06/07/2011 - A Voz do Brasil

A presidenta Dilma Rousseff assinou hoje a lei que formaliza o Sistema Único de Assistência Social, SUAS. Criado há 6 anos, o Suas garante proteção às famílias mais pobres e às pessoas com algum tipo de deficiência e ainda combate o trabalho infantil através dos Centros de Referência de Assistência Social, Cras, e dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social, Creas. Segundo a presidenta, o SUAS é essencial para erradicar a pobreza extrema no país. Depois de denúncias de irregularidades envolvendo servidores do ministério, o Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, pediu demissão do cargo. De acordo com o Ministério da Saúde, o número de mortes causadas pela dengue caiu 44% no 1º semestre deste ano, e o número de casos graves da doença diminuiu, em 45%, na comparação com os primeiros 6 meses de 2010. Tudo isso você ouviu hoje na Voz do Brasil.

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Transcrição

Apresentadora Edla Lula: Presidenta Dilma Rousseff sanciona o projeto de lei que institui o Sistema Único de Assistência Social.

Apresentador Luciano Seixas: Ministro dos Transportes Alfredo Nascimento pede demissão do cargo.

Edla: Número de casos graves e mortes causadas pela dengue cai em mais de 40% nos primeiros seis meses do ano.

Luciano: Quarta-feira, 6 de julho de 2011.

Edla: Está no ar a sua voz.

Luciano: A nossa voz.

Edla: A Voz do Brasil.

Luciano: Boa noite. Aqui, nos estúdios da EBC Serviços, eu, Luciano Seixas, e Edla Lula.

Edla: A presidenta Dilma Rousseff sancionou hoje a lei que formaliza o Sistema Único de Assistência Social, Suas.

Luciano: Criado há seis anos, o Suas garante, por exemplo, proteção às famílias mais pobres e às pessoas com algum tipo de deficiência, e combate o trabalho infantil.

Edla: Esse apoio é feito pelo Centro de Referência da Assistência Social, Cras, e pelo Centro de Referência Especializados de Assistência Social, Creas.

Luciano: Segundo a presidenta Dilma, o Suas é essencial para erradicar a pobreza extrema no país.

Repórter Gabriela Mendes (Brasília-DF): O Sistema Único de Assistência Social, Suas, foi criado em 2005 para garantir apoio a pessoas em situação de risco e vulnerabilidade. São mais de 7 mil centros de Referência de Assistência Social e cerca de 2.100 centros especializados, que oferecem desde a proteção social básica à família, aos idosos, crianças e adolescentes, até o cuidado especial destinado a dependentes químicos e a quem sofreu abandono, maus-tratos e abuso sexual. Duzentos e vinte mil profissionais atuam nessas unidades. A lei que formaliza o Sistema Único de Assistência Social foi sancionada hoje pela presidenta Dilma Rousseff. Segundo ela, ao lado do Programa Brasil Sem Miséria, o Suas vai ser fundamental no cumprimento da meta do governo de acabar com a extrema pobreza no país.

Presidenta Dilma Rousseff: Esse sistema será determinante para vencermos o novo desafio que nos propusemos: a superação da extrema pobreza. Será determinante para o êxito pleno do Plano Brasil Sem miséria. A estrutura brasileira de assistência social será a base para as ações de busca ativa e para o cadastramento das famílias ainda não incluídas no cadastro único. Será também responsável pelo acompanhamento familiar e pelo encaminhamento das demais ações do Brasil Sem Miséria.

Repórter Gabriela Mendes (Brasília-DF): A sanção da lei oficializa o Suas como programa de Assistência Social à população mais carente, e garante a continuidade do repasse de recursos e das ações que vêm sendo realizadas nos últimos seis anos, como afirma a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome - Tereza Campello: A aprovação do PL Suas, ele simboliza isso que já é a transformação da assistência social no Brasil. Nós deixamos para trás aquela ideia de assistencialismo, aquela ideia de eventualidade, aquela ideia de você estar fazendo favor. Passamos a ter um sistema impessoal, republicano e, portanto, vamos construir agora com mais força ainda a rede de assistência. E como vocês viram dizer pela própria presidenta, construímos também um apoio fundamental para o Brasil Sem Miséria.

