07/03/17 - A Voz do Brasil

Governo elabora proposta para simplificação de tributos. Michel Temer empossa novos ministros da Justiça e das Relações Exteriores. Sistema irá mapear cadeia produtiva da madeira no Brasil. Tudo isto você ouviu nesta terça-feira em A Voz do Brasil!

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Transcrição


A Voz do Brasil - 07/03/2017


"Atenção, radialistas de todo o Brasil. É hora de noticiar os fatos que ajudam a construir um novo país. Direto dos estúdios da Empresa Brasil de Comunicação, em Brasília, vem aí a Voz do Brasil."

 

Apresentador Airton Medeiros: Em Brasília, 19 horas.

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."

Apresentadora Gabriela Mendes: Boa noite.

Aírton: Olá, boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

Gabriela: Terça-feira, 7 de março de 2017.

Aírton: E vamos ao destaque do dia: Ferrovias, rodovias, saneamento básico. O governo anuncia novo pacote de concessões, que vai gerar mais de 200 mil empregos. Ao vivo, Nei Pereira.

 

Repórter Nei Pereira (ao vivo): As novas concessões também vão injetar R$ 45 bilhões na economia. Daqui a pouco eu volto com mais informações.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Aírton: Simplificar a cobrança de impostos. Presidente Michel Temer anuncia reforma tributária até o final de março.

 

Gabriela: Presidente também reforça a importância de mudanças na Previdência para garantir pagamento das aposentadorias e de programas sociais.

 

Presidente Michel Temer: Se nós não reequilibrarmos as contas públicas, fica difícil os recursos para a Saúde, a Educação, programas de redistribuição de renda.

 

Aírton: E nós vamos explicar pra você que tem menos de 65 anos, mas está perto de se aposentar, o que muda na reforma da Previdência.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação, Gabriela Mendes e Aírton Medeiros.

 

Aírton: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: O governo vai fazer alterações no PIS, o Programa de Integração Social, na Cofins, que é a Contribuição Para Financiamento da Seguridade Social, e no ICMS, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.

 

Aírton: As propostas de alteração começam a ser enviadas ao Congresso ainda neste mês.

 

Gabriela: As mudanças foram anunciadas hoje pelo presidente Michel Temer.

 

Repórter João Pedro Neto: Durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado Conselhão, o presidente anunciou que o governo vai adotar medidas para simplificação tributária no país. A ideia é editar até o fim deste mês medida provisória simplificando o PIS e, ainda no primeiro semestre, um procedimento semelhante em relação à Cofins, que são duas contribuições sociais. No segundo semestre, segundo Temer, o governo quer promover a simplificação do ICMS, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. As medidas atendem a reivindicações da sociedade civil, apresentadas ao presidente nesta terça-feira, como afirmou o conselheiro José Carlos Martins.

 

Conselheiro - José Carlos Martins: Carga no Brasil é enorme e confusa. Demanda energia desnecessária para ser cumprida e gera uma enorme insegurança jurídica. Ela precisa ser simplificada.

 

Repórter João Pedro Neto: O presidente anunciou também que o governo atua em medidas para desburocratizar o ambiente de negócios e reduzir o tempo de abertura de empresas no país.

 

Presidente Michel Temer: Ainda nesse capítulo, o ambiente de negócios, o projeto da Rede Nacional de Simplificação, com a qual estamos evoluindo rumo ao chamado Guichê Único. Com a implantação da rede nacional, o tempo de abertura de empresas, que hoje pode chegar a mais de 100 dias, será reduzido para, em média, cinco dias.

 

Repórter João Pedro Neto: O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que as medidas de simplificação da burocracia vão ajudar empresas a crescer e gerar empregos.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Facilitando-se esse trabalho de regularização tributária, inclusive, nós vamos cada vez mais trazer a formalidade para o mercado de trabalho, o que inclusive vai facilitar também a fiscalização da informalidade. Tudo, em última análise, se conjuga para uma maior capacidade do país de crescer a taxas mais elevadas e ser mais competitivo e gerar mais emprego.

