07/02/17 - A Voz do Brasil

E vamos ao destaque do dia: Novos acordos vão ampliar comércio entre Brasil e Argentina! Ao receber presidente argentino, Michel Temer defendeu atos concretos para fortalecer a economia dos dois países. E você ainda vai ouvir na Voz do Brasil de hoje: Novo sistema vai facilitar a agilizar o repasse de verbas da saúde para estados e municípios. Em Sergipe, obras do aeroporto e da BR-101 vão ser retomadas. E atenção: na matéria especial sobre a Reforma da Previdência, vamos explicar as principais propostas do governo para a aposentadoria!

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Transcrição


A Voz do Brasil - 07/02/2017

 

Apresentador Airton Medeiros: Em Brasília, 19 horas.

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."

Apresentadora Gláucia Gomes: Boa noite.

Airton: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

Gláucia: Terça-feira, 7 de fevereiro de 2017.

Airton: E vamos ao destaque do dia: Novos acordos vão ampliar comércio entre Brasil e Argentina.

 

Gláucia: ao receber o presidente argentino, Michel Temer defendeu atos concretos para fortalecer a economia dos dois países.

 

Presidente Michel Temer: É tempo de ampliar o comércio, ampliar os investimentos, ampliar oportunidades para argentinos e brasileiros, já que a esta altura não há tabus na relação Brasil-Argentina.

 

Airton: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gláucia: Novo sistema vai facilitar e agilizar o repasse de verbas da saúde para estados e municípios.

 

Aírton: Em Sergipe, obras do aeroporto da BR-101 vão ser retomadas. Paulo La Salvia.

 

Repórter Paulo La Salvia: Obras vão trazer benefícios para a população e melhorias para o turismo no estado.

 

Gláucia: E na matéria especial sobre reforma da previdência, vamos explicar as principais propostas do governo para a aposentadoria.

 

Aírton: A Voz do Brasil na apresentação de Gláucia Gomes e Airton Medeiros.

 

Gláucia: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Airton: Os governos brasileiro e argentino deram mais um passo na relação histórica de parcerias.

 

Gláucia: Depois de Temer ir até lá em outubro do ano passado, hoje foi a vez do presidente Maurício Macri vir até o Brasil.

 

Aírton: Os presidentes conversaram sobre a situação dos países no Mercosul, acordos internacionais e também assinaram um acordo para ampliar as relações comerciais, a defesa de fronteiras e a cooperação diplomática.

 

Repórter Jackson Segundo: No Palácio do Planalto, os presidentes Michel Temer e Maurício Macri assinaram o Plano de Ação Brasil e Argentina, para dinamizar a economia entre os dois países. A ideia é organizar reuniões periódicas e trocar informações sobre os dois mercados. Também envolve a realização de missões comerciais entre os dois países, a participação em feiras internacionais e a promoção de contatos entre empresários. Os dois presidentes assinaram uma carta ao Banco Interamericano de Desenvolvimento, para criação de uma agência que possa melhorar regras sanitárias e fitossanitárias e facilitar, por exemplo, exportação e importação de alimentos como carnes, doces e queijos. Para o presidente Michel Temer, Brasil e Argentina têm desafios semelhantes na urgência do crescimento econômico e na geração de empregos. Por isso é fundamental ações concretas para ampliar o comércio e os investimentos entre os países.

 

Presidente Michel Temer: Diante de um mundo de tantas e tamanhas incertezas, a resposta do Brasil e da Argentina, como fruto desse encontro, é mais e mais cooperação e integração.

 

Repórter Jackson Segundo: A visita do presidente Macri também foi uma oportunidade de reforçar a importância do Mercosul e fortalecer alianças com a União Europeia e o México. O presidente argentino aproveitou para dizer que a rivalidade fica só no futebol. Brasil e Argentina têm que ser sócios, trabalhar em conjunto.

 

Presidente da Argentina - Maurício Macri: Que tenemos mucho por compartir, mucho por intercambiar y que la rivalidad la dejemos para el deporte, especialmente para el fútbol.

 

Repórter Jackson Segundo: Os presidentes também assinaram um acordo para ampliar a segurança nas fronteiras e uma cooperação em defesa civil nessa região, pra que profissionais como os bombeiros atravessem de um país para o outro para atender a população. Com a colaboração de Mara Kennup, reportagem, Jackson Segundo.

 

Gláucia: A Argentina é o principal parceiro comercial do Brasil na América Latina e o terceiro no mundo.

 

Aírton: E a relação vai além das trocas comerciais. O maior número de turistas que visitam o Brasil vem da Argentina, ao mesmo tempo que nós, os brasileiros, também somos os principais turistas de lá.

 

Repórter Nei pereira: Se no futebol Brasil e Argentina são só rivalidade, nas áreas comerciais, culturais e turísticas possuem boas relações. Quem nunca ouviu falar em bife de chorizo ou ojo de bife, tradicionais pratos dos hermanos? Há mais de dez anos, o advogado Tiago Boita Laude abriu um restaurante de comida argentina em Brasília. Hoje já são onze funcionários e as iguarias fazem sucesso entre a clientela.

 

Advogado - Tiago Boita Laude: Creio que tanto os argentinos que vêm ao Brasil como os brasileiros que vão à Argentina saboreiam um a culinária do outro de forma muito íntegra. Não vejo nenhum tipo de rivalidade no que diz respeito à parte da culinária.

 

Repórter Nei pereira: É no comércio que está um dos pontos mais fortes entre as duas nações. Só no ano passado, a balança comercial entre Brasil e Argentina chegou a US$ 22,5 milhões. O país vizinho foi o terceiro principal destino das exportações brasileiras e o quarto mercado de nossas importações. Para o professor de Relações Internacionais, João Paulo Araújo, a boa relação entre os dois países é fundamental para o Mercosul.

 

Professor - João Paulo Araújo: A manutenção da estrutura do Mercosul ainda depende da importância desses dois estados. O Mercosul é fortemente dependente de uma boa relação entre Brasil e Argentina, pra que se mantenham as estruturas institucionais.

 

Repórter Nei pereira: Outro ponto forte em comum entre os dois países é o turismo. A maior quantidade de turistas estrangeiros que recebemos vem do país vizinho. Segundo dados do Ministério do Turismo, em 2016, ano das Olimpíadas, mais de 2,1 milhões de argentinos entraram no Brasil. A Argentina também é o nosso destino preferido, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Reportagem, Nei pereira.

 

Gláucia: Dinheiro mais rápido para a saúde de estados e municípios.

 

Aírton: O Ministério da Saúde modernizou o sistema e anunciou hoje o projeto SUS Legal, para agilizar o repasse de verbas.

 

Gláucia: No ano passado, quase R$ 6 milhões deixaram de ser repassados. É que o modelo anterior dificultava as transferências.

 

Aírton: Agora ficou mais ágil e com maior fiscalização. Pra garantir o uso correto do dinheiro, municípios e estados vão ter que andar na linha e prestar contas a cada dois meses.

 

Repórter Gabriela Noronha: O repasse de recursos antes era feito em seis modalidades que se dividiam em temas, por exemplo o bloco da atenção básica, que envolve programas como saúde da família. Agora, as transferências federais vão ter apenas duas modalidades: custeio e investimento. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, ressalta que as prefeituras vão ter mais autonomia para agir.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: É um grande avanço para que a saúde esteja, de fato, atendendo em cada local do Brasil as necessidades daquela população. Portanto, não há nenhum risco, pelo contrário, aumentou muito a transparência e a fiscalização.

 

Repórter Gabriela Noronha: O presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Mauro Guimarães Junqueira, explica que os estados e municípios vão ter mais liberdade para investir em diferentes setores.

 

Presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde - Mauro Guimarães Junqueira: Nós vamos avançar na construção do Sistema Único de Saúde, evitando que recursos fiquei parados, sendo que há necessidade em outras áreas, dentro do município.

 

Repórter Gabriela Noronha: Outra medida anunciada pelo Ministério da Saúde é a mudança no repasse para construções ou reformas. A partir de agora, vai ser feita em parcela única para dar agilidade às obras. Para João Camargo dos Reis, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, a nova regra vai trazer mais segurança aos municípios.

