13 DE JUNHO DE 2017

Acordo com a indústria evita consumo de 17 mil toneladas de sódio pela população. E o Ministério da Saúde quer mais: diminuir açucares e gorduras e o consumo de refrigerantes. Inflação em queda e saque das contas do FGTS aqueceram as vendas no comércio varejista em abril. Sai mais uma lista de atletas contemplados com o Bolsa Pódio.

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Transcrição


A Voz do Brasil - 13/06/2017

 

Apresentador Aírton Medeiros: Em Brasília, 19 horas.

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."

Aírton: Olá, boa noite.


Apresentadora Gláucia Gomes: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

 

Aírton: 13 de junho de 2017.

 

Gláucia: E vamos ao destaque desta terça-feira. Acordo com a indústria evita consumo de 17 mil toneladas de sódio pela população.

 

Aírton: E o Ministério da Saúde quer mais: diminuir açúcares e gorduras, e o consumo de refrigerantes. Taíssa Dias.

 

Repórter Taíssa Dias: Segundo o Ministro Ricardo Barros, o governo quer evitar que as redes de restaurantes fast-food vendam refrigerantes em copo refil, em que não há limite para o consumo.

 

Gláucia: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Aírton: Inflação em queda e saque das contas do FGTS aqueceram as vendas do comércio varejista em abril. José Luís Filho.

 

Repórter José Luís Filho: O crescimento de 1% no volume de vendas é motivo de esperança para o comércio. Foi o primeiro resultado positivo em 24 meses.

 

Gláucia: Sai mais uma lista de atletas contemplados com o Bolsa Pódio.

 

Aírton: 56 novos atletas vão receber patrocínio para se prepararem para as próximas Olimpíadas.

 

Gláucia: Hoje, na apresentação, Gláucia Gomes e Aírton Medeiros.

 

Aírton: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gláucia: Quatro mil caminhões de dez toneladas, carregados de sal. Essa é a quantidade de sódio que a indústria já reduziu nos alimentos industrializados nos últimos cinco anos.

 

Aírton: Mas o Ministério da Saúde quer mais. Além de diminuir o sódio, está negociando a redução de açúcar e gordura dos alimentos.

 

Repórter Taíssa Dias: Temperos industrializados, massas instantâneas e alimentos em conserva não fazem parte do dia a dia da dona de casa Maria da Penha, que mora em Brasília. Ela conta que mudou a alimentação e diminuiu o consumo de produtos ricos em sódio, para cuidar da saúde.

 

Dona de casa - Maria da Penha: Começou a diminuir o sal, a minha pressão nunca mais subiu. Eu tinha muita dor de cabeça, e tudo, e depois disso, acabou.

 

Repórter Taíssa Dias: Foi pensando na diminuição de doenças como a hipertensão e problemas cardiovasculares que o Ministério da Saúde fez, em 2011, um acordo com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação, a ABIA, para reduzir as quantidades de sódio nos produtos mais consumidos no país. O resultado até agora é que 17 mil toneladas deixaram de ser ingeridas. E um novo acordo foi assinado para continuar a missão de reduzir o sódio na mesa dos brasileiros. A meta é diminuir mais 11 mil toneladas até 2020. O presidente da ABIA, Edmundo Klotz, diz que não é tarefa fácil, mas que as empresas estão comprometidas.

 

Presidente da ABIA - Edmundo Klotz: Nós hoje exportamos para 140 países, principalmente produtos industrializados. Na medida em que os outros países restringem o consumo etc., nós também estamos nos adequando a isso.

 

Repórter Taíssa Dias: E a preocupação com a saúde vai além. Governo e iniciativa privada têm avançado nas discussões sobre um pacto para reduzir também as quantidades de açúcar e gordura nos alimentos industrializados. E outros setores estão sendo chamados a conversar. Segundo o ministro Ricardo Barros, o governo quer evitar que as redes de restaurantes fast-food vendam refrigerantes em copos refil, em que não há limite para o consumo.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Nós vamos manter a tentativa de um acordo voluntário, como obtemos com a ABIA. E, se não for possível, nós vamos partir pra uma legislação restritiva.

 

Repórter Taíssa Dias: Mas para garantir a saúde, é preciso ter hábitos saudáveis, que incluem praticar exercícios com regularidade. O alerta é de profissionais da saúde, como nutricionista Cléber Caramelo.

 

Nutricionista - Cléber Caramelo: Eu tenho que manter uma boa forma física, eu tenho que cuidar das minhas articulações, da minha musculatura, eu tenho que comer direito e eu preciso descansar direito.

 

Repórter Taíssa Dias: Para auxiliar a população a ter hábitos saudáveis, o Ministério da Saúde lançou, nesta terça-feira, a plataforma na internet Saúde Brasil. A ferramenta oferece soluções personalizadas para quem quer ter uma vida mais saudável. É o que explica o ministro Ricardo Barros.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: A plataforma ensina as pessoas o que comer, o que preferir na sua alimentação e também como eliminar hábitos que não são os mais adequados.

 

Repórter Taíssa Dias: O endereço da plataforma é o www.saude.gov.br/saudebrasil. Reportagem, Taíssa Dias.

 

Gláucia: Quatorze novas Unidades de Pronto-Atendimento, as chamadas UPAs, foram entregues este mês.

 

Aírton: E essas unidades vão contar com repasse anual do Ministério da Saúde de quase R$ 30 milhões.

 

Gláucia: as UPAs fazem atendimentos de urgência e emergência e desafogam os hospitais. Elