02/02/17 - A Voz do Brasil

E vamos ao destaque do dia: Ampliar a vacinação e a prevenção a febre amarela. O anúncio foi feito agora a pouco pelo ministério da saúde. E você ainda vai ouvir na Voz do Brasil de hoje: Como gastar bem o dinheiro que você paga em impostos? Vamos conversar ao vivo com o ministro da transparência que vai falar de um encontro para orientar gestores e o cidadão! Vamos falar também do apoio a pequenos agricultores de todo o país para a produção de alimentos que chegam a nossa mesa! E no primeiro dia de trabalho na Câmara dos Deputados, presidente Michel Temer envia mensagem.

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Transcrição


A Voz do Brasil - 02/02/2017


 

Apresentador Airton Medeiros: Em Brasília, 19 horas.
 
 "Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."
 
 Apresentadora Gláucia Gomes: Boa noite.
 
 Airton: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.
 
 Gláucia: Quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017.
 
 

Airton: E vamos ao destaque do dia: Ampliar a vacinação e a prevenção à febre amarela. O anúncio foi feito agora há pouco pelo Ministério da Saúde. Nei Pereira.

 

Repórter Nei Pereira: Ao todo vão ser R$ 40 milhões para ações nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Daqui a pouco eu volto com mais detalhes.

 

Gláucia: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Airton: como gastar bem o dinheiro que você paga em impostos. Vamos conversar ao vivo com o ministro da Transparência, que vai falar de um encontro para orientar gestores e o cidadão.

 

Gláucia: Vamos falar também do apoio a pequenos agricultores de todo o país, para produção de alimentos que chegam à nossa mesa.

 

Airton: E no primeiro dia de trabalho da Câmara dos Deputados, presidente Michel Temer envia mensagem. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: Presidente Temer disse que o Brasil precisa enfrentar as grandes reformas pra restaurar a credibilidade, trazer investimentos e empregos.

 

Airton: A Voz do Brasil, na apresentação de Gláucia Gomes e Airton Medeiros.

 

Gláucia: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Airton: Você que está aí nos ouvindo sabe como o prefeito está gastando o dinheiro que ele arrecada com os seus impostos?




Gláucia: É, você, cidadão, pode ser um agente fiscalizador desses recursos, e não é uma missão impossível, não, viu?

 

Airton: Isso mesmo, Gláucia. É pra isso que o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União quer estar mais perto de você, ou melhor, de você e dos gestores também.

 

Gláucia: É, na próxima segunda-feira, um encontro vai reunir prefeitos, vice-prefeitos, secretários e representantes da sociedade civil para mostrar como é possível fazer uma gestão transparente, combatendo a corrupção.

 

Airton: E é pra falar dessa aproximação com o cidadão e seus gestores que nós vamos conversar agora ao vivo no estúdio com o ministro da CGU, Torquato Jardim. Ministro, boa noite.

 

Ministro da CGU - Torquato Jardim: Boa noite.

 

Airton: Ministro, é a primeira vez que um encontro desses acontece. Isso é uma realidade?

 

Ministro da CGU - Torquato Jardim: É uma realidade, é a primeira vez que o Governo Federal, por intermédio da Transparência e CGU, vai ao encontro dos prefeitos, dos vice-prefeitos, para ajudar, orientar, prevenir. A marca dessa noção de transparência é justamente prevenir o prefeito, o gestor, para usar bem o dinheiro público. São... Até hoje de manhã eram 5.270 inscritos, cobrindo 1.872 municípios, ou seja, um terço dos municípios brasileiros vão participar desse trabalho.

 

Gláucia: E vai ser realizado então em todo o país, né, ministro? Como é que isso vai ser?

 

Ministro da CGU - Torquato Jardim: São 26 estados, 26 capitais, exceto Sergipe, que é no interior do estado. Há uma primeira parte, que é a palavra do presidente da República, Michel Temer, uma segunda parte, institucional, do papel político institucional do prefeito, e a segunda e terceira partes, que essa segunda parte eu falo, e na segunda e terceira parte são meus colegas nas regionais, que vão dar então uma instrução mais técnica, mais operacional para os gestores municipais.