Repórter Gabriela Mendes (Brasília-DF): A coordenação nacional do programa é feita pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, e a gestão dos serviços é realizada por estados e municípios. A adesão é voluntária, conta hoje com 99,5% dos municípios brasileiros. De Brasília, Gabriela Mendes.

Edla: O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, decidiu deixar o governo.

Luciano: Na tarde de hoje, ele encaminhou à presidenta Dilma Rousseff o pedido de demissão.

Edla: A saída vem depois de denúncias de irregularidades envolvendo servidores do Ministério dos Transportes.

Luciano: A repórter Ana Gabriella Salles está no Palácio do Planalto e tem mais informações, ao vivo. Boa noite, Ana Gabriella.

Repórter Ana Gabriella Salles (ao vivo): Boa noite, Luciano. Numa nota divulgada hoje à tarde, o Ministério dos Transportes afirma que Alfredo Nascimento está disposto a colaborar espontaneamente para o esclarecimento das suspeitas levantadas. As denúncias giram em torno de um suposto esquema de superfaturamento de obras do Dnit, que cuida das rodovias, e da Valec, responsável pelas ferrovias, ambos órgãos ligados ao Ministério. Para isso, Nascimento decidiu encaminhar um requerimento à Procuradoria-Geral da República pedindo a abertura de investigação e autorizando a quebra dos sigilos bancário e fiscal. Ainda segundo a nota, Nascimento reassume agora a cadeira no Senado e a presidência do Partido da República, o PR, no qual faz parte. Senadores da bancada do partido se reuniram hoje à tarde com a ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Relações Institucionais, para tratar do assunto. Mas o nome do novo ministro que assumirá a Pasta dos Transportes ainda não foi anunciado. Luciano.

Luciano: Obrigado, Ana Gabriella Sales, pela participação, ao vivo, na Voz do Brasil.

Edla: O número de mortes causadas pela dengue caiu 44% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.

Luciano: De acordo com balanço divulgado hoje pelo Ministério da Saúde, o número de casos graves da doença também diminuiu em 45% na comparação com os primeiros seis meses de 2010. Priscila Machado.

Repórter Priscila Machado (Brasília-DF): De janeiro a julho, foram 8.102 casos graves de dengue. O número de mortes caiu de 554, no ano passado, para 310, no primeiro semestre de 2011. Segundo o ministro Alexandre Padilha, a queda aconteceu em razão da maior ação de vigilância no combate ao mosquito e também no melhor preparo no atendimento de saúde.

Ministro da Saúde - Alexandre Padilha: O Ministério orientou fortemente o treinamento dos profissionais, levar não só a equipe de vigilância, de controle de mosquitos, de controle dos focos, mas também a equipe que estrutura os serviços de saúde, a atitude correta em vários estados de ter montado salas de hidratação, ampliado o fluxo do atendimento dos casos graves, e aquilo ficou muito claro para nós. Cada vez mais a gente conseguir fazer o diagnóstico precoce, iniciar as medidas de hidratação e de cuidados iniciais precocemente, nós conseguimos reduzir óbitos.

Repórter Priscila Machado (Brasília-DF): A maior parte dos casos graves, 57%, foi registrada nas regiões Sudeste e Nordeste. Rio de Janeiro teve 3.232 casos. Espírito Santo, 862. E o Ceará 582 casos. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, o trabalho do Ministério da Saúde agora é conscientizar os municípios para manter a queda no número de mortes e casos graves também no verão 2012, período endêmico da doença.

Secretário de Vigilância em Saúde - Jarbas Barbosa: Desde janeiro que nós estamos alertando muito os médicos, treinando, preparando os serviços, colocando protocolo na parede dos consultórios para que o médico identifique rapidamente esses casos mais graves e trate adequadamente.