 

Repórter João Pedro Neto: O presidente afirmou que o governo deve terminar em até 60 dias uma proposta para simplificação e transparência do processo de licenciamento ambiental no país, que deverá estabelecer prazos máximos para a fixação de licenças. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Aírton: E dentro da reunião do Conselho, o presidente Michel Temer também respondeu a uma série de outras questões trazidas pelos conselheiros.

 

Gabriela: Em cada área, Temer anunciou ações e como o governo está trabalhando para atender as principais necessidades da população.

 

Aírton: Sobre isso vamos conversar agora com o jornalista Eduardo Biagini. Boa noite, Eduardo.

 

Jornalista Eduardo Biagini (ao vivo): Boa noite, Airton, boa noite, Gabriela, a todos os ouvintes da Voz do Brasil.

 

Aírton: Eduardo, um dos conselheiros falou sobre melhoria da educação básica, com capacitação dos professores e acesso à internet nas escolas. O que o presidente falou sobre isso?

 

Jornalista Eduardo Biagini (ao vivo): Bem, Aírton, Michel Temer disse que o Ministério da Educação vai apresentar em quatro meses uma proposta de política da formação inicial e continuada dos professores. Temer também destacou o projeto de inclusão digital em educação. Nesse caso, a meta é que todas as escolas públicas do país tenham acesso à internet até 2022. Segundo o presidente, em 2018, 22.400 escolas vão ter acesso à banda larga de qualidade.

 

Gabriela: Eduardo, o conselheiro da área de Agricultura também fez várias observações importantes para o setor. Falou da assistência técnica e abertura de mercados em outros países. O que o presidente respondeu sobre isso?

 

Jornalista Eduardo Biagini (ao vivo): O presidente anunciou que o contrato que o governo mantém com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural será ampliado. Isso vai atender110 mil agricultores em todo o Brasil, sendo que a maioria é na região do semiárido, ou seja, vão saber lidar com as adversidades do clima e produzir mais e melhor. Temer também citou as vitórias que o Brasil vem alcançando nas várias viagens que vem fazendo, para exportação de carne e outros produtos da nossa agricultura.

 

Aírton: E o presidente também voltou a defender a reforma trabalhista, não é mesmo, Eduardo? De que forma isso pode ajudar a diminuir entraves enfrentados por empresas e trabalhadores no Brasil?

 

Jornalista Eduardo Biagini (ao vivo): O presidente diz que ninguém vai tirar direitos já assegurados na lei, como férias, FGTS, 13º salário, descanso semanal remunerado, enfim. Mas Temer explicou que o parcelamento de férias em até três vezes, por exemplo, interessa muitas vezes ao empregador e ao empregado. Depende apenas de um acordo. Isso está na reforma. Definir a forma de cumprimento da jornada de trabalho também depende da vontade entre as partes. Já [ininteligível] representantes dos trabalhadores e empresários, para que essa proposta saísse do governo e fosse levada ao Congresso. E para Michel Temer a tendência é que seja aprovada em breve para os parlamentares. Airton.

 

Aírton: Está certo. Obrigado, Eduardo, pela sua participação aqui na Voz do Brasil.

 

Gabriela: E o presidente Michel Temer falou hoje da importância da reforma tributária como mais uma medida para colocar o Brasil nos trilhos.

 

Aírton: Nos últimos meses o governo vem fazendo um esforço para mudar o cenário econômico do país.

 

Gabriela: Hoje, Temer também fez uma avaliação dos resultados dessas ações e destacou que os principais indicadores mostram que a atividade econômica está se reaquecendo.

 

Aírton: Mesmo com essas reações, Temer diz que é preciso continuar avançando. Pra isso, a reforma da Previdência é fundamental para o país

 

Repórter Mara Kenupp: O presidente Michel Temer disse que o ano de 2016 foi pautado pela retomada do crescimento e que o país começa a deixar a recessão econômica para trás. Disse que agora o momento é de fortalecer a economia para a geração de empregos.

