08 DE JUNHO DE 2017

E vamos ao destaque do dia: Agricultores devem colher safra recorde neste ano. Termina nesta sexta-feira a campanha de vacinação contra a gripe. Novo aplicativo do Ministério do Trabalho alcança 100 mil dowloands e encaminha mais de 2 mil pessoas a vagas de emprego.

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Transcrição

A VOZ DO BRASIL - 08/06/2017

 

 

Apresentador Nazi Brum: Em Brasília, 19h00.

 

Apresentadora Gláucia Gomes: Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje.

 

Nazi: Boa noite.

 

Gláucia: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Nazi: Quinta-feira, 8 de junho de 2017.

 

Gláucia: E vamos ao destaque do dia: agricultores devem colher safra recorde neste ano. Beatriz Amiden.

 

Repórter Beatriz Amiden: O aumento na produção tem um impacto em cadeia na economia do país e os resultados positivos também devem chegar logo no bolso do consumidor.

 

Nazi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje...

 

Gláucia: Termina amanhã a campanha de vacinação contra a gripe.

 

Nazi: E amanhã também é o último dia para estudantes se inscreverem no ProUni. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: Estão sendo oferecidas mais de 140 mil bolsas de estudo em mais de mil instituições privadas de ensino superior.

 

Gláucia: Novo aplicativo do Ministério do Trabalho alcança 100 mil downloads e encaminha mais de duas mil pessoas a vagas de trabalho.

 

Nazi: Hoje, na apresentação, Gláucia Gomes e Nazi Brum.

 

Gláucia: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nazi: O Brasil deve colher mais de 234 milhões de toneladas de grãos este ano.

 

Gláucia: O número é 25% a mais que na safra anterior.

 

Nazi: E qual o impacto desta colheita recorde para a economia do país e para nós, consumidores de alimentos?

 

Gláucia: A repórter Beatriz Amiden conta para a gente.

 

Repórter Beatriz Amiden: O aumento da área plantada e da produtividade. Para a Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento, essa é a combinação para que a safra de grãos 2016/2017 bata um novo recorde. É o que explica Aroldo de Oliveira, superintendente de Informação de Agronegócio da Conab.

 

Superintendente de Informação de Agronegócio da Conab - Aroldo de Oliveira: Houve um grande aumento de área. O milho de segunda safra aumentou quase 12%, o feijão aumentou oito e pouco por cento de área. E a produtividade é uma resposta da tecnologia que o produtor utiliza na sua unidade produtiva.

 

Repórter Beatriz Amiden: O destaque essa safra 2016/2017, que começou em outubro do ano passado e vai até setembro deste ano, é o milho. A produção do grão cresceu 40% se comparado à safra anterior, e deve chegar a quase 94 milhões de toneladas. A produção da soja também deve crescer mais de 19%, chegando a quase 114 milhões de toneladas. Para Neri Geller, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, o aumento na produção tem um impacto em cadeia na economia do país, gerando mais empregos e estimulando o comércio de equipamentos e veículos usados na agricultura. E os resultados positivos também devem chegar logo no bolso do consumidor.

 

Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura - Neri Geller: Isso que é o mais importante. O feijão, o arroz, que no ano passado estavam lá em cima, hoje tem, né, a comida, a alimentação para as pessoas na mesa. Então, tudo isso é impacto do que acontece lá no campo.

 

Repórter Beatriz Amiden: Ainda de acordo com Neri Geller, com investimento recorde de quase R$ 190 bilhões, o novo Plano Agrícola e Pecuário, anunciado pelo governo federal esta semana, deve estimular ainda mais a produção. Com isso, a expectativa para a próxima safra é ainda maior.

 

Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura - Neri Geller: O governo, o Ministério e o setor está muito coeso no sentido de fazer a produção avançar. E não tenha dúvida, a próxima safra vai superar e muito.

 

Repórter Beatriz Amiden: Para a estimativa, a Conab pesquisou todas as regiões produtores do país entre os dias 21 e 27 de maio. Reportagem, Beatriz Amiden.

 

Nazi: Termina amanhã a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe.

 

Gláucia: Quem está dentro dos grupos prioritários e ainda não tomou a vacina ainda dá tempo.

 

Nazi: É, e se você não faz parte desse grupo e quer tomar a vacina, procure saber se aí no seu estado ou cidade a imunização foi liberada para todos.

 

Repórter José Luiz Filho: A aposentada Marizi Perini aproveitou a prorrogação da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe e foi hoje ao posto de saúde.

 

Aposentada - Marizi Perini: Aí o meu marido falou: "Vamos hoje?" Eu falei: "Vamos embora". Nada de gripe, espero que não.

 

Repórter José Luiz Filho: Este ano, a Campanha Nacional contra a Influenza começou no dia 17 de abril e terminaria no dia 26 de maio, mas foi prorrogada por determinação do Ministério da Saúde até amanhã, 9 de junho, como um esforço do governo para alcançar a meta, que neste ano é imunizar 90% do público alvo, formado por pessoas com mais de 60 anos de idade, professores, profissionais de saúde, indígenas e crianças acima de seis meses e menores de cinco anos de idade, entre outros. D. Jandira de Lira ainda não tomou a vacina porque estava, veja só, gripada. Agora, já em plena saúde, a aposentada não vai deixar para se proteger contra uma nova gripe só no último dia da vacinação.

 

Aposentada - D. Jandira de Lira: Esperei melhorar para tomar, ficar nova.

 

Repórter José Luiz Filho: O segurança Alberto Vieira não quis correr risco de ficar gripado. Tomou a vacina há alguns dias e recomenda a quem tem direito que faça o mesmo antes da campanha terminar.

 

Segurança - Alberto Vieira: Tem que correr atrás e mesmo fora de época tomar, que é preciso. Venha tomar.

 

Repórter José Luiz Filho: Por causa da baixa adesão inicial, o Ministério da Saúde autorizou a vacinação nos postos para o público em geral, mas essa opção ficou a cargo dos estados e municípios. Reportagem, José Luiz Filho.

 

Gláucia: E, olha, a gente ouviu aí a D. Jandira dizer que estava esperando a gripe passar para se vacinar. O Ministério da Saúde orienta que é importante, sim, melhorar antes de se imunizar. A vacinação deve ser adiada até o desaparecimento dos sintomas.

 

Nazi E o Brasil vai voltar a exportar a vacina da febre amarela a partir do mês que vem. Vão ser sete milhões de doses até o final do ano.

 

Gláucia: A exportação havia sido interrompida no final do ano passado, quando aumentou o número de casos no Brasil.

 

Nazi: A Organização Mundial da Saúde vai comprar as doses e repassar para países da África e da América Latina com necessidade da vacina.

 

Repórter Natália Mello: Desde 1937, o Laboratório Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz, é o maior fabricante do mundo da vacina contra a febre amarela, e a partir de julho doses exportadas pelo Brasil vão ser compradas pela Organização Mundial da Saúde e vão fazer parte de um fundo emergencial distribuído aos países em caso de necessidade. O Brasil deve enviar para outros países sete milhões de doses contra a febre amarela até o final do ano. Segundo o diretor do Bio-Manguinhos, Arthur Couto, a expectativa é ampliar ainda mais a produção com novas parcerias e chegar a 35 milhões de doses extras em 2018.

 

Diretor do Bio-Manguinhos - Arthur Couto A nossa expectativa é ampliar essa oferta, já que nós vamos fazer uma parceria com o laboratório privado nacional, a Libbs, que vai fazer uma parte da produção para a gente a partir de processamento final de vacinas, aí com isso vamos poder ampliar e muito a oferta de vacina tanto para o mercado nacional como para o mercado internacional.

 

Repórter Natália Mello: O diretor do Bio-Manguinhos ressalta que a exportação de vacinas não vai afetar os brasileiros e que a prioridade do instituto continua sendo atender a demanda interna. Reportagem, Natália Mello.

 

Gláucia: Terminam amanha as inscrições para o ProUni, o Programa Universidade para Todos.

 

Nazi: São mais de 140 mil bolsas integrais e parciais em mais de mil faculdades privadas em todo o país.

 

Gláucia: Até agora já são mais de 320 mil inscritos.

