede da concessionária e vai gerando créditos.

 

Repórter Nei Pereira: O investido no sistema foi de R$ 30 mil e o prazo de retorno desse valor está estimado em seis anos. A geração de energia pelo próprio consumidor está em alta no país. Em quatro anos, o número de conexões de micro e minigeração de energia superou sete mil instalações. O diretorgeral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Romeu Rufino, ressalta que quem tem interesse em produzir a própria energia deve seguir alguns procedimentos.

 

DiretorGeral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Romeu Rufino: Então, ele tem que pedir o acesso à rede para essa solução e, certamente, com um projeto já idealizado, já pensado. Aí, se ele não tiver conhecimento do assunto, certamente através de uma empresa que preste esse tipo de serviço.

 

Repórter Nei Pereira: A estimativa da Aneel é que, até 2024, mais de 1.200 milhão de consumidores passem a produzir a própria energia. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gláucia: 19hs11min, no horário brasileiro de verão.

 

Airton: Você, contribuinte, tem alguma dívida com a Receita Federal?

 

Gláucia: Daqui a pouco a gente vai falar do novo programa de parcelamento de débitos, que começa a valer a partir de hoje. Não saia daí.

 

Airton: O comércio exterior bateu mais um recorde: as vendas de produtos brasileiros para outros países superaram a compra em mais de US$ 2,7 bilhões no primeiro mês deste ano.

 

Gláucia: É, este foi o melhor resultado para janeiro dos últimos 11 anos.

 

Repórter Gabriela Noronha: No primeiro mês de 2017, as exportações somaram US$ 14,9 bilhões e as importações US$ 12,1 bilhões. O maior crescimento foi registrado na venda de produtos básicos, que subiram 30% em relação a janeiro do ano anterior. Os destaques foram soja em grão, minério de ferro e petróleo bruto. Segundo Herlon Brandão, diretor de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o resultado positivo foi influenciado pela recuperação do valor desses produtos básicos, que têm os preços definidos pelo mercado internacional. Para Herlon Brandão, o superávit em janeiro pode significar a retomada da atividade econômica.

 

Diretor de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Herlon Brandão: Isso é positivo, isso traz recursos para o Brasil. Fechamos o mês aí com um saldo no azul e com um crescimento do volume de comércio. Já dá algum sinal de recuperação da economia porque demandamos mais produtos, mais insumos para a nossa produção, e esperamos que isso se mantenha ao longo do ano.

 

Repórter Gabriela Noronha: Os principais países compradores do Brasil foram China, Estados Unidos e Argentina. Já os países que mais venderam para o Brasil em janeiro foram China, Estados Unidos e Alemanha. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Airton: O presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou hoje que o plano de reestruturação da empresa vem dando certo e que o mercado tem recebido bem as mudanças.

 

Gláucia: É, ele participou de um encontro em São Paulo com representantes das 100 maiores empresas da América Latina.

 

Repórter Leonardo Meira: Desde outubro do ano passado, a Petrobras vem adotando uma nova política de definição do preço dos combustíveis nas refinarias. A cada 30 dias, a estatal avalia seus preços de mercado, considerando fatores como câmbio e o preço do barril do petróleo. A partir dessa análise, define o valor da venda dos combustíveis na refinaria. Em janeiro, por exemplo, o valor foi reajustado para baixo e o preço da gasolina na bomba acabou caindo, segundo a Agência Nacional do Petróleo, medida que foi destacada hoje pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, em palestra para mais de dois mil empresários e investidores na capital paulista.

 

Presidente da Petrobras - Pedro Parente: Nós temos uma meta prevista no plano de uma margem sobre a paridade internacional e nós vamos cumprir essa meta, com o registro de que em nenhum momento nós vamos ter preços abaixo da paridade internacional.

 

Repórter Leonardo Meira: Aos empresários, Pedro Parente disse que o plano de reestruturação da empresa está apresentando os resultados esperados e os acionistas estão retornando. Segundo ele, é preciso trabalhar para garantir leis que favoreçam investimentos no setor de óleo e gás no Brasil, já que é uma das áreas mais preparadas para ajudar na retomada do crescimento do país.