Repórter Priscila Machado (Brasília-DF): Ainda segundo o secretário, o Ministério da Saúde estima que, em três anos, o país vai ter uma vacina contra a dengue. De Brasília, Priscila Machado.

Edla: O governo quer padronizar o serviço de atendimento das ouvidorias públicas em todo o país.

Luciano: Para isso, será criado um sistema integrado que vai agilizar a solução dos problemas que os cidadãos levam para as ouvidorias dos órgãos públicos. O trabalho vai ser coordenado pela Ouvidoria-Geral da União.

Edla: O assunto foi tema de um encontro de ouvidores públicos, hoje, aqui, em Brasília. Paulo La Salvia.

Repórter Paulo La Salvia (Brasília-DF): A gestão moderna de um órgão público sempre conta com uma ouvidoria. É por ela que o cidadão pode dar sugestões ou mesmo apresentar reclamações do serviço prestado, por telefone, e-mail ou pessoalmente. Existem 165 ouvidorias na administração pública federal, mas o funcionamento dessas ouvidorias não é o mesmo. Algumas, por exemplo, respondem as necessidades da população mais rápido do que outras. É por isso que o governo federal quer criar um sistema integrado de ouvidorias, padronizando o atendimento ao público. Para o ouvidor-geral da União, José Eduardo Elias Romão, a integração das ouvidorias vai permitir uma melhoria imediata no atendimento ao cidadão.

Ouvidor-geral da União - José Eduardo Elias Romão: Unificando, por exemplo, a reclamação de um segurado numa agência do INSS a uma melhoria na prestação daquele benefício. Do mesmo modo que uma reclamação dirigida ao Bolsa-Família, a ampliação do elenco de usuários, a ampliação dos beneficiários desses grandes programas.

Repórter Paulo La Salvia (Brasília-DF): Para dar início a este sistema nacional de ouvidorias, um encontro, em Brasília, reuniu 150 ouvidores do país. Cada um veio trazer a experiência do dia a dia no atendimento ao público. Um exemplo é o trabalho realizado pela ouvidoria da Previdência Social, que tem 18 mil manifestações por mês. É o que explica Mano Barreto, ouvidor da Previdência Social.

Ouvidor da Previdência Social - Mano Barreto: Cinquenta e cinco porcento das 18 mil manifestações, nós conseguimos responder ao cidadão diretamente. A outra parte, nós demandamos para áreas-fim, seja do INSS, seja do Ministério, seja da Dataprev. E a área-fim trata a manifestação, devolve para a gente e a gente responde ao cidadão, isso num tempo bem recorde. Nós estamos hoje em média de seis dias para responder ao cidadão.

Repórter Paulo La Salvia (Brasília-DF): O ministro da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, avalia que o trabalho das ouvidorias deve se ampliar no país, isso quando o Congresso Nacional aprovar o projeto de lei de acesso à informação.

Ministro da Controladoria-Geral da União - Jorge Hage: Espero, em breves dias, a aprovação do projeto de lei do acesso à informação, que vai criar uma tarefa nova para as ouvidorias na implementação do direito à informação, que é um direito fundamental do cidadão e que agora está em fase final da votação no Senado. Assim que isto for aprovado, vai haver uma carga de trabalho grande para todas as ouvidorias, além dos setores que vão ser criados nos órgãos da administração para cuidar especificamente do atendimento dessa nova demanda que vai criar.

Repórter Paulo La Salvia (Brasília-DF): A Constituição Federal determina que todo órgão público tenha uma ouvidoria, e também estipula punições para o servidor que se omita no atendimento ao público, como advertências, suspensões e demissões. De Brasília, Paulo La Salvia.

Edla: Sete e onze.

Luciano: Nos dois primeiros meses da campanha do desarmamento foram entregues 9.160 armas, e quase 31 mil munições.

Edla: De acordo com o balanço divulgado hoje pelo Ministério da Justiça, os revólveres calibre 38 lideram a lista dos armamentos recebidos pelas Polícia Federal e Rodoviária Federal.

Luciano: Mais de 2.400 revólveres com esse calibre foram entregues representando mais de 26% do total de armas recebidas.