 

Repórter Luana Karen: O ProUni oferece bolsas parciais e integrais em faculdades particulares de todo o país. Para concorrer a uma bolsa o estudante não pode ter curso superior e precisa ter tirado pelo menos 450 pontos na prova do Enem de 2016 e nota acima de zero na redação. O programa é voltado para estudantes da rede pública ou bolsistas integrais de escolas particulares. Também podem concorrer pessoas com deficiência e professores da educação básica de escolas públicas. Ítala Ferreira dos Santos conseguiu a bolsa integral no começo do ano e está fazendo fonoaudiologia.

 

Estudante - Ítala Ferreira dos Santos: É um curso que tem um valor de mensalidade muito alto, além dos outros custos que têm dentro do curso de passagem, livros, xérox, essas coisas. Então, para mim seria impossível fazer sem a bolsa.

 

Repórter Luana Karen: Para o segundo semestre de 2017 estão sendo oferecidas mais de 140 mil bolsas de estudo em mais de mil instituições privados de ensino superior. O resultado da primeira chamada sai no próximo dia 12. As inscrições para o ProUni devem ser feitas exclusivamente pela internet, no endereço eletrônico prouniportal.mec.gov.br. Reportagem, Luana Karen.

 

Gláucia: Já está liberada a consulta do primeiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física 2017.

 

Nazi: O lote contempla também ressarcimentos de 2008 a 2016.

 

Gláucia: Um milhão e seiscentas mil pessoas têm direito à restituição e na página da Receita Federal é possível fazer a consulta informando o CPF e a data de nascimento. O endereço é receita.fazenda.gov.br.

 

>> "Momento Social".

 

Nazi: Para ter acesso aos mais de 20 programas sociais do governo é preciso estar inscrito no Cadastro Único.

 

Gláucia: E os beneficiários precisam estar com os dados sempre atualizados.

 

Nazi: A Tatiane, que mora em Maricá, no Rio de Janeiro, quer saber se quando ela muda de cidade corre o risco de perder o Bolsa-Família.

 

Gláucia: Quem explica é o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra.

 

Beneficiária de Programas Sociais - Tatiane: Olá, ministro. O meu nome é Tatiane. Eu sou moradora aqui de Maricá, no Rio de Janeiro, e eu gostaria de saber o seguinte: se caso eu mudasse de cidade, se eu teria que realmente renovar o meu cadastro do CadÚnico, senão eu posso o meu benefício.

 

Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário - Osmar Terra: Tatiane, a mudança do município não cancela o benefício do Bolsa-Família desde que não seja feita a exclusão do cadastro da família e que, após a atualização cadastral, essa família continue no perfil do programa. Portanto, é importante lembrar que quando se muda para outro município a família deve e tem que procurar o setor responsável pelo Cadastro Único no novo município e pedir para que seja feita a transferência do cadastro da família do município antigo para o novo, e não a sua exclusão.

 

Nazi: E se você também tem alguma pergunta sobre ações e programas sociais do governo, manda para a gente.

 

Gláucia: Pode ser por e-mail. O endereço é voz@ebc.com.br. Tem também o nosso Facebook: facebook.com/bolsafamilia.

 

Nazi: A sua pergunta vai ser respondida aqui na Voz do Brasil sempre na quinta-feira. Participe!

 

Gláucia: 19hs11min, em Brasília.

 

Nazi: Está procurando emprego?

 

Gláucia: Então, fique ligado na Voz do Brasil. Daqui a pouco vamos falar do aplicativo do Ministério do Trabalho que já encaminhou mais de duas mil pessoas a vagas de trabalho.

 

Nazi: Nós vamos falar agora do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, um lugar cheio de encantos no cerrado brasileiro.

 

Gláucia: É isso mesmo, Nazi. Nessa semana, o presidente Michel Temer assinou um decreto que amplia três parques nacionais. Um deles, o da Chapada dos Veadeiros.

 

Nazi: E nós já falamos aqui na Voz do Brasil sobre a importância dessa ampliação para manter a chapada bem preservada.

 

Gláucia: Hoje vamos falar dos impactos positivos da medida para o turismo no local. A nossa equipe foi até lá para conferir.

 

Repórter Aline Leal: No coração do Brasil, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros é fonte de renda para as cidades goianas que estão em volta da reserva. A expectativa é que este ano pelo menos 70 mil pessoas visitem o local. Turismo unido à preservação ambiental. Júlio Itacaramby, da Associação de Guias e Prestadores de Serviço em Ecoturismo da Chapada, conta que o que não faltam são opções de atividades.

