06 DE JUNHO DE 2017

E vamos ao destaque do dia: Antecipado o saque de contas inativas do FGTS para nascidos em setembro, outubro e novembro. O saque vai ser liberado a partir do dia 10 de junho, próximo sábado. Mudanças no programa Farmácia Popular vão aumentar o repasse de R$ 80 milhões para compra de remédios.

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Transcrição

A Voz do Brasil - 06/06/2017

 

Apresentador Aírton Medeiros: Em Brasília, 19 horas.
 
 "Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."
 
 

Aírton: Olá, boa noite.


 Apresentadora Gláucia Gomes: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

 

Aírton: Terça-feira, 6 de junho de 2017.

 

Gláucia: E vamos ao destaque do dia. Antecipado saque de contas inativas do FGTS para nascidos em setembro, outubro e novembro.

 

Aírton: O saque vai ser liberado a partir do dia 10 de junho, próximo sábado. Taíssa Dias.

 

Repórter Taíssa Dias: Segundo a Caixa Econômica Federal, 7,5 milhões de trabalhadores têm direito ao saque nesta quarta etapa de pagamentos.

 

Gláucia: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Aírton: Mudanças no programa Farmácia Popular vão aumentar o repasse de R$ 80 milhões para a compra de remédios.

 

Gláucia: E hoje é o Dia Nacional do Teste do Pezinho. Vamos falar da importância desse exame, feito de graça na rede pública.

 

Aírton: Reforma da Previdência. Vamos explicar porque é preciso mudanças para garantir a aposentadoria no futuro.

 

Gláucia: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gláucia Gomes e Aírton Medeiros.

 

Aírton: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gláucia: Os trabalhadores que têm contas inativas do FGTS e nasceram nos meses de setembro, outubro e novembro vão poder sacar o dinheiro a partir do dia 10 de junho.

 

Aírton: E como o saque foi antecipado, no próximo sábado as agências da Caixa vão estar abertas para facilitar a vida de quem vai sacar os recursos.

 

Gláucia: Nessa nova rodada, 7,5 milhões de trabalhadores têm direito ao saque do FGTS.

 

Repórter Taíssa Dias: A data do início dos pagamentos, que era o dia 16 de junho, foi adiantada para o dia 10. Para assegurar a rapidez, o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, explica que o banco terá agências abertas neste sábado e horário especial na próxima semana.

 

Presidente da Caixa Econômica Federal - Gilberto Occhi: 2.015 agências no Brasil inteiro abrirão no sábado, de 9h às 15h da tarde. Após a abertura no sábado, segunda, terça e quarta nós vamos abrir, todas as agências da Caixa vão abrir duas horas mais cedo, para atender exclusivamente.

 

Repórter Taíssa Dias: A Caixa já pagou mais de R$ 27,5 bilhões a trabalhadores com contas inativas do FGTS, dinheiro que aquece os negócios. Em março, quando foram liberados os primeiros saques, o comércio varejista teve um incremento nas vendas de R$ 2.650.000.000, segundo um estudo da Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo, a CNC. Vestuário e calçados, materiais de construção, móveis e eletrodomésticos tiveram os maiores incrementos. O economista da CNC, Fábio Bentes, explica por que esses setores registraram os melhores resultados.

 

Economista - Fábio Bentes: Quando você tem um recurso extraordinário, como o FGTS chegando no bolso do consumidor, isso permite que o financiamento pra comprar esse tipo de produto seja menos pesado, ou seja, o consumidor fica mais encorajado a ir nesse tipo de loja pra consumir.

 

Repórter Taíssa Dias: Segundo a Caixa Econômica Federal, 7,5 milhões de trabalhadores têm direito ao saque de contas inativas do FGTS nesta quarta etapa. A expectativa é liberar quase R$ 11 bilhões. O calendário de saques termina no mês que vem e, de acordo com o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, o total de recursos retirados deve superar a previsão inicial.