 

Airton: Ministro, é importante a gente reforçar que esse encontro reúne não só os agentes públicos. O cidadão pode participar e deve, né?

 

Ministro da CGU - Torquato Jardim: Sim, em muitas capitais é expressiva a participação de organizações não governamentais e cidadãos interessados. Infelizmente, a demanda foi tamanha que não conseguimos abrigar todos. Em alguns poucos estados ainda há vaga.

 

Gláucia: Pois é, ministro, o senhor falou aí que tem mais de cinco mil inscritos, né? Hoje pela manhã já tinha mais de cinco mil inscritos. Pra quem está nos ouvindo e se interessou em participar, ainda dá tempo? Não, ele precisa... O que ele precisa fazer?

 

Ministro da CGU - Torquato Jardim: Em algumas capitais ainda há tempo, mas o material estará todo disponível no site do ministério, ao final do dia, para uso permanente, e nada impede que, por intermédio dos canais já conhecidos e lei de acesso à informação e outros, ele faça suas consultas ao Ministério. Nada impede que prefeitos que não puderam participar peçam uma segunda época, por assim dizer, uma renovação da experiência. Nós estamos abertos a essas opções todas, com o intuito, vocês já enfatizaram, de fazer encontro do governo da União com a capilaridade da cidadania, que é o município e os que lá são mais interessados no cuidado com as verbas federais.

 

Airton: Bem, como o ministro bem disse, poucos estados podem fazer ainda a inscrição. Mas se você quiser anotar aí o endereço na internet onde pode ter mais informações, é só acessar www.cgu.gov.br.

 

Gláucia: E a gente agradece a presença do ministro da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União, Torquato Jardim, mais uma vez aqui com a gente na Voz do Brasil. Muito obrigada, viu, ministro.

 

Ministro da CGU - Torquato Jardim: Boa noite, obrigado a vocês. Boa noite, Brasil.

 

Airton: Ficar em pé por muito tempo, gravidez, obesidade, fatores que aumentam a pressão nas veias das pernas e dos pés.

 

Gláucia: É, aí é que surgem as chamadas varizes, que deixam aquela aparência roxa nas veias, tão temida pelas mulheres.

 

Airton: Pra muitas pessoas, as varizes são uma preocupação puramente estética, mas para outras causam dor e até mesmo problemas mais graves, como o risco de doenças circulatórias.

 

Gláucia: E aí é necessário o tratamento. Pra essas pessoas, o SUS oferece agora uma técnica sem necessidade de cirurgia.

 

Repórter Alessandra Bastos: Os exames mostram quando as varizes são um problema estético ou um risco pra saúde. Uma técnica trata das varizes sem a necessidade da cirurgia. O nome é complicado: escleroterapia. Mas a técnica é simples. Uma injeção com medicamento em forma de espuma. Ela seca os vasos com má circulação do sangue. Essa tecnologia, menos dolorosa, agora vai ser oferecida pelos hospitais do SUS, o Sistema Único de Saúde. Médicos da Sociedade Brasileira de Angiocologia e de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro, já usam a técnica nos hospitais públicos da cidade, como explica o presidente da Sociedade, Carlos Peixoto.

 

Presidente da Sociedade Brasileira de Angiocologia e Cirurgia Vascular - Carlos Peixoto: Em média, leva 20 a 30 minutos um procedimento desse. O paciente pode sair diretamente dali, do consultório, para sua vida social, para trabalho.

 

Repórter Alessandra Bastos: O médico afirma que, além de ser melhor pro paciente, a iniciativa permite um número maior de atendimentos.

 

Presidente da Sociedade Brasileira de Angiocologia e Cirurgia Vascular - Carlos Peixoto: Nós conseguimos fazer dez, 15 pacientes num turno, numa manhã ou numa tarde. E se você for fazer a técnica cirúrgica, você não consegue fazer mais do que seis cirurgias numa manhã.

 

Repórter Alessandra Bastos: Só no ano passado, mais de 70 mil cirurgias de varizes foram feitas no SUS. O governo quer diminuir a fila de espera nos hospitais. Como disse a diretora do Departamento de Atenção Especializada e Temática, do Ministério da Saúde, Maria Inês Gadelha.