 

Presidente Michel Temer: Nosso objetivo fundamental é o crescimento com o combate ao desemprego. E, pra isso, é preciso que a economia se fortaleça. E a coerência dos nossos esforços têm se revelado na restauração da confiança e na recuperação de importantes indicadores.

 

Repórter Mara Kenupp: Temer mencionou indicadores que mostram que a economia está se reaquecendo. O presidente citou a queda da inflação, o aumento do investimento estrangeiro direto, que somou US$ 11,5 em janeiro, a melhora das contas públicas e a queda do risco Brasil. Michel Temer reiterou a importância da continuidade do apoio do Congresso na aprovação de reformas, como a da Previdência e a trabalhista, para que o país avance e para garantir a manutenção de programas sociais. O presidente disse ainda que a população também precisa se conscientizar que as reformas são necessárias para o país.

 

Presidente Michel Temer: A sociedade, se se conscientizar, como nos conscientizamos todos, da sua indispensabilidade, é preciso que cada pessoa que esteja aqui, representada por si ou representando a associação ou a federação, a confederação, tal e o qual, faça um movimento esclarecedor, porque há muitas e muitas vezes inadequações em relação àquilo que se divulga.

 

Repórter: Ele disse ainda que a responsabilidade fiscal e social andam juntas. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Gabriela: E com as reformas o ministro da Fazenda também aposta no reaquecimento da economia, já no início deste ano.

 

Aírton: Mesmo com a divulgação de todo o resultado do Produto Interno Bruto, o PIB de 2016. Como já era esperado, tanto pelo mercado quanto pelo governo, o saldo foi negativo.

 

Gabriela: O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país em um ano e mede o vigor da economia.

 

Repórter Natália Melo: Apesar do número negativo, a queda do PIB em 2016 foi menor do que a registrada no acumulado de 2015, ano em que a economia já havia recuado 3,8%. Isso significa que as taxas estão menos negativas em alguns setores, como afirma a coordenadora de contas nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

 

Coordenadora de contas nacionais do IBGE - Rebeca Palis: A própria produção dos bens de capital, no último trimestre, foi positiva. A indústria de transformação está apresentando taxas negativas menores e a agropecuária por exemplo, também, a gente já tem perspectivas pra esse ano melhores.

 

Repórter Natália Melo: O resultado do PIB em 2016 é reflexo do recuo na Agropecuária, Indústria e também no setor de Serviços. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que os dados refletem o passado. Meirelles defende que medidas como a limitação dos gastos públicos e as reformas aprovadas resultem em um crescimento econômico já nos primeiros três meses deste ano.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: O Brasil hoje já é um país que volta ao normal, um país que aprova as reformas fundamentais, como mencionado pelo presidente, mas o país começa a de fato adquirir uma normalidade também, não só na área política, na área congressual, mas também na economia.

 

Repórter Natália Melo: No acumulado de 2016, houve ainda o crescimento de algumas áreas da Indústria, como gás, eletricidade, água, esgoto e limpeza urbana. Também contribuíram positivamente a exportação de bens e serviços. Reportagem, Natália Melo.

 

Gabriela: 19h11 em Brasília.

 

Aírton: Daqui a pouquinho vamos falar como o governo está trabalhando para gerar 200 mil novos empregos.

 

Gabriela: E vamos explicar pra você que está perto de se aposentar quais são os impactos da reforma da Previdência.

 

Aírton: O desmatamento na Amazônia caiu nos últimos três meses. O anúncio foi feito hoje pelo ministro do meio ambiente Sarney Filho.

 

Gabriela: O ministro destacou que a curva do desmatamento voltou a cair após dois anos de crescimento, e que isso foi possível com mais recursos, controle e poder de polícia.

 

Aírton: E hoje o combate ao desmatamento ganhou mais um aliado, um sistema que vai mapear toda a cadeia produtiva da madeira no país.

 

Gabriela: Com isso, será possível saber no futuro o destino de cada árvore cortaada no Brasil.