 

Presidente da Caixa Econômica Federal - Gilberto Occhi: Contas que para a Caixa estava ativa, por não ter o registro da data de demissão, nós a transformamos em conta inativa e ele tem direito a sacar. Por isso, na nossa avaliação, vai ultrapassar aquele número inicialmente previsto entre R$ 30 bilhões e R$ 35 bilhões, chegando aí próximo de R$ 40 bilhões.

 

Repórter Taíssa Dias: No dia 14 de julho serão liberados os saques de contas inativas para os trabalhadores nascidos em dezembro. Quem faz aniversário em outros meses e ainda não retirou os recursos, deve ficar atento: Todos os trabalhadores têm até 31 de julho, data final para esse tipo de operação. Reportagem, Taíssa Dias.

 

Aírton: 25.600 famílias estão perto de realizar o sonho da casa própria.

 

Gláucia: É que o governo assinou a contratação para construção de novas moradias do Minha Casa Minha Vida e que vão ser destinadas a famílias de baixa renda, que ganham até R$ 1.800 por mês.

 

Aírton: As moradias vão ser construídas em 77 municípios e a expectativa é gerar 30 mil empregos.

 

Gláucia: Estas vão ser as primeiras unidades com os novos critérios do Ministério das Cidades, que pretendem dar mais qualidade de vida.

 

Aírton: As construções levam em conta proximidade com escolas, hospitais, além disso moradores de cidades com menos de 50 mil habitantes vão poder ter acesso ao programa.

 

Gláucia: E para dar mais detalhes desses novos critérios, a gente recebe aqui no estúdio a secretária nacional de Habitação, Henriqueta Arantes. Boa noite, secretária.

 

Secretária nacional de Habitação - Henriqueta Arantes: Boa noite, Gláucia, boa noite, Aírton, boa noite, ouvintes. É com prazer que eu compareço aqui, numa tentativa de transmitir mais informações, pra que as pessoas possam ter acesso à casa própria o mais rapidamente possível.

 

Gláucia: Secretária, como é que as pessoas podem saber quais são estas 77 cidades onde vão ser construídas as 25.600 novas moradias?

 

Secretária nacional de Habitação - Henriqueta Arantes: É muito fácil, Gláucia. No site do Ministério das Cidades, na primeira página tem um banner dizendo "seleção". Clicando nesse banner, vai abrir uma série de opções pra você consultar por região, por estado, por cidade, e as informações que vêm por cidade vêm desde o nome do empreendimento, o número de unidades contratadas.

 

Aírton: Secretária, e como as pessoas podem ter acesso ao programa? A quem elas devem procurar?

 

Secretária nacional de Habitação - Henriqueta Arantes: É uma boa pergunta, Aírton, porque normalmente as pessoas ficam um pouco desorientadas, né? Não sabem se vão à Caixa, se vão à Prefeitura, eles ficam um pouco, assim, desorientados dentro da cidade. E aí a recomendação nossa é muito direta. Devem ir à Prefeitura, levando documentos pessoais, levando algum comprovante de renda, se tiver, levando pagamento de aluguel, se tiver, e comparecer na Prefeitura e se cadastrarem para o programa. Quando o empreendimento estiver com 40%, 50% de obra, a Prefeitura deve encaminhar a relação dos selecionados à Caixa, que fará uma triagem em relação aos cadastros nacionais que nós temos, Cadmut, nós temos o FGTS também, pra verificar a situação daquelas famílias. Nenhuma família que já foi atendida por subsídios do Governo Federal ou Estadual poderá ser atendida novamente. O ideal é que a Prefeitura selecione as famílias de maior precariedade, que estão em área de risco, que estão em encostas, que estão na beira dos ribeirões, dos rios, que têm uma precariedade social grande. Que tenha também filhos com deficiência, idosos... Esses são os critérios gerais de seleção.

 

Gláucia: Uma das novidades do Minha Casa Minha Vida é que cidades com menos de 50 mil habitantes vão ter acesso ao programa. Secretária, quando vão começar a ser entregues as primeiras casas nesses municípios menores?