 

Diretora do Departamento de Atenção Especializada e Temática - Maria Inês Gadelha: Sem dúvida, isso deverá ajudar muito a diminuir a fila de espera, a diminuir as quantidades de cirurgias, a espera pela cirurgia, e retardar inclusive a necessidade de cirurgia.

 

Repórter Alessandra Bastos: Vinte minutos no consultório e o paciente vai pra casa livre das varizes, que podem causar até dificuldades pra andar, como aconteceu com a professora de educação física Amanda Cereja. Amanda não sente mais dor e se sente mais bonita.

 

Professora - Amanda Cereja: Você ter de volta a sua autoestima, por você ver as suas pernas tão melhores do que estavam antes, e além disso tudo você ter uma qualidade de vida melhor, nossa, quem não quer isso, né? E eu estou me sentindo hoje muito mais feliz.

 

Repórter Alessandra Bastos: Estima-se que, no Brasil, 45% das mulheres e 30% dos homens sofram com as varizes. Reportagem, Alessandra Bastos.

 

Airton: A reforma da previdência e a atualização das leis trabalhistas são fundamentais para que o país volte a crescer e a criar empregos.

 

Gláucia: É, essas afirmações fazem parte da mensagem que o presidente Michel Temer enviou para deputados e senadores, e que foi lida durante a reabertura dos trabalhos no Congresso Nacional.

 

Airton: A repórter Luana Karen está no Congresso e traz os detalhes ao vivo. Boa noite, Luana.

 

Repórter Luana Karen (ao vivo): Boa noite, Aírton, boa noite, Gláucia, a todos os ouvintes da Voz do Brasil. A mensagem do presidente Michel Temer foi entregue pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e lida pelo senador Gladson Cameli. O presidente afirmou que o Brasil precisa superar as crises econômica, social e política, que resultaram na retração do Produto Interno Bruto, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, e em milhões de desempregados. Segundo Temer, o país precisa enfrentar as grandes reformas para restaurar a credibilidade que traz investimentos e emprego. Michel Temer citou como prioridade para este ano a reforma da Previdência Social. Nas palavras do presidente, as contas não fecham e é preciso garantir as aposentadorias de amanhã. Outra medida necessária é a atualização das leis trabalhistas. O presidente destacou que a mudança não tira direitos, mas moderniza as normas para liberar o potencial produtivo do país. O presidente apresentou ainda as medidas adotadas ano passado e que estão ajudando a pôr o país nos trilhos, como a criação de um teto para os gastos públicos. O presidente destacou ainda a valorização do Bolsa Família, a retomada do Minha Casa Minha Vida, o aumento do orçamento da Saúde e a priorização do combate à seca no nordeste. Ao vivo, Luana Karen.

 

Gláucia: E agora há pouco o presidente Michel Temer parabenizou o deputado Rodrigo Maia pela reeleição na presidência da Câmara dos Deputados.

 

Airton: Também anunciou novidades no governo. Nós vamos ao vivo agora ao Palácio do Planalto, onde está o repórter Paulo La Salvia. Paulo, boa noite, o que foi anunciado por aí, Paulo?

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Boa noite, Airton, Gláucia, ouvintes da Voz do Brasil. Olha, Airton, o porta-voz da presidência, Alexandre Parola, anunciou que o presidente Michel Temer criou o Ministério dos Direitos Humanos, que vai ser ocupado por Luislinda Valois, e a Secretaria Geral da Presidência da República, que vai ser ocupada por Moreira Franco. O agora ministro Moreira Franco vai continuar cuidando do programa de parcerias de investimentos, além da secretaria de Comunicação Social, da secretaria de Administração e do Cerimonial do Palácio do Planalto, que estarão sob o guarda-chuva da Secretaria Geral da Presidência da República. Já o Ministério da Justiça passa a ser denominado Ministério da Justiça e Segurança Pública. O porta-voz também anunciou que o presidente nomeou o deputado federal Antônio Imbassahy para o cargo de ministro da secretaria de Governo, que tem a função de estabelecer o diálogo entre o Executivo e o Congresso Nacional. Ao vivo, Paulo La Salvia.