 

Repórter Natália Koslik: Uma ferramenta a serviço das florestas e do meio ambiente. O Sinafor, Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais, desenvolvido pelo Ibama, vai rastrear toda a cadeia produtiva da madeira no Brasil, árvore por árvore, desde a extração na floresta até a comercialização. Isso vai trazer transparência para os processos de manejo florestal, ajudar no combate às fraudes e frear o desmatamento ilegal, como destaca a presidente do Ibama, Sueli Araújo.

 

Presidente do Ibama - Sueli Araújo: É um sistema muito mais preciso, todo eletrônico, você elimina o papel, você elimina a chance de erro e você permite a rastreabilidade de toda a cadeia.

 

Repórter Natália Koslik: O estado de Roraima já usa o sistema desde o início do ano e, nesse pouco tempo, já apresentou resultados, como explica Rogério Martins, presidente da Fundação Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do estado.

 

Presidente da Fundação Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos - Rogério Martins: Você ganha tempo, agilidade, você ganha na transparência dos seus procedimentos e o combate e o controle. Você tem toda a cadeia produtiva da gestão florestal monitorada através desse sistema.

 

Repórter Natália Koslik: O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, destacou que esse [e um marco histórico da política ambiental do Brasil.

 

Ministro do Meio Ambiente - Sarney Filho: Mais segurança para a floresta e para quem a explora de forma sustentável. Entregamos à sociedade os melhores instrumentos previstos no Código Florestal.

 

Repórter Natália Koslik: Cada estado, terá até o final do ano para se integrar ao programa. Reportagem, Natália Koslik.

 

Aírton: E o governo anunciou hoje mais uma série de projetos de infraestrutura que serão concedidos à iniciativa privada ou terão as concessões renovadas.

 

Gabriela: São rodovias, ferrovias, aeroportos, terminais portuários e linhas de transmissão de energia.

 

Aírton: Isso significa R$ 45 bilhões na economia e a possibilidade de geração de 200 mil novos empregos. O repórter Nei Pereira traz os detalhes ao vivo pra gente. Boa noite, Nei.

 

Repórter Nei Pereira (ao vivo): Boa noite, Aírton, Gabriela e ouvintes da Voz do Brasil. Nesta etapa, são 55 projetos entre rodovias, ferrovias, terminais portuários e linhas de transmissão de energia, que serão leiloados ou terão as concessões renovadas. Neste pacote, estão 35 linhas de transmissão de energia, 14 companhias estaduais de saneamento, quatro terminais portuários e uma rodovia, a BR-101 em Santa Catarina. Na reunião do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos, o presidente Michel Temer reafirmou a importância da iniciativa privada para o desenvolvimento do país

 

Presidente Michel Temer: Vejam que serão R$ 45 bilhões de novos investimentos nos setores de energia, transportes e saneamento. E que promoverão a criação de cerca de 200 mil novos empregos diretos e indiretos. Quanto antes pudermos levar isso adiante, tanto melhor.

 

Repórter Nei Pereira (ao vivo): Há ainda estudos para novas licitações de mais três rodovias: dois trechos da BR-101 entre São Paulo e Rio de Janeiro, e a BR-040, entre Minas Gerais e Rio de Janeiro. Mas as concessões desses trechos só vão ocorrer depois do encerramento dos atuais contratos, em 2021. No setor ferroviário, o governo vai autorizar que cinco ferrovias já concedidas entrem no processo de renovação antecipada de contrato, em troca de investimento. A presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, destacou a importância desses investimentos na recuperação da economia.

 

Presidente do BNDES - Maria Silvia Bastos Marques: O potencial que esses leilões têm para colaborar fortemente pra retomada do crescimento, ele é enorme, não só pelos investimentos que eles trazem especificamente neles mesmo, nas rodovias, nos portos, nas rodovias, no saneamento, mas pelo impacto que eles têm em outros setores também.

 

Repórter Nei Pereira (ao vivo): Até o final deste ano, estão previstos mais de 20 leilões pelo Programa de Parcerias de Investimentos. Entre eles estão as concessões dos aeroportos de Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre, que estão marcados para o dia 16 de março. Ao vivo, Nei Pereira.