 

Presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde - Mauro Guimarães Junqueira: Vai dar uma agilidade maior nessa obra, nós vamos evitar essa quantidade imensa de obras que começam e não terminam.

 

Repórter Gabriela Noronha: Para garantir o bom uso dos recursos, a fiscalização vai ser mais rígida. O município, para receber dinheiro, precisa cadastrar o projeto com prazo de cada etapa da obra e os contratos com as empreiteiras. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gláucia: E o Brasil começa a vencer a guerra contra a febre amarela. Ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou hoje que o país está controlando a doença e agradeceu o empenho dos prefeitos no aumento da vacinação.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Nós estamos controlando a febre amarela. Há uma regularidade muito boa na vacinação, quero agradecer os prefeitos, que estão muito empenhados em ampliar a cobertura. As vacinas estão disponíveis, entregues e nós esperamos que, com o aumento da cobertura vacinal, naturalmente caiam as notificações de novos casos. Estamos satisfeitos com os resultados que estamos colhendo desse esforço conjunto.

 

Aírton: E para auxiliar nas ações de emergência, a Funasa, a Fundação Nacional de Saúde, anunciou hoje R$ 1 milhão para onze municípios em Minas Gerais, com situação de emergência de febre amarela.

 

Gláucia: Eles treinam e treinam. Se machucam, voltam a treinar, se lesionam. E, mesmo assim, estão treinando.

 

Aírton: É, ser um atleta profissional é estar acostumado com lesões, uma luta diária pra vencer as dores físicas, na busca por medalhas.

 

Gláucia: e pra ter um acompanhamento especializado a partir de agora, esses atletas vão contar com um Centro de Atendimento Especializado em Trauma do Esporte.

 

Aírton: É, esse lugar, só eles vai ser... Vai ter médicos e profissionais especializados em medicina do esporte, um atendimento gratuito pelo SUS, o Sistema Único de Saúde.

 

Repórter Natália Melo: Um espaço de reabilitação todo voltado para recuperar atletas e paratletas lesionados. O Centro de Atendimento Especializado em Trauma do Esporte vai contar com atendimento multidisciplinar e de especialistas em medicina do esporte. A iniciativa do SUS, o Sistema Único de Saúde, é mais um legado das Olimpíadas que se concretiza, em parceria com o INTO, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia. O coordenador do novo centro, João Granjeiro, fala da importância de ter um lugar especializado em medicina do esporte.

 

Coordenador do Centro de Atendimento Especializado em Trauma do Esporte - João Granjeiro: Muitas vezes a gente sabe das dificuldades que existem de realmente terem acesso a especialistas. Eu acho que, sem dúvida alguma, isso vai ser, sim, um legado absolutamente importante pra um país que se propôs a fazer os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, e o fizeram muito bem.

 

Repórter Natália Melo: Além de tratar atletas e paratletas de alto rendimento, o centro quer ajudar na formação de novos esportistas, especialmente aqueles que não têm condições de pagar por um plano de saúde. A ideia é fazer um convênio com organizações não governamentais e associações. O diretor geral do INTO, Christiano Cinelli, explica como participar.

 

Diretor do INTO - Christiano Cinelli: Pode ser no interior do Brasil, no Acre, Rondônia, onde for, o INTO vai estar aberto.

 

Repórter Natália Melo: O atleta paralímpico Caio Ribeiro, bronze na canoagem, fala da importância do novo centro na luta dos esportistas em busca de medalhas.

 

Atleta - Caio Ribeiro: Ter um acompanhamento dos médicos especializados nessa área faz importância pra gente poder durar um pouquinho mais, também, né?

 

Repórter Natália Melo: O lutador de MMA José Aldo comemora. Para ele, o Centro de Reabilitação chegou em boa hora.

 

Lutador - José Aldo: Ter esse apoio, ter um projeto desse, a gente ter uma segurança que, poder nos ajudar quando precisar, é ótimo.

 

Repórter Natália Melo: O Centro de Atendimento Especializado em Trauma do Esporte já começou a funcionar. A partir da próxima semana entidades interessadas devem acessar www.into.saude.gov.br para se associar. Reportagem, Natália Melo.