 

Secretária nacional de Habitação - Henriqueta Arantes: Tantos nos menores como nos demais, pelo nosso cronograma, nós devemos estar contratando essas operações em 2017, elas serão implementadas, construídas em 2018 e eu acredito que já em 2018 a gente comece a entrega de alguns empreendimentos. E depois, 2019 entregamos os remanescentes.

 

Aírton: Nós conversamos com a secretária nacional de Habitação, Henriqueta Arantes. Secretária, muito obrigado pela sua participação ao vivo aqui na Voz do Brasil e tenha uma boa noite.

 

Secretária nacional de Habitação - Henriqueta Arantes: Boa noite, Aírton, boa noite, Gláucia, boa noite, ouvintes. É sempre com prazer que nós voltaremos a essa, à BBC pra... À BBC não.

 

Aírton: EBC.

 

Secretária nacional de Habitação - Henriqueta Arantes: É à EBC, para atender a convites que são para dar informação à população dos nossos programas de interesse social, do Ministério das Cidades.

 

Gláucia: Estados e municípios vão receber mais recursos para comprar medicamentos para a população, no programa Farmácia Popular.

 

Aírton: É, o aumento vai ser possível porque o Ministério da Saúde decidiu que os valores empregados em gastos administrativos, como aluguéis e salários de farmácias federais, devem ser aplicados na compra de remédios, que vão ser disponibilizados nas farmácias privadas, onde tem aquela plaquinha vermelha: "Aqui tem farmácia popular."

 

Gláucia: O programa beneficia 9,8 milhões de pessoas, a maioria com mais de 60 anos. E, segundo o Ministério da Saúde, as novas regras vão ampliar o acesso e a oferta de medicamentos.

 

Repórter Gabriela Noronha: Os R$ 80 milhões empregados em despesas administrativas nas unidades próprias do Farmácia Popular vão ser integralmente repassados a estados e municípios para compra de medicamentos. O aumento nos repasses vai multiplicar o valor transferido antes para prefeituras e governos estaduais, como explica o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: O Farmácia Popular é um programa que tinha dois modelos de aplicação: rede própria e rede credenciada. A rede própria tinha orçamento de R$ 100 milhões, R$ 80 para custear a rede, alugueis, salários, e R$ 20 milhões aplicados em medicamentos. Então, nós entendemos que devemos aplicar todos os R$ 100 milhões em medicamentos, e é o que nós determinamos agora. E esses recursos passam todos a serem dispostos para medicamentos, e a Farmácia Popular, rede credenciada, se instalará nesses municípios onde só tinha a rede própria.

 

Repórter Gabriela Noronha: Hoje, quase 4.500 municípios dispõem do serviço da farmácia popular, que tem 367 unidades próprias e mais de 34 mil drogarias particulares credenciadas na rede Aqui tem farmácia popular. Elas oferecem 42 produtos, 26 deles gratuitos e os outros com descontos de até 90%. Com as mudanças, o programa deve chegar a outras mil cidades. Para o ministro, as novas regras vão ampliar o atendimento à população.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Nós vamos ampliar a rede Aqui tem farmácia e vamos ampliar os medicamentos disponíveis para a população. Portanto, Farmácia Popular é um programa que está fortalecido na sua forma de farmácias credenciadas.

 

Repórter Gabriela Noronha: A maior parte dos pacientes atendidos, cerca de 9 milhões, recebe medicamentos de graça. Os mais procurados são para hipertensão e diabetes. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Aírton: A reforma da Previdência não é uma vontade de um governo e sim uma necessidade do país.

 

Gláucia: Com a população envelhecendo e a taxa de nascimentos cada vez menor, num futuro próximo o governo não vai mais ter condições de pagar as aposentadorias e pensões.

 

Aírton: Este foi um dos argumentos apresentados para justificar a aprovação da reforma da Previdência.

 

Gláucia: A proposta de reforma foi tema de debate promovido por uma emissora de rádio em São Paulo.