 

Presidente da Petrobras - Pedro Parente: Nós tivemos uma primeira mudança importante no marco legal, por exemplo, que foi nos desobrigarmos, a Petrobras ser desobrigada de ser a única operadora nos campos do présal. Isso não faz sentido, não fazia sentido nem para a Petrobras e muito menos para o país.

 

Repórter Leonardo Meira: Na conversa com empresários, Parente citou ainda que privatização não faz parte dos planos da Petrobras. A produção média de petróleo no Brasil atingiu no ano passado recorde histórico: foram produzidos mais de 2,1 milhões de barris de petróleo por dia no país. Reportagem, Leonardo Meira.

 

Airton: E o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também participou do evento em São Paulo.

 

Gláucia: Meirelles afirmou que o país já deve apresentar crescimento na economia no começo deste ano e anunciou medidas na área.

 

Airton: É, e quem tem os detalhes, ao vivo, de São Paulo, é o repórter José Luiz Filho. Boa noite, José Luiz.

 

Repórter José Luiz Filho: Boa noite, Airton. Boa noite, Gláucia. Boa noite a todos os ouvintes. O ministro começou a palestra explicando que o governo trabalha em duas frentes: a saída da recessão e o aumento das taxas de crescimento do país. Segundo Henrique Meirelles, as medidas já adotadas, como a eliminação dos gastos públicos, a reforma trabalhista e a repatriação de recursos de brasileiros no exterior já contribuíram para melhorar a confiança do mercado e a reduzir o saldo negativo nas contas do governo no ano passado.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Com tudo isso, o déficit primário final alcançado em 2016, não é, foi R$ 16 bilhões abaixo da meta, isto é, melhor do que a meta. Então, um déficit primário, que seria o resultado negativo de R$ 170 bilhões, na realidade foi R$ 154 bilhões. Ainda é elevado, mas já é um avanço muito grande em relação ao que estava orçado, aquilo que eram despesas comprometidas, não é?

 

Repórter José Luiz Filho: Para o curto prazo, o ministro da Fazenda adiantou que as equipes dos Ministério da Fazenda, do Planejamento e Banco Central trabalham na elaboração de medidas microeconômicas, derivadas das medidas anunciadas no fim do ano passado, que devem ser anunciadas já na próxima semana. E ele adiantou algumas.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: O sistema público de escrituração contábil, ele unifica o processo de prestação de informações contábeis tributárias e racionaliza todo o serviço. Tudo eletrônico, etc., é um projeto da Receita Federal que está em andamento e em implantação regular durante o correr desse ano, já com testes sendo feitos, etc. A implementação nacional da nota fiscal de serviços eletrônica, que está avançando e vai ser feito e implantado de fato esse ano. A implantação nacional da rede de simplificação do registro e legalização de empresas e negócios.

 

Repórter José Luiz Filho: Ao falar do futuro, Henrique Meirelles afirmou que a economia deve voltar a crescer já no primeiro trimestre deste ano. Disse, ainda, que o governo espera para o terceiro trimestre, em comparação ao mesmo período de 2016, um crescimento de 2%, o que demonstra o início de um crescimento mais sustentável a longo prazo. Ao vivo, de São Paulo, José Luiz Filho.

 

Gláucia: Hoje foi mais um dia para empresários, trabalhadores e especialistas em diversos setores se reunirem para dar sugestões de como a economia do Brasil pode voltar a crescer e gerar empregos.

 

Airton: Ontem, como a gente ouviu aqui na Voz do Brasil, os integrantes do Conselho do Desenvolvimento Econômico e Social, mais conhecido como Conselhão, estão participando de encontros para dar contribuições ao governo.

 

Repórter João Pedro Neto: Na abertura das reuniões dos grupos de trabalho do Conselhão nesta quartafeira, o ministrochefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que a economia já dá sinais de recuperação. O ministro disse que o governo atacou a causa central da crise econômica, o déficit nas contas públicas, que é quando o governo gasta mais do que arrecada. Padilha lembrou de medidas como o teto para os gastos e a reforma da Previdência. O ministro destacou que outras iniciativas também podem contribuir com a retomada do crescimento econômico, como a liberação de saques de contas inativas do FGTS.