 

"Você na Voz do Brasil"

 

Gabriela: Entre as mudanças propostas pelo governo na reforma da Previdência, a que tem causado mais dúvidas aos nossos ouvintes é a chamada regra de transição.

 

Aírton: Nela, homens com 50 anos de idade ou mais e mulheres a partir de 45 anos vão trabalhar 50% a mais do que o tempo que falta atualmente para se aposentar.

 

Gabriela: Esta é a dúvida do Roberi e da Emília.

 

Ouvinte - Roberi: Olá, eu sou Roberi, Barão de Cocais, Minas Gerais. Tenho 51 anos de idade, 30 anos de contribuição. Com essa nova regra de aposentadoria, com essa nova mudança, com qual idade que eu tenho chance de me aposentar?

 

Ouvinte - Emília: Eu sou Emília, de Belo Horizonte, Minas Gerais. Gostaria de saber se essa mudança das aposentadorias atinge pessoas com mais de 50 anos de idade.

 

Aírton: Bom, para as pessoas que têm dúvidas sobre a regra de transição, vale o seguinte, preste atenção: calcular o quanto falta hoje, com as regras atuais para se aposentar, e somar um tempo de 50% maior.

 

Gabriela: Pelas regras atuais, o Roberi poderia se aposentar daqui a quatro anos. Com a regra de transição, ele pode requerer o benefício daqui seis anos.

 

Aírton: E para quem recebe aposentadoria ou já tem idade e tempo de contribuição suficientes para ter acesso ao benefício, vai ter mudanças?

 

Gabriela: Esta é a pergunta do Hamilton, de Recife, Pernambuco. Vamos ouvir.

 

Ouvinte - Hamilton: Eu sou funcionário público estadual já há 32 anos, sou escrivão de polícia. No caso, seria necessário 30 anos de contribuição e 20 na função policial. Eu já tenho os 30 na mesma função, na função policial. E eu gostaria se, nessa reforma, iria haver alguma alteração com relação à minha pessoa, já que eu ainda não me aposentei, apesar de ter o tempo, ou se eu teria meus direitos anteriores todos adquiridos e poderia continuar até enquanto eu achar que deveria.

 

Aírton: Bem, a repórter Luana Karen foi atrás das respostas e traz agora pra gente.

 

Repórter Luana Karen: O governo propõe regras de transição pras pessoas que não reúnem as condições pra se aposentar hoje, mas estão perto de parar de trabalhar. Estão nesse grupo mulheres com mais de 45 anos de idade e homens acima dos 50. Com as mudanças na previdência aprovadas, essas pessoas vão trabalhar 50% a mais do que o tempo que falta para aposentar. Por exemplo, uma mulher que tem hoje 52 anos de idade e precisaria trabalhar mais quatro anos para se aposentar, com a reforma da Previdência vai precisar trabalhar seis anos. Balduir Chuner (F), médico especialista em saúde pública e representante brasileiro da Organização Iberoamericana de Seguridade Social, destaca a importância das regras de transição.

 

Médico - Balduir Chuner (F): Isso não pode ser feito de um dia pro outro. Então, tem que ter um espaço de tempo, de 10, 20 anos, pra fazer os ajustes. Essa é, fundamentalmente, a importância da regra de transição. Aqueles que já tem os seus direitos adquiridos, nada acontece. Agora outros, mais jovens, terão que se adaptar paulatinamente.

 

Repórter Luana Karen: E quem já tem condições de se aposentar, não precisa correr. Mesmo quando a proposta enviada pelo governo ao Congresso Nacional for aprovada, nada vai mudar pra quem já tem direito à aposentadoria. Estão nesse grupo as pessoas que já completaram o tempo mínimo para se aposentar, mas continuam trabalhando por qualquer outro motivo. Segundo Marcelo Caetano, secretário da Previdência Social, essas pessoas podem continuar trabalhando se quiserem, porque, pra elas, nada vai mudar.