 

Repórter José Luís Filho: Debater, ouvir, explicar, responder, tirar dúvidas. A reforma da Previdência exige tudo isso por se tratar de tema urgente e necessário. A estudante Letícia Bastos acompanhou o debate sobre a reforma no teatro onde foi realizado, em São Paulo.

 

Estudante - Letícia Bastos: Eu sempre procuro me informar o máximo, principalmente com pessoas que tenham bastante conhecimento. Eu queria que tivesse mais, a gente tem poucos espaços que discutem com qualidade.

 

Repórter José Luís Filho: O secretário de Previdência, Marcelo Caetano, e a vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário, Adriane Bramante, debateram a proposta de reforma. Os dois convidados responderam a perguntas encaminhadas pela plateia. Adriane Bramante lembrou a necessidade de se debater um assunto tão importante para a sociedade.

 

Vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário - Adriane Bramante: Nós estamos numa democracia, então é preciso esse debate com a sociedade, até pra ter um posicionamento pessoal, se é bom, se é ruim, em que ponto é bom, em que ponto é ruim, pra que ela possa formar sua própria convicção.

 

Repórter José Luís Filho: O secretário de Previdência, Marcelo Caetano, falou que a reforma é um tema realmente complexo mas que a discussão é inadiável.

 

Secretário da Previdência - Marcelo Caetano: Necessita sim de uma reforma da Previdência no país, né? Isso é uma questão de estado, não é uma questão de um governo em particular. E a gente necessita por questões estruturais, tá, não é por um momento de um governo A, B ou C que quer fazer isso, não, é a estrutura demográfica do Brasil exige uma reforma da Previdência. A gente envelhece, a gente envelhece muito rápido e, pra ajustar essa conta, a reforma da Previdência é necessária. E quanto mais a gente prorrogar, mais forte vai ter que ser a reforma.

 

Repórter José Luís Filho: A proposta de reforma da Previdência prevê idades mínimas para aposentadoria de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres, com tempo mínimo de contribuição de 25 anos. A proposta de reforma vai ser votada na Câmara, onde precisa ser aprovada em dois turnos por dois terços dos deputados, para depois seguir para o Senado, onde também precisa da aprovação de dois terços dos senadores, em duas votações. Só então ela entra em vigor. Reportagem, José Luís Filho.

 

Gláucia: 19h15 em Brasília.

 

Aírton: Dia Nacional do Teste do Pezinho.

 

Gláucia: Você sabe da importância desse exame nos recém-nascidos?

 

Aírton: Ainda nesta edição, a Voz do Brasil faz o alerta a pais e mães que podem fazer o teste de graça no SUS.

 

"Defesa do Brasil, Defesa do Brasil, Defesa do Brasil"

 

Gláucia: Levar internet e TV a cabo para cidades isoladas.

 

Aírton: Esse é o objetivo do programa Amazônia Conectada, do Ministério da Defesa, que vai permitir o acesso à informação para milhões de pessoas.

 

Gláucia: E isso demanda engenharia e muita logística. Os cabos que vão levar os dados vão ficar no fundo dos rios da nossa imensa bacia amazônica.

 

Aírton: Quem explica direitinho como isso vai acontecer é a repórter Marina Melo.

 

Repórter Marina Melo: Evitar que pessoas que vivem na região amazônica precisem deixar seus municípios por se sentirem isoladas e sem acesso à informação. Esse é o objetivo do programa Amazônia Conectada, do Ministério da Defesa, que vai levar informação para mais de 50 municípios, através da instalação de cabos de fibra ótica lançados no fundo dos rios amazônicos, beneficiando quase quatro milhões de pessoas. O diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação, da Secretaria de Produtos de Defesa, do Ministério da Defesa, General Decílio Medeiros Sales, explica a importância do projeto.