 

Gláucia: Sergipe vai receber recursos para retomar as obras da BR-101 e da pista do aeroporto da capital Aracaju.

 

Aírton: A conclusão dessas obras vai trazer desenvolvimento para a população e fortalecer o turismo do estado.

 

Repórter Paulo La Salvia: Na modernização da pista do aeroporto de Aracaju faltam menos de 20% para a obra ser concluída. E a duplicação da BR-101 entre o município sergipano de Propriá e o município alagoano de Capela, uma extensão de pouco mais de 40 quilômetros. O ministro dos Transportes, Maurício Quintela Lessa, apresentou um orçamento para a retomada da BR no estado.

 

Ministro dos Transportes - Maurício Quintela Lessa: Nós temos esse ano R$ 81 milhões, o que dá pra tocar a obra com tranquilidade.

 

Repórter Paulo La Salvia: O governador de Sergipe, Jackson Barreto, disse que as obras são importantes para o turismo no estado. O próximo passo vai ser o novo terminal de passageiros do Aeroporto de Aracaju.

 

Governador de Sergipe - Jackson Barreto: Podemos começar essa obra, graças a Deus, da estação. A Infraero está fazendo as demandas junto ao governo do estado, as coisas estão bastante avançadas.

 

Repórter Paulo La Salvia: O presidente Michel Temer falou sobre a importância das obras e afirmou que o anúncio de hoje e de outras obras pelo país está sendo possível porque o governo tem administrado o dinheiro público de forma responsável.

 

Presidente Michel Temer: Nós estamos todo momento fazendo solenidades para dizer: Agora é a 101, agora é o aeroporto, agora é isto e mais aquilo. Volto a dizer, sem embargo das dificuldades naturais que estamos enfrentando. Mas isso tudo é fruto de uma política administrativa consequente, responsável.

 

Repórter Paulo La Salvia: Outra obra que deve ser retomada em Sergipe é a duplicação de uma outra rodovia, a BR-235. Neste caso, o projeto vai ser transferido para a iniciativa privada. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Gláucia: 19h14 no horário brasileiro de verão.

 

Aírton: Você sabe quais são as mudanças propostas na Reforma da Previdência?

 

Gláucia: Daqui a pouco vamos explicar os principais pontos que estão em discussão. Não saia daí.

 

Aírton: Começaram hoje as inscrições para os estudantes interessados no Financiamento Estudantil, o FIES.

 

Gláucia: São 150 mil vagas e os concorrentes devem ficar atentos às exigências do programa pra garantir o acesso a uma instituição privada de ensino superior.

 

Repórter Natália Koslik: Para participar o candidato precisa ter feito o Enem a partir de 2010, tirado pelo menos 450 pontos na média das provas e nota acima de zero na redação. Também é necessário ter renda familiar mensal de até três salários mínimos por pessoa. Os estudantes que quiserem concorrer ao financiamento de curso superior, em faculdades privadas, podem se inscrever até a próxima sexta-feira na página do programa na internet, que é fiesselecao.mec.gov.br. No primeiro semestre de 2017 serão ofertadas 150 mil vagas. O programa vai financiar cursos com mensalidade de até R$ 5 mil. O resultado da chamada única e a lista de espera saem segunda-feira, de acordo com edital do FIES. Natália Koslik para a Voz do Brasil.

 

Aírton: Você já reparou que em cada forma de empréstimo, que é o financiamento que o banco oferece pra gente, existe uma diferença entre os juros cobrados? E por que isso ocorre?

 

Gláucia: A razão está nos custos e riscos que o banco tem pra oferecer cada tipo de crédito.

 

Aírton: E o Brasil é um dos países em que esse custo, chamado spread bancário, está entre os mais altos do mundo. Por isso, o Banco Central tem discutido e realizado ações para combater isso.

 

Gláucia: A ideia é que, com juros menores, mais pessoas possam ter acesso a empréstimos e financiamentos e, com isso, aumentar o consumo para promover o crescimento econômico.