 

Ministro-Chefe da Casa Civil - Eliseu Padilha: O saldo de possível saque é cerca de R$ 41 bilhões. Se nós tivermos 70% de saque, nós vamos ficar entre R$ 28 bilhões e R$ 30 milhões. Portanto, nós vamos ter R$ 30 bilhões sendo injetados lá na ponta, no consumo no Brasil. Isto é muito importante e nós vamos de ter com isso indiscutivelmente uma possibilidade de geração de empregos.

 

Repórter João Pedro Neto: Contribuir com a retomada do crescimento econômico e a geração de empregos no país é uma das prioridades do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Para a economista Zeina Latif, que participa das discussões sobre produtividade, o debate acontece em um momento em que a economia começa a se ajustar.

 

Economista - Zeina Latif: A prova de que já tem, não é, de que estamos no caminho correto, que o diagnóstico, que é a ocorrência fiscal de fato era central, que a gente precisa fazer ajuste fiscal, eu acho que a prova de que esse diagnóstico é correto e que a estratégia do governo tem sido bem sucedida é a própria queda da inflação e a capacidade do Banco Central de cortar a taxas de juros.

 

Repórter João Pedro Neto: Os conselheiros fecharam uma lista com 25 recomendações que vão ser apresentadas ao presidente Michel Temer na próxima reunião do Conselhão, em março. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Airton: 19sh21min, horário brasileiro de verão.

 

Gláucia: Quem está em débito com a Receita Federal tem, agora, uma nova oportunidade para conseguir acabar com a dívida.

 

Airton: É que o governo vai aumentar o parcelamento. Um novo Programa de Regularização Tributária começou a valer hoje.

 

Gláucia: Mas, atenção: os inadimplentes não estão livres de pagar as multas e os juros.

 

Repórter Alessandra Bastos: Um novo programa para quem tem débitos com a Receita Federal começou a valer nesta terçafeira. O Programa de Regularização Tributária permite que pessoas físicas, empresas e órgãos públicos com dívidas tributárias ou previdenciárias possam parcelar os valores. O parcelamento pode ser feito em até 120 vezes, mas o valor da parcela não pode ser inferior a R$ 200,00 para pessoa física e R$ 1.000,00 para pessoa jurídica. Vale lembrar que o inadimplente não vai estar livre de pagar multas e juros. A renegociação vale para dívida adquirida até 30 de novembro do ano passado. O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, espera que a medida reduza as contestações na Justiça e tragam reforço na arrecadação.

 

Secretário da Receita Federal - Jorge Rachid: Esse programa foi destinado justamente à prevenção de redução de litígios administrativos e judiciais, regularização de dívidas tributárias com potencial de litígios.

 

Repórter Alessandra Bastos: A expectativa inicial do governo é arrecadar R$ 10 bilhões. A adesão ao programa vai até o dia 31 de maio e deve ser feita na página da Receita Federal na internet, no endereço receita.fazenda.gov.br. Reportagem, Alessandra Bastos.

 

Airton: E a Receita Federal reduziu para 12 anos a idade mínima exigida para a inscrição do CPF de dependentes na Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física.

 

Gláucia: Antes era exigido o documento apenas para o dependente com mais de 14 anos.

 

Airton: A medida reduz riscos de fraude e não traz transtornos ao contribuinte, já que hoje os cartórios emitem o CPF na certidão de nascimento dos bebês.

 

Gláucia: É, lembrando que o contribuinte precisa indicar o CPF dos dependentes com 12 anos completados até dezembro de 2016. O prazo para a entrega da declaração começa dia 2 de março e vai até abril.

 

Airton: O Ministério da Educação informa que não existem registros de acesso indevido às informações dos estudantes inscritos no Sisu, o Sistema de Seleção Unificada.

 

Gláucia: O esclarecimento do Ministério ocorreu após denúncias veiculadas na imprensa de que estudantes tiveram seus cadastros invadidos pela internet e as inscrições modificadas.

 

Airton: É, e em nota o Ministério afirma que casos individuais que forem identificados e informados com suposta mudança indevida de senha e violação de dados vão ser enviados para investigação da Polícia Federal.

 

Gláucia: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Airton: Boa noite para você e até amanhã.