 

Diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação - General Decílio Medeiros Sales: Após a conclusão desse projeto e pensamos aqui em torno de 5 a 10 anos, a realidade da Amazônia será outra. Essas pessoas estarão integradas à sociedade, hoje, no restante do país, tendo à sua disponibilidade serviços que temos hoje de internet, acesso aos serviços públicos, então teremos, na verdade, uma integração pelo conhecimento.

 

Repórter Marina Melo: Apesar do elevado grau de dificuldade por causa da extensão dos rios e das características da natureza, militares do Exército já concluíram a instalação do trecho que liga Manaus ao município de Tefé, pelo Rio Solimões, e Manaus ao município de Novo Airão, pelo Rio Negro. Com isso, empresas que antes não conseguiam chegar nessas cidades agora já podem oferecer serviços de internet a preços mais baixos. A Dona Maria Solange, moradora de Tefé, foi uma das beneficiadas com a medida.

 

Entrevistada - Maria Solange: A situação é tudo difícil, ainda mais pra gente que tem filho que estuda, que tem que fazer trabalho, pesquisa. E aqui em Tefé estava precisando de um desse mesmo, estava precisando. E eu estou achando maravilhoso essa programação que vocês estão fazendo aqui em Tefé, viu? Eu estou achando ótimo.

 

Repórter Marina Melo: O programa Amazônia Conectada também vai permitir que órgãos públicos e escolas possam ter acesso a serviços nas áreas de saúde, telemedicina, educação e segurança. Reportagem, Marina Melo.

 

Gláucia: Lindas trilhas e cachoeiras, vegetação exuberante, comida boa e sossego.

 

Aírton: Esses são alguns dos encantos que levam mais de 60 mil pessoas todos os anos ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no cerrado goiano.

 

Gláucia: E um decreto assinado ontem pelo presidente Michel Temer aumenta em quase quatro vezes o tamanho do parque, que é refúgio de espécies ameaçadas de extinção ou que só existem por lá, como o cervo-do-pantanal, o lobo-guará, o pato-mergulhão e a onça-pintada, maior mamífero carnívoro da América do Sul.  

 

Aírton: A ampliação do parque ajuda a preservar o local e incentivar o turismo.

 

Gláucia: Nossa equipe foi até lá para conversar com pessoas que cuidam e que curtem esse lugar tão especial.

 

Repórter Aline Leal: No meio do Planalto Central está o Parque Nacional Chapada dos Veadeiros, um espaço que encanta pela grande variedade de animais, vegetação e águas cristalinas de cachoeiras. Agora, o parque passa a ser quase quatro vezes maior. De 65 mil hectares para 240 mil. O chefe nacional do parque, Fernando Tatagiba, destaca a importância da conservação do Cerrado.

 

Chefe nacional do Parque Nacional Chapada dos Veadeiros - Fernando Tatagiba: Não existe no planeta savanas tão ricas em termos de vidas e de recursos naturais como o cerrado. Então, ampliar o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, estabelecer outras unidades de conservação também federais, municipais, estaduais e privadas é de grande importância para a manutenção da vida.

 

Repórter Aline Leal: Com a ampliação, o parque passa a proteger ecossistemas que não estavam protegidos, como as matas secas, e aumenta o espaço de circulação de mamíferos como a onça-pintada e o lobo-guará. Na nova área, cachoeiras ainda pouco exploradas pelos turistas. É o caso da Simão Correia, como conta o guia local, Gilson Vasconcelos.

 

Guia - Gilson Vasconcelos: Mais de cem metros de altura, uma cachoeira que está localizada a cerca de 30 Km de Alto Paraíso, sentido sertão, são 6 Km de caminhada, mas com muita subida, 12 Km ida e volta. É uma cachoeira menos conhecida, fora do circuito comercial da Chapada. O pessoal vem trabalhando a visitação há cerca de dois anos, então é uma cachoeira que você ainda consegue chegar aqui com bem pouca gente.

 

Repórter Aline Leal: Orlandino Barros já conheceu a nova cachoeira e disse que a caminhada vale muito a pena.