 

Repórter João Pedro Neto: Spread bancário. Esse termo técnico explica um conceito importante na economia e que afeta o bolso de muita gente. Ele é a diferença entre o custo que um banco tem pra pegar dinheiro e o quanto essa instituição financeira cobra do consumidor em um empréstimo ou financiamento. Dentro dessa margem, além do lucro, o banco também cobre despesas administrativas, impostos e o risco de inadimplência ou não pagamento. É o que explica o economista César Bergo.

 

Economista - César Bergo: Pro mercado financeiro, você tem a pessoa que toma dinheiro emprestado e aquela outra que empresta. Entre elas, tem o banco. O banco então vai cobrar, primeiro, custo de captação, o que ele pagou lá pro investidor, ele vai cobrar. Segundo, custo administrativo: funcionários, luz, água. Depois o lucro do acionista, né, quanto é que ele pretende de lucro, ele vai colocar dentro desse spread. Ou seja, quem vai pagar sempre é o tomador, né? O banco não vai ter prejuízo nenhum.

 

Repórter João Pedro Neto: O governo federal quer reduzir o spread praticado e o custo do crédito no Brasil. E pra discutir isso, o Banco Central reuniu terça-feira o atual presidente, Ilan Goldfajn, economistas que também já comandaram o órgão, além do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Uma série de medidas estão sendo adotadas em várias frentes. São ações como a melhoria nas regras para falência e recuperação judicial, o aperfeiçoamento no sistema de cadastro positivo, que reconhece o bom pagador, e o incentivo à inovação tecnológicas e às operações por meio eletrônico, para reduzir custos. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, destacou que os efeitos vão ser sentidos ao longo do tempo.

 

Presidente do Banco Central - Ilan Goldfajn: Porque a gente acredita que a redução do spread reduz o crédito, mas eu acredito que a eficiência e a produtividade vão fazer também que a nossa taxa estrutural da economia, aquela taxa básica, também possa ser menor, no médio e longo prazo.

 

Repórter João Pedro Neto: O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, destacou que, ao lado da recuperação da economia, através do ajuste fiscal, as iniciativas vão contribuir para aumentar o potencial de crescimento do país.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Isso tudo promove um aperfeiçoamento da instituição financeira, da intermediação de uma maneira geral, e a consequente redução dos custos de financiamentos e do spread.

 

Repórter João Pedro Neto: O Banco Central anunciou que vai acompanhar o indicador mensal do spread bancário no país. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Aírton: A produção industrial cresceu em dez regiões brasileiras.

 

Gláucia: De acordo com a pesquisa do IBGE, o crescimento foi de quase 2,5%, quando comparado ao mês anterior.

 

Aírton: O estado que teve a maior alta foi o Ceará, com mais de 12% de aumento na produção. Na sequência os estados do Rio Grande do Sul e do Espírito Santo.

 

Gláucia: Já em relação ao acumulado dos 12 meses do ano de 2016, a maioria das regiões teve taxas negativas quando comparado a 2015. 19h20, no horário brasileiro de verão.

 

Aírton: Ontem a gente começou uma série de matérias especiais, para explicar por que a reforma da previdência é importante.

 

Gláucia: Com o brasileiro vivendo mais e tendo menos filhos, no futuro vamos ter muita gente recebendo e poucos trabalhadores contribuindo. A conta não fecha.

 

Aírton: Hoje vamos explicar pra você algumas das mudanças propostas pelo governo. A ideia é tornar a previdência sustentável e garantir o pagamento das aposentadorias no futuro.

 

Entrevistado: Eu acho que a aposentadoria no Brasil é muito precoce. Hoje, você vê, eu to com 67 e me acho apto pra trabalhar.

 

Repórter Paulo La Salvia: O sotaque não nega. José [...] é do Rio Grande do Norte, mas foi em Brasília que seguiu a profissão de dentista. Ele defende a reforma da previdência.

 

Dentista - José: Que tem que fazer uma reforma, tem, viu? A conta não fecha. Não tem condição. O contribuinte é menor do que o que está recebendo.

 

Repórter Paulo La Salvia: Foi para mudar esta realidade que o governo enviou ao Congresso uma proposta de reforma, que, segundo o secretário de Previdência Social, Marcelo Caetano, tem a meta de garantir direitos.