Edla: Em seguida, estão os revólveres calibre 32 e os fuzis.

Luciano: E as indenizações pela entrega do armamento já somam R$ 835 mil.

Edla: Quem quiser entregar uma arma, não precisa se identificar no momento da entrega. A arma é inutilizada na hora e ele recebe uma indenização de acordo com o tipo de armamento.

Luciano: Mais informações sobre a Campanha do Desarmamento e os postos de coleta em você www.entreguesuaarma.gov.br.

Edla: O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento deu mais seis meses para os produtores de leite se adaptarem aos novos padrões de qualidade do produto.

Luciano: A medida entraria em vigor no dia 1º deste mês, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Edla: E a decisão de prorrogar as novas regras foi tomada para dar mais tempo dos produtores de leite se adaptarem.

Repórter Cleide Lopes (Brasília-DF): O padrão atual estabelece o nível máximo de 750 mil unidades de bactérias por mililitro de leite. A norma, que entraria em vigor no início do mês, diminuiu essa tolerância para 100 mil unidades por mililitro. Mas o Ministério da Agricultura adiou o prazo para que os produtores se adaptem à nova norma e também decidiu criar um grupo de trabalho que terá seis meses para apresentar novos parâmetros de qualidade e definir responsabilidades dentro da cadeia produtiva do leite no país. Medidas que vão beneficiar cooperativas, como a de produtores e processadores de leite do Distrito Federal. Na zona rural de Brasília, cerca de 50 associados produzem e processam 7 mil litros diários, e, na avaliação de Mário Paschoal, médico veterinário da Emater do Distrito Federal, a qualidade do produto está próxima ao padrão exigido.

Médico veterinário da Emater do Distrito Federal - Mário Paschoal: A qualidade é bem boa, bem próximo daquilo que está determinado na instrução normativa, tanto na questão da contagem bacteriana como na contagem de células somáticas.

Repórter Cleide Lopes (Brasília-DF): Foram justamente os pequenos produtores que pediram mais tempo ao Ministério da Agricultura para se adequar às novas normas. Geraldo Maia, presidente da Associação de Produtores e Processadores de Leite do Distrito Federal explica por quê.

Presidente da Associação de Produtores e Processadores de Leite do Distrito Federal - Geraldo Maia: Um produtor de 50 litros, em média, ele tem um [ininteligível – 0:14:39]. Então, essas coisas tudo... Tem essa dificuldade.

Repórter Cleide Lopes (Brasília-DF): Mas o coordenador-geral de Inspeção da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Marcius de Freitas, explica que o Ministério disponibiliza linhas especiais de crédito para o pequeno produtor de leite do país.

Coordenador-geral de Inspeção da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura - Marcius de Freitas: Dentro do Plano Agrícola Pecuário, do Ministério da Cultura, há uma linha de financiamento para a pecuária leiteira, também. E com relação a pequeno produtor, o MDA dispõe de várias linhas de crédito, né, subsidiado, com vista a atender a agricultura familiar, que eu acho que aí seria o local ideal para que os pequenos produtores, para a agricultura familiar, possam recorrer visando a captação de recursos, para que ele possa melhorar a sua produção e, com isso, aumentar a renda e agregar valor ao produto que ele está produzindo.

Repórter Cleide Lopes (Brasília-DF): Atualmente, o Brasil produz cerca de 30 bilhões de litros de leite por ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, o IBGE. Desse total, cerca de 20 bilhões de litros são inspecionados pelo Ministério da Agricultura. O restante é consumido pelos próprios produtores ou é fiscalizado pelos sistemas municipais e estaduais de inspeção. De Brasília, Cleide Lopes.

Luciano: A entrada no Brasil de produtos de uso pessoal está mais simples.

Edla: Antes, medicamentos, perfumes, alimentos, produtos de higiene pessoal e cosméticos precisavam de uma autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, para entrar no país.

Luciano: Agora, a Agência não exige mais esse documento, mas apenas para o que for considerado de uso pessoal.