 

Integrante da Associação de Guias e Prestadores de Serviço em Ecoturismo da Chapada - Júlio Itacaramby: A região é muito vasta e encontra diversos atrativos entre morros para escalada, rios para a prática de esportes aquáticos e uma imensa vastidão de terras para as trilhas e caminhadas, os trekkings de longa duração.

 

Repórter Aline Leal: Com a expansão do parque, a expectativa é que os negócios só melhorem, levando mais gente ao lugar. A comerciante Marília Ferraz, que vende cristais na região, aposta em aumento do comércio.

 

Comerciante - Marília Ferraz: Trazendo mais turista é bom para a cidade e para a cidade praticamente toda, né, porque aumenta as vendas, as pessoas também investem mais em construção, em melhoria. Então, acho que é ótimo.

 

Repórter Aline Leal: A jornalista Carla Moraes já conhece a chapada, mas para ela nunca é demais visitar o lugar.

 

Jornalista Carla Moraes: Tem uma energia muito boa. Então, para a gente se revigorar, para a gente ter um contato com a natureza, até para um autoconhecimento eu recomendo. É um passeio muito bacana.

 

Repórter Aline Leal: O parque abriga vegetação típica do cerrado, como matas ciliares e palmeiras. Também é refúgio de espécies ameaçadas de extinção e animais que só vivem no local, como o cervo-do-Pantanal, o lobo-guará, pato- mergulhão e onça pintada. Reportagem, Aline Leal.

 

Nazi: E a preocupação de preservar nossos recursos naturais vem dos impactos que já sentimos com o desmatamento e a ação do homem na natureza.

 

Gláucia: Chuvas cada vez mais frequentes acompanhadas de tempestades. Este é apenas um exemplo do que as mudanças climáticas já estão causando aqui no Brasil.

 

Nazi: E um relatório avaliou como o aquecimento global vai afetar cidades brasileiras, principalmente as que ficam no litoral. A ideia é que sejam criadas soluções para se adaptar à nova realidade.

 

Repórter Paulo La Salvia: Sol, calor e praia. O cartão postal mais conhecido do Brasil no mundo pode ser um dos mais atingidos pelas mudanças climáticas por dois motivos: a elevação das águas do mar e pela concentração da população e da economia no litoral brasileiro. Esta é uma das conclusões de um relatório sobre mudanças climáticas em cidades costeiras. Para José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Cemaden, Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, e um dos autores do relatório, a palavra chave é adequar os traçados urbanos e o desenvolvimento econômico às mudanças climáticas.

 

Coordenador-Geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Cemaden - José Marengo: O que nós mostramos basicamente é uma realidade: o nível do mar está subindo, os extremos estão aumentando junto com o aumento na frequência das tempestades. As cidades costeiras estão com um risco maior de serem impactadas direta ou indiretamente.

 

Repórter Paulo La Salvia: Associado ao aquecimento da terra, o relatório aponta ainda outro resultado das mudanças climáticas: a maior incidência de fortes chuvas, tempestades, inundações e erosão costeira, com riscos de deslizamento de terra. Por isso, outra recomendação do relatório é preservar os diferentes ecossistemas do país. É o que explica Everton Lucero, secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente.

 

Secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente - Everton Lucero: Para que nós tenhamos condições de salvaguardar a economia brasileira, a produção agrícola, as florestas do Brasil, a biodiversidade.

 

Repórter Paulo La Salvia: Cinco cidades e uma região do país são as mais vulneráveis às variações do clima: Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Fortaleza, Santos, no litoral paulista, e o Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Gláucia: Um aplicativo que coloca à disposição do trabalhador as oportunidades de emprego e ainda permite agendar entrevistas diretamente com o empregador. Este é o Sine Fácil, lançado no fim do mês passado pelo Ministério do Trabalho.

 

Nazi: E o aplicativo tem atraído muita gente. Nesse pouco tempo de funcionamento, ele já foi baixado mais de 100 mil vezes e já encaminhou mais de 2.300 pessoas a vagas de trabalho.

 

Gláucia: Quer saber como funciona? O repórter Nei Pereira explica.