 

Gláucia: 19h12, no horário brasileiro de verão.

 

Airton: Aumentar a renda e a produção de pequenos agricultores.

 

Gláucia: Daqui a pouco vamos falar de várias ações do governo que estão ajudando esses produtores e levando comida de qualidade à mesa dos brasileiros.

 

"Momento Social"

 

Airton: O Programa Criança Feliz está em fase de implantação. Nas próximas semanas, representantes dos estados vão participar das capacitações.

 

Gláucia: E essas pessoas vão ter o papel de preparar os supervisores e visitadores do programa. Todas as semanas, esses visitadores irão até as casas das famílias, pra mostrar aos pais a maneira correta de estimular os filhos.

 

Airton: E a gente recebeu uma pergunta da nossa ouvinte Cláudia Vaz. Ela quer saber o que precisa fazer para ser uma visitadora do programa. O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, é quem explica.

 

Ouvinte - Cláudia Vaz: Olá, ministro. Meu nome é Cláudia Dantas e eu gostaria de saber como eu faço, aqui na minha cidade, eu sou do Rio de Janeiro, pra participar como visitadora do projeto Criança Feliz. Hoje estou estudando pedagogia, e gostaria de saber se eu me enquadro dentro desse programa.

 

Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário - Osmar Terra: Cláudia pode procurar, no município, a Secretaria de Assistência Social ou até o próprio prefeito, pra se informar sobre isso. Os municípios é que vão contratar, não é o Governo Federal que vai contratar. Então vai haver uma seleção, nós vamos orientar, nós vamos capacitar, nós vamos pagar, vamos repassar para o município a remuneração que as pessoas que vão trabalhar no programa vão receber, mas a seleção, ela é no município. Os visitadores vão ser uma espécie de anjos da guarda dessas crianças, portanto eles têm que ter uma relação de afeto. Eles vão acompanhar a criança desde que ela está na barriga da mãe até ela fazer quatro anos de idade e vão ter um papel importantíssimo na vida dessas famílias e dessas crianças. Portanto, tem que ser alguém que queira mesmo, como a Cláudia quer.

 

Gláucia: E se, assim como a Cláudia, você também tem alguma pergunta sobre ações e programas sociais do governo, manda pra gente.

 

Airton: Pode ser por e-mail, no endereço voz@ebc.com.br, também no nosso Facebook: facebook.com/bolsafamilia.

 

Gláucia: A sua pergunta vai ser respondida aqui na Voz do Brasil, sempre na quinta-feira. Participe.

 

Airton: Quem vive da produção de alimentos, trabalha de sol a sol no preparo da terra, no plantio da semente até a colheita...

 

Gláucia: É, e a expectativa é sempre produzir mais e mais, com um único objetivo: poder levar tudinho pra mesa do brasileiro.

 

Airton: Esse ano o orçamento foi reforçado para financiar pequenos produtores, que são responsáveis por 70% de tudo que chega à nossa casa.

 

Gláucia: O apoio vem na forma de juros baixos e mais assistência técnica. Outra prioridade também é a reforma agrária.

 

Repórter João Pedro Neto: Os recursos destinados ao Pronaf, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, chegaram a R$ 13,6 bilhões entre julho e dezembro do ano passado. Cerca de R$ 8 bilhões foram para custeio da produção dos agricultores familiares, e parte desse crédito é oferecida com uma taxa de juros mais baixa, de 2,5% ao ano, para produtos que compõem a cesta básica. Outros R$ 5 bilhões financiam a melhoria de infraestrutura e compra de máquinas e equipamentos, por exemplo. Segundo o secretário especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, José Ricardo Roseno, os resultados são positivos.

 

Secretário especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário - José Ricardo Roseno: Se destaca essa política de redução dos juros para aqueles produtos ligados à cesta básica. Então, tivemos incremento, tivemos resultados, em função dessa redução dos juros.