Edla: Quem explica é o gerente-geral de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados da Anvisa, Paulo Cury, que conversou com a nossa editora Adriana Franzin.

Editora Adriana Franzin: Como era a entrada de produtos para consumo pessoal antes e como vai ser agora, depois dessa resolução?

Gerente-geral de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegários da Anvisa - Paulo Cury: Era um processo muito complicado, porque a pessoa, naquele momento, se fosse por bagagem acompanhada, ela teria que demonstrar que tinha em posse dela uma prescrição, e às vezes, a gente sai para viajar e, na volta, não traz a prescrição, já não está mais com a prescrição. Isso criava um empecilho, um incômodo muito grande para a sociedade e, como o risco sanitário disso era muito pequeno, mas muito mesmo, nós resolvemos abolir essa necessidade de apresentação de prescrição, porque é para uso próprio. A resolução antiga, a 81, ela era extremamente restritiva, e como nós trabalhamos em relação a risco sanitário, e a análise da série histórica de risco sanitário dessas importações de pessoa física, por remessa postal, indicava a tendência zero, nós fizemos a revisão da norma, permitindo que as pessoas pudessem utilizar do comércio eletrônico, que hoje está em um desenvolvimento imenso, e tendo a garantia de que isso não gerará riscos à sociedade ou à saúde pública.

Editora Adriana Franzin: Mas nem todos os tipos de medicamentos ou substâncias, por exemplo, vão estar liberados para entrar no país, não é isso?

Gerente-geral de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegários da Anvisa - Paulo Cury: Nós temos controle... Ou melhor, medicamentos controlados que continuarão obedecendo às normas já vigentes, a questão dos antibióticos também, porque existe uma norma interna de dispensação de antibiótico com retenção de receita. Então, isso não quer dizer que estejamos passando por cima da normativa interna brasileira, mas, nas outras classes de medicamentos todos, está dispensado, desde que não se configure uso por terceiros ou comércio.

Editora Adriana Franzin: Eu conversei com Paulo Biancardi Cury, gerente-geral de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados da Anvisa. Paulo, muito obrigada pela entrevista aqui, na Voz do Brasil.

Gerente-geral de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegários da Anvisa - Paulo Cury: Por nada, Adriana.

Repórter: A Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, vai aumentar a fiscalização na empresa Light, responsável por distribuir energia no Rio de Janeiro.

Edla: A Agência vai indicar um fiscal para acompanhar exclusivamente o trabalho da empresa.

Luciano: Isso porque, nessa terça-feira, foram registradas explosões em vários bueiros da rede subterrânea de distribuição de energia, no centro do Rio de Janeiro.

Edla: Somente esta semana, já foram sete explosões e duas pessoas ficaram feridas.

Luciano: A decisão foi tomada depois de um encontro entre a Diretoria da Aneel e representantes da Light.

Edla: Mais de 12 mil escolas públicas vão receber, este ano, recursos para obras de acessibilidade.

Luciano: O total é de R$ 100 milhões para a construção de rampas, elevadores e outros equipamentos que facilitem a vida dos alunos, professores e funcionários que tenham algum tipo de deficiência.

Edla: Os recursos são do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica, o Fundeb. Aline Bastos explica.

Repórter Aline Bastos (Brasília-DF): O Centro de Ensino Médio Júlia Kubitschek, na Candangolândia, cidade que fica a 15 quilômetros do centro de Brasília, é o que se pode chamar de escola inclusiva. Dos cerca de 2 mil alunos, 34 têm algum tipo de deficiência. É o caso do Artur Barcelos, de 21 anos. Ele usa cadeira de rodas. Para estudar, a rotina dele é a seguinte: já na chegada da escola, Artur passa por uma rampa, que facilita o deslocamento com a cadeira de rodas na entrada do prédio, e, no interior da escola, Artur não tem problema nenhum para chegar ao segundo andar, pois ele vai de elevador.

Estudante – Artur Barcelos: Facilita mais a vida das pessoas. Não põe a vida em risco.