 

Secretário de Previdência Social - Marcelo Caetano: O principal intuito da reforma da previdência é justamente manter os benefícios previdenciários. Então, a gente está reformando a previdência, querendo preservar a previdência. Se a gente não fizer nada, vai ficar numa situação em que a despesa da previdência vai ficar tão alta que a gente vai ter dificuldade de pagar.

 

Repórter Paulo La Salvia: Com a reforma, o governo pretende estabilizar o nível das despesas e economizar, em dez anos, R$ 738 bilhões. Outro objetivo, segundo o secretário, é tornar a previdência mais justa.

 

Secretário de Previdência Social - Marcelo Caetano: A gente procura também ter um regime mais igualitário. Então, se você trabalha no legislativo, judiciário, se é político, se é servidor público ou não, as regras ficam iguais pra todos.

 

Repórter Paulo La Salvia: Pela proposta, a igualdade começa pela idade mínima. Tanto homens quanto mulheres só vão se aposentar com 65 anos, o que para o economista da Universidade de Brasília, José Matias Pereira, segue um padrão internacional.

 

Economista - José Matias Pereira: E a experiência internacional aponta nesse sentido, caminhar pra definir uma idade mínima e pra homogeneizar a idade de homens e mulheres pra aposentadoria.

 

Repórter Paulo La Salvia: O tempo mínimo de contribuição para requerer a aposentadoria também sobe de 15 para 25 anos. O menor benefício continua sendo o salário mínimo, atualmente de R$ 937. Já o maior é o limite do INSS, de R$ 5.578, tanto para servidores públicos quanto para trabalhadores da iniciativa privada. Mas, para receber o teto do INSS, são necessários 49 anos de contribuição. O economista da Escola Nacional de Administração Pública, José Luiz Pagnussat, explica como vai funcionar o cálculo.

 

Economista - José Luiz Pagnussat: Na aposentadoria, você tem 51% do valor médio das suas contribuições, mais 1% por ano de contribuição. Você teria que trabalhar pelo menos 49 anos para ter 100% do valor da contribuição, e tendo isso como limite máximo.

 

Repórter Paulo La Salvia: Também foi proposta uma transição para homens com mais de 50 anos e mulheres acima de 45 anos. Para se aposentarem pela regra antiga, vão ter de pagar um pedágio de 50% sobre o tempo de contribuição que faltar, de acordo com o diretor de assuntos fiscais e sociais do Ministério do Planejamento, Arnaldo de Lima.

 

Diretor de assuntos fiscais e sociais - Arnaldo de Lima: Se a pessoa se aposentaria em um ano, nas regras atuais, com a reforma da previdência, na sua regra de transição, ela terá que se aposentar daqui a um ano e meio. É só um esforço adicional pra que a gente possa fazer que o nosso sistema seja cada vez mais forte.

 

Repórter Paulo La Salvia: Como é uma proposta que muda a Constituição, a reforma da previdência precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Gláucia: E se você tem dúvidas, pode participar com a gente aqui na Voz do Brasil.

 

Aírton: Você pode mandar a sua pergunta pelo nosso e-mail voz@ebc.com.br. E tem também o número do nosso Whatsapp, anote aí: (61) 998627345. Eu vou repetir: (61) 998627345.

 

Gláucia: A nossa produção vai buscar a resposta pra sua dúvida, que vai ser respondida pelo governo aqui. Fique ligado.

 

Aírton: E uma última informação: Por conta da seca prolongada, o governo federal reconheceu a situação de emergência em municípios de Minas Gerais, Bahia e Sergipe.

 

Gláucia: Esse reconhecimento do Ministério da Integração Nacional permite o acesso a recursos federais para socorro, assistência e restabelecimento de serviços essenciais.

 

Aírton: A medida tem validade de 180 dias. Nesse período, os municípios podem, por exemplo, adquirir cestas básicas e renegociar dívidas de agricultores com bancos oficiais.

 

Gláucia: Essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Aírton: Uma realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gláucia: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Aírton: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Tenham uma boa noite.

 

Gláucia: Boa noite pra você e até amanhã.