 

Repórter Nei Pereira: Há quatro anos, Elenilde Rodrigues Santos busca uma vaga de trabalho. Ela conta que deixou currículo em empresas e no comércio de Brasília. Até agora a oportunidade ainda não chegou, mas ela é insistente. E, a partir de agora, ela vai poder acompanhar a oferta de emprego e se candidatar a uma vaga sem sair de casa. Elenilde baixou o aplicativo Cine Fácil, que permite o acesso a vagas de emprego e agendar entrevista diretamente com o empregador. Para Elenilde, a nova tecnologia vai possibilitar economia de tempo e dinheiro.

 

Desempregada - Elenilde Rodrigues Santos: Às vezes não tem nem dinheiro para pagar ônibus, trazer uma criança, a criança de colo, e esse aplicativo então facilita bastante, né, para a gente que está precisando de um trabalho.

 

Repórter Nei Pereira: Para utilizar o aplicativo pela primeira vez o trabalhador precisa ir até uma agência do Sine para gerar um código de acesso. Se ele já estiver cadastrado no Sistema Nacional de Emprego é só gerar pela internet no portal Emprega Brasil, no site empregabrasil.mte.gov.br. Com o acesso liberado, a pessoa pode consultar as cerca de 50 mil vagas diárias de todo o país que o Sine disponibiliza no aplicativo. A inserção das vagas pode ser acompanhada em tempo real. Com o uso do aplicativo pelos trabalhadores as filas dos postos do Sine devem ser reduzidas. O secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho, Leonardo José Arantes, destaca a importância do aplicativo para quem busca trabalho.

 

Secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho - Leonardo José Arantes: A vantagem é ter a maioria das funcionalidades do Sine e dos atendimentos do Ministério do Trabalho num aplicativo na palma da mão. Esse trabalhador, ele poderá acompanhar o andamento do seu Seguro-Desemprego, ele poderá buscar uma vaga, uma colocação de trabalho no mercado de trabalho, e ele poderá também acompanhar os seus vínculos empregatícios através de um click no seu celular.

 

Repórter Nei Pereira: A ferramenta foi lançada no dia 23 de maio, já registrou mais de 100 mil downloads e encaminhou mais de 2.360 pessoas a vagas de trabalho abertas por empresa. O aplicativo está disponível para o sistema Android e futuramente para o iOS. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gláucia: 19hs19min, em Brasília.

 

Nazi: Campanhas, informativos, leis... Tudo isso vem ajudando a conscientizar o cidadão sobre os perigos do cigarro.

 

Gláucia: É, e para quem quer parar de fumar, além de tudo isso o Sistema Único de Saúde desenvolveu um programa para orientar e acompanhar essas pessoas.

 

Nazi: Você é uma delas? Então, procure a unidade de saúde mais próxima e se informe. A repórter Gabriela Noronha conta para a gente como o programa já ajudou muita gente a deixar o vício.

 

Repórter Gabriela Noronha: Há três meses, o brasiliense Cassiano dos Santos está sem fumar. Ele conta que é a quarta tentativa de largar o vício, iniciado há 12 anos. Segundo o cabeleireiro, ele começou a fumar ainda novo por influência da família e do álcool.

 

Cabeleireiro - Cassiano dos Santos: A minha mãe fumava, os meus tios fumavam e amigos em volta também. Eu comecei a beber um pouco cedo e influenciou muito com o cigarro, né? É o conjunto, bebida e cigarro.

 

Repórter Gabriela Noronha: Para deixar o cigarro, Cassiano procurou ajuda no Sistema Único de Saúde. Ele agora faz parte de um grupo e recebe apoio médico e psicológico. A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Controle do Tabagismo do Ministério da Saúde. Amanda Sabino Cunha, enfermeira e coordenadora do grupo, explica que o acompanhamento é feito por uma equipe multidisciplinar.

 

Enfermeira e Coordenadora do Grupo - Amanda Sabino Cunha: Avaliando, né, o grau de independência, a gente avalia motivação do paciente, grau de depressão, ansiedade. É um programa que o paciente tem que querer participar.

 

Repórter Gabriela Noronha: Mas a guerra contra o tabaco ainda está longe do fim. Mais de um bilhão de pessoas são fumantes em todo o mundo. São seis milhões de mortes relacionadas ao tabaco por ano. De acordo com o Celso Rodrigues, coordenador de Tabagismo da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, o tabagismo é a causa de mais de 50 doenças diferentes.