Repórter Aline Bastos (Brasília-DF): Irisneide Moura da Frota, diretora da escola, diz que, na instituição, o fato de alguém ter limitações para se movimentar não é barreira na hora de construir amizades e parcerias no aprendizado.

Diretora da escola - Irisneide Moura da Frota: Os alunos são receptivos, ajudam uns aos outros, independente da necessidade de cada um, e a gente não percebe essa coisa da discriminação e do preconceito.

Repórter Aline Bastos (Brasília-DF): Só que a realidade dessa escola da Candangolândia não é a mesma de outras partes do país. Segundo dados do Ministério da Educação, apenas 34 mil, ou 20%, das escolas públicas de Educação Básica atendem critérios de acessibilidade a estudantes com deficiência, índice que aumentou nos últimos oito anos, mas que ainda não é o suficiente. Justamente para tentar mudar essa realidade é que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação repassa recursos complementares para que as escolas se preparem. Para este ano, o valor total é de R$ 100 milhões. Quem explica é Martinha Clarete Dutra dos Santos, diretora de Política de Educação Especial do Ministério da Educação.

Diretora de Política de Educação Especial do Ministério da Educação - Martinha Clarete Dutra dos Santos: Mais de 12 mil escolas, este ano, receberão de R$ 6 mil a R$ 12 mil como recurso complementar. A União contribui com os sistemas de ensino, também, por meio do Fundeb. Para a renda ‘per capita’ relativa ao repasse do aluno com deficiência, esse é um recurso maior, que é de, pelo menos, 1.20. Então, ele é, no mínimo, 20% maior do que o dos outros, e dobrado. Então, esse também é um recurso que todas as escolas brasileiras públicas recebem e que deve ser implementado, também, para a adequação dos prédios escolares, para que sejam acessíveis.

Repórter Aline Bastos (Brasília-DF): Para que a escola receba o recurso, que pode chegar a R$ 12 mil, os municípios precisam atender algumas regras, como, por exemplo, ter colégios com matrícula de estudantes com deficiência e já ter recebido do Ministério da Educação uma sala de recursos multifuncionais. De Brasília, Aline Bastos.

Luciano: A produção industrial cresceu em 11 das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE em maio. O maior aumento, de 15%, foi registrado em Goiás.

Edla: Houve crescimento acima da média nacional na Bahia, de 4,5%, e no Amazonas, de 3,9%.

Luciano: Paraná, Pará, São Paulo e Ceará também registraram crescimento acima da média nacional, que foi de 1,3%.

Edla: Na comparação com maio do ano passado, o crescimento da produção industrial foi de quase 3%.

Luciano: O Brasil vai produzir 162 milhões de toneladas de grãos nesta safra. A previsão foi divulgada hoje, pela Companhia Nacional de Abastecimento, Conab.

Edla: Esse resultado é 8,6%, ou 12 milhões de toneladas, maior em relação à safra passada.

Luciano: Ainda segundo a Conab, a área cultivada no Brasil cresceu mais de 4%.

Edla: Soja, milho, algodão, feijão e arroz, são os principais responsáveis pelo crescimento da safra.

Luciano: O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, o FNDE, depositou nas contas-correntes das Secretarias de Educação dos municípios, dos estados e do Distrito Federal R$ 386 milhões para alimentação escolar.

Edla: Com esses recursos são beneficiados 45 milhões de alunos da Educação Básica e de jovens e adultos.

Luciano: Você ouviu hoje, na Voz do Brasil.

Edla: Presidenta Dilma Rousseff sanciona o projeto de lei que institui o Sistema Único da Assistência Social.

Luciano: Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, pede demissão do cargo.

Edla: Números de casos graves e mortes, causadas pela dengue, caem mais de 40% nos primeiros seis meses do ano.

Luciano: Esse foi o noticiário do Poder Executivo, uma produção da equipe de jornalismo da EBC Serviços.

Edla: Siga a Voz do Brasil no Twitter: twitter.com/avozdobrasil. Voltamos amanhã. Boa noite.

Luciano: Fique agora com o “Minuto do TCU”. Em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite a todos e até amanhã.