 

Repórter João Pedro Neto: Para 2017, o orçamento da Secretaria é maior do que o valor destinado no ano passado, e chega a R$ 1,7 bilhão. Uma das prioridades é a reforma agrária. O governo vem atualizando a legislação e adotando medidas pra destravar as amarras que dificultam a regularização de milhares de famílias no campo. Segundo o secretário José Ricardo Roseno, a meta é entregar 750 mil títulos de terras até o final de 2018.

 

Secretário especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário - José Ricardo Roseno: Aí contemplando a regularização dessas famílias da reforma agrária, bem como a regularização fundiária nas terras da Amazônia, a partir do Terra Legal, e também regularização fundiária nos demais estados da federação, a partir das terras dos estados.

 

Repórter João Pedro Neto: O governo também quer reforçar as ações de assistência técnica e extensão rural aos produtores, em parceria com os estados, e para isso reserva R$ 430 milhões neste ano, para a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Airton: E o aumento de investimentos na agricultura familiar deve alavancar também a produção dos alimentos orgânicos.

 

Gláucia: É, são frutas, verduras, hortaliças, todas produzidas sem qualquer produto químico.

 

Airton: Produção que está aumentando no Brasil, beneficiando produtores como o Valdir Oliveira, que hoje só vê vantagens nesse tipo de cultura.

 

Repórter Gabriela Noronha: No sítio de oito hectares, no núcleo rural Boa Esperança, área rural do Distrito Federal, a batata doce está pronta para colheita. No cultivo, nada de agrotóxicos e nem fertilizantes químicos. Nascido e criado na roça, Valdir Manuel de Oliveira conta que começou a plantar orgânicos há dez anos.

 

Produtor - Valdir Oliveira: Nós aprendemos a plantar e a conservar ao mesmo tempo.

 

Repórter Gabriela Noronha: O que o seu Valdir produz vai para a mesa da família e também sustenta a casa. Batata doce, variedades de cenouras, bananas, mandioca e repolho. São cerca de 10 toneladas de produtos orgânicos produzidos por ano pelo seu Valdir.

 

Produtor - Valdir Oliveira: Tudo de bom. Produzir orgânico não tem nada, nada de ruim. Eu, na minha concepção, eu não vejo ponto negativo nenhum.

 

Gabriela Noronha: De 2013 a 2016, o número de unidades de alimentos orgânicos plantados em solo brasileiro pulou de 6,7 milhões de unidades para quase 17 milhões de unidades. No cadastro nacional de produtores orgânicos, 75% são agricultores familiares e eles são prioridade do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica do Governo Federal, afirma José Carlos Zukowski, diretor da subsecretaria de Agricultura Familiar.

 

Diretor da subsecretaria de Agricultura Familiar - José Carlos Zukowski: Um conjunto amplo de fatores, né, cada vez mais valoriza essa produção e a torna importante. E, além disso, os financiamentos do Pronaf, eles têm condições diferenciadas para produção orgânica e agroecológica.

 

Repórter Gabriela Noronha: O primeiro Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, também conhecido como Brasil Agroecológico, beneficiou mais de 678 mil agricultores familiares. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gláucia: E pra onde vai toda essa produção?

 

Airton: Bem, você já ouviu aqui que 70% vai pra nossa mesa, em muitos casos chega através do PAA, que é o Programa de Aquisição de Alimentos.

 

Gláucia: Esse programa garante a compra desses produtos, valorizando a produção local dos municípios.

 

Repórter Natália Koslik: Quase 30 mil agricultores familiares, de 477 municípios, foram beneficiados em 2016 pelo Programa de Aquisição de Alimentos, o PAA. E uma novidade, mais da metade são mulheres. O índice, que em 2015 era de 50%, chegou a 57% em 2016. Núbia dos Santos é agricultora e presidente de uma cooperativa de fruticultura, em Manacapuru, no estado do Amazonas. A cooperativa de Núbia recebeu, ano passado, um recurso de cerca de R$ 255 mil pelo PAA, valor que foi dividido entre todos os cooperados.

 

Agricultora - Núbia dos Santos: Esse recurso aí é um dinheiro que é certo, né, pra gente vender a nossa produção. Então, esse dinheiro serve pra eles comprarem os alimentos deles, serve pra eles melhorarem a qualidade de vida deles.