 

Secretário da Previdência Social - Marcelo Caetano: Se você já completou as condições de acesso à aposentadoria, não se aposentou, mas já tem, digamos, um trabalhador urbano, homem, já tem 36 anos de contribuição, ele não tem razão para já requerer o benefício logo. Claro, caso ele queira, ele pode requerer e ter acesso, mas mesmo com a proposta de emenda constitucional, como essa pessoa em particular já tem o direito adquirido, que já completou as condições de acesso ao benefício, ele vai poder, quando se aposentar, optar pela regra mais benéfica, se é a regra nova ou se é a regra atual.

 

Repórter Luana Karen: A reforma da Previdência estabelece idade mínima de 65 anos, tanto para homens quanto para mulheres, para requerer a aposentadoria. O tempo mínimo de contribuição pra pedir o benefício sobe de 15 para 25 anos. O menor benefício continua sendo o salário mínimo, que hoje está em R$ 937. Já o maior benefício será o limite do INSS, que hoje é de R$ 5.578, tanto pra servidores públicos quanto para trabalhadores da iniciativa privada. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: O presidente Michel Temer oficializou os novos ministros de Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, e da Justiça, Osmar Serraglio.

 

Aírton: Em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente destacou a importância estratégica das duas pastas para o desenvolvimento do país.

 

Repórter Gabriela Noronha: Osmar Serraglio assume o Ministério da Justiça e Segurança Pública, no lugar de Alexandre de Morais. Ele é formado em Direito e presidiu, no ano passado, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Para o presidente Michel Temer, a área de segurança é uma prioridade do governo e citou os investimentos feitos no sistema carcerário.

 

Presidente Michel Temer: Em pouquíssimo tempo, nós destinamos quase R$ 900 milhões para construção de cinco penitenciárias federais e 25 penitenciárias estaduais. Então, nós estamos entrando nessa história com a coragem de quem tem ciência e consciência de que esta matéria aflige toda a nação brasileira.

 

Repórter Gabriela Noronha: O presidente também oficializou o senador Aloysio Nunes Ferreira como ministro de Relações Exteriores. Michel Temer destacou que Aloysio Nunes saberá conduzir a proposta de universalização das Relações Internacionais. Ex-deputado federal e estadual por São Paulo, Aloysio Nunes também foi vice-governador do Estado e ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: 19h22, no horário de Brasília.

 

Aírton: Aplicar dinheiro de forma irregular, não prestar contas corretamente, executar convênios de forma parcial. Tudo isso é mau uso dos recursos públicos.

 

Gabriela: E o governo tem seus meios de tentar recuperar esse dinheiro. Um deles é a chamada tomada de conta especial, realizada pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria Geral da União.

 

Aírton: Só no ano passado foram mais de 1.100 processos desse tipo.

 

Repórter Beatriz Amiden: R$ 2,6 bilhões, todo esse dinheiro deve ser devolvido ao governo, já que é fruto de recursos desviados ou aplicado de forma não justificada. Só no ano passado foram quase 1.170 processos que identificaram ações ilegais, como a prestação de contas inexistentes, convênios executados de forma parcial, bolsistas que não comprovaram a aplicação dos conhecimentos adquiridos em cursos e pesquisas financiados pelo governo, desfalques provocados por servidores e superfaturamento de obras. Esse processo é feito por meio da tomada de contas especial, que é um instrumento que procura ressarcir os recursos, como explica Fernando Mendes, diretor de auditoria de governança do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União.

 

Diretor de auditoria de governança - Fernando Mendes: Todo o trâmite no TCU, que também garante ao responsável o contraditório de ampla defesa, e o responsável sendo condenado, então esse processo vai para cobrança.

 

Repórter Beatriz Amiden: Os motivos mais comuns para abertura das tomadas de contas no ano passado foram irregularidades na aplicação dos recursos e omissão no dever de prestar contas. Reportagem, Beatriz Amiden.

 

Gabriela: Essas foram as notícias do Governo Federal.

Airton: Uma realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Aírton: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional e tenha uma boa noite.

 

Gabriela: Boa noite pra você e até amanhã.