 

Coordenador de Tabagismo da Secretaria de Saúde do Distrito Federal - Celso Rodrigues: Não há um órgão que esteja livre de adquirir uma doença causada pelo hábito de fumar.

 

Repórter Gabriela Noronha: Mesmo ainda sentindo os efeitos do tabaco, Cassiano já colhe os frutos de uma vida mais saudável.

 

Cabeleireiro - Cassiano dos Santos: Eu tinha muita insônia, eu era muito nervoso, eu era tenso, não me alimentava direito, não me exercitava. Então, eu voltei a fazer tudo que eu gostava devido a largar o cigarro.

 

Repórter Gabriela Noronha: Se em 1999, 35% dos brasileiros fumavam, atualmente essa proporção não ultrapassa os 10%. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gláucia: O escultor dos monumentos, arquiteto das curvas. Assim era conhecido Oscar Niemeyer.

 

Nazi: Com a sua arquitetura moderna, gostava que as suas obras causassem surpresa. E causaram.

 

Gláucia: Brilhou e fez brilhar os prédios brancos sob o céu de Brasília e de várias outras cidades do Brasil e no mundo, monumentos que foram tombados pelo Iphan.

 

Repórter Taíssa Dias: "Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura e inflexível criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual". Os versos são do Poema da Curva, escrito por Oscar Niemeyer. Ele é traduzido em cada traço de suas obras: nos Palácios do Itamaraty e da Alvorada, em Brasília; no Sambódromo do Rio de Janeiro; no Museu de Arte Contemporânea e no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. O trabalho de Niemeyer, um dos maiores arquitetos brasileiros, está em diversos locais do país. E quem vê logo reconhece. O estudante de direito, Bruno Neves, que já visitou algumas das obras, confirma.

 

Estudante - Bruno Neves: Pelos traços, né? Esses traços do Niemeyer é inconfundível. Só ele que tem mesmo.

 

Repórter Taíssa Dias: Vinte e sete projetos de Oscar Niemeyer agora passam a ser protegidos pelo Iphan, o Instituto do patrimônio Histórico e Artístico Nacional. A maior parte fica em Brasília e entre os países importantes está a Praça dos Três Poderes. O arquiteto projetou o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, que, juntos, são o coração do governo brasileiro e o cenário das principais decisões do país. Segundo o diretor da Fundação Oscar Niemeyer, Ciro Pirondi, um trabalho que deu à cidade a importância e grandeza de uma grande capital.

 

Diretor da Fundação Oscar Niemeyer - Ciro Pirondi: A vontade de um povo, de demonstrar que ele era capaz de fazer coisas para um futuro melhor para o país.

 

Repórter Taíssa Dias: Um passeio pela Praça dos Três Poderes não deixa dúvidas: não há quem não admire as curvas de Niemeyer, como o aposentado Walter Rodrigues Guerra, que foi conhecer a capital.

 

Aposentado - Walter Rodrigues Guerra: Ele é fenomenal. Eu achei tudo maravilhoso. Brasília é excelente. Muito bonito.

 

Repórter Taíssa Dias: Com a proteção, qualquer intervenção nas obras tombadas deve passar pela avaliação do Iphan. Reportagem, Taíssa Dias.

 

Nazi: O governo decidiu aumentar o valor das multas aplicadas a instituições financeiras em processos administrativos.

 

Gláucia: O presidente Michel Temer assinou uma medida provisória que amplia a atuação do Banco Central do Brasil e da Comissão de Valores Mobiliários, que fiscaliza, por exemplo, as operações na Bolsa de Valores.

 

Nazi: A partir de agora, o Banco Central poderá aplicar multa de até R$ 2 bilhões. Antes, o limite era de R$ 250 mil.

 

Gláucia: No caso da Comissão de Valores Mobiliários, o limite para as multas subiu de R$500 mil para R$ 500 milhões.

 

Nazi: Em nota, o Banco Central afirmou que as mudanças aumentam a eficácia dos processos administrativos punitivos, além de reduzir custos na condução desse processo.

 

Gláucia: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Nazi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gláucia: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nazi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gláucia: Boa noite para você e até amanhã.