 

Repórter Natália Koslik: A superintendente de suporte à agricultura familiar, da Conab, Kelma Cruz, diz que os incentivos são essenciais para quem vive da terra.

 

Superintendente de suporte à agricultura familiar - Kelma Cruz: A importância é garantir renda ao agricultor, ações de segurança alimentar e nutricional, a valorização do produto local, o consumo de produtos mais saudáveis.

 

Repórter Natália Koslik: No caso de Núbia, casada e com três filhos, o dinheiro vai pra educação das crianças.

 

Agricultora - Núbia dos Santos: Então a gente está investindo na educação dos nossos filhos, né?

 

Repórter Natália Koslik: Em 2016, os agricultores familiares receberam um apoio de quase R$ 200 milhões, por meio do PAA. Reportagem, Natália Koslik.

 

Gláucia: 19h21, no horário brasileiro de verão.

 

Airton: Para ampliar a vacinação e a prevenção contra febre amarela, o Ministério da Saúde vai liberar mais R$ 40 milhões para estados e municípios.

 

Gláucia: É, além disso o Ministério se comprometeu a pagar todo o aumento de custos que estados e municípios tiveram com o tratamento da doença, como a criação de leitos, a locação de equipamentos e a contratação de laboratórios para exames.

 

Airton: Para saber mais detalhes, a gente conversa ao vivo agora com o repórter Nei Pereira. Boa noite, Nei.

 

Repórter Nei Pereira (ao vivo): Boa noite, Airton, Gláucia e aos ouvintes da Voz do Brasil. Esses R$ 40 milhões anunciados agora há pouco pelo Ministério da Saúde vão ser distribuídos para 256 municípios, dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Desse total, quase R$ 14 milhões vão ser distribuídos de forma proporcional entre os municípios, levando em conta o total de doses da vacina aplicadas entre os moradores. O restante, mais de R$ 26 milhões, são recursos extras para as ações de vigilância. Esses valores seriam enviados aos municípios apenas no meio deste ano. O governo informou também que vai pagar todos os investimentos emergenciais que estados e municípios fizeram para atendimento e combate à febre amarela. São gastos com criação de leitos, locação de equipamentos, contratação de laboratórios para realizar exames, que vão ser pagos integralmente pelo Governo Federal. O Ministério informou que a vacinação nas áreas que estão com surto de doença chegou a 90%. Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, em função desta cobertura, a expectativa é que os casos da doença caiam ao longo das próximas semanas.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Com o aumento da cobertura vacinal, a expectativa é que caiam o número de casos suspeitos, né? Então isso é uma curva, eu diria que ocorrerá de forma simultânea. Então nós estamos dando condições aos municípios para aumentar a cobertura vacinal, distribuindo vacinas, afirmando aos prefeitos que terão o ressarcimento daqueles gastos que estão fazendo. Os prefeitos todos estão respondendo, inclusive no Rio de Janeiro, na Bahia e no Espírito Santo, com muita velocidade na vacinação, e assim que aumentar a área de cobertura deve cair o número de casos suspeitos.

 

Repórter Nei Pereira (ao vivo): Segundo o Ministério da Saúde, até agora são 901 notificações de casos suspeitos de febre amarela. Desse total, 708 permanecem em investigação, 151 foram confirmados e 42 descartados. Dos 143 óbitos notificados, 54 foram confirmados que ocorreram em consequência da doença. 86 ainda são investigados e três foram descartados. Ao vivo, Nei Pereira.

 

Gláucia: A Força Aérea Brasileira está em missão no Chile, desde o início da semana, para ajudar no controle de incêndios florestais que deixaram centenas de desabrigados no país.

 

Airton: As aeronaves da FAB, equipadas para esse tipo de missão, estão concentradas no lançamento de água sobre os focos de incêndios próximos às áreas habitadas.

 

Gláucia: Em três dias de missão, já são quase 240 mil litros de água utilizados nas operações.

 

Airton: Essas foram as notícias do Governo Federal.
 
 

Gláucia: Uma realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Airton: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gláucia: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Airton: Boa noite pra você e até amanhã.