 

Entrevistado - Orlandino Barros: Atrai, dá energia. Então, é muito gostoso estar num lugar como esse, numa cachoeira linda dessa, que é a Simão Correia, aqui na Chapada dos Veadeiros.

 

Repórter Aline Leal: O Parque Nacional é patrimônio natural mundial da Unesco e está aberto para quem quiser conhecer. O guia Gilson faz o convite.

 

Guia - Gilson Vasconcelos: Três horinhas no máximo de Brasília. Vem pra cá conhecer a Chapada, esse paraíso partinho da cidade grande aqui, com centenas de cachoeiras, com todos os gostos pra quiser poder aí, olha, conhecer esse paraíso, Patrimônio Mundial da Humanidade.

 

Repórter Aline Leal: Reportagem, Aline Leal.

 

Aírton: Hoje é o Dia Nacional do Teste do Pezinho, e a data faz um alerta a papais e mamães.

 

Gláucia: O exame, que é obrigatório e está disponível de graça na rede pública de saúde, previne uma série de doenças.

 

Repórter Mara Kenupp: Há oito anos, a atendente Luziete Serra Pereira, moradora de São Luís, no Maranhão, descobriu que o filho, Isaque, nasceu com hipotireoidismo congênito, uma doença hereditária que diminui o metabolismo e impede o desenvolvimento físico e mental da criança. A doença foi detectada com o teste do pezinho.

 

Atendente - Luziete Serra Pereira: Se eu não tivesse feito, eu não ia descobrir isso e poderia ter uma criança deficiente.

 

Repórter Mara Kenupp: O teste do pezinho, ou o nome oficial, triagem neonatal, é realizado de graça em cerca de 22 mil unidades de saúde e maternidades em todo o país. No Hospital Universitário de Brasília, são feitos cerca de 1.500 exames por ano. O médico e professor da Universidade de Brasília, José Alfredo Lacerda, reforçou a importância do teste para os bebês.

 

Médico - José Alfredo Lacerda: Diagnóstico de doenças que, ao nascimento, são indetectáveis, do ponto de vista clínico.

 

Repórter Mara Kenupp: Em todo o país, cerca de 2,3 milhões de crianças fazem o teste do pezinho anualmente, e caso seja detectada alguma doença, o SUS está preparado para o tratamento, como explica o coordenador-geral de sangue e hemoderivados do Ministério da Saúde, Flávio Vormittag.

 

Coordenador-geral de sangue e hemoderivados - Flávio Vormittag: O SUS tem ambulatórios especializados nesse acompanhamento, onde existem médicos, pediatras, endocrinologistas, nutricionistas, porque algumas dessas doenças, elas são tratadas com uma dieta rigorosa, pra evitar que a criança venha a comer alguma substância dessas que o seu organismo não consegue manipular.

 

Repórter Mara Kenupp: O Ministério da Saúde recomenda que os pais levem os recém-nascidos, entre o terceiro e o quinto dia de vida, para fazer o teste. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Aírton: Tempestades, alagamentos, deslizamentos de terra. Ao todo, 21 mil pessoas estão desalojadas e 2.300 desabrigadas no estado de Santa Catarina.

 

Gláucia: As fortes chuvas por lá já afetam mais de 28 mil pessoas e o Governo está acompanhando toda a situação e aguarda resposta de Santa Catarina sobre o que o estado necessita pra ser enviado.

 

Aírton: Itens como cestas básicas, produtos de limpeza, de higiene pessoal e colchões foram entregues aos municípios de Lages e Rio do Sul.

 

Gláucia: A Defesa Civil Estadual alerta sobre como se proteger dos raios, deslizamentos e enxurradas.

 

Aírton: De acordo com o governo do estado, a chuva deve continuar nos próximos dois dias e há riscos de novos deslizamentos.

 

Gláucia: Essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Aírton: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gláucia: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Aírton: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. E tenha uma boa noite.

 

Gláucia: Boa noite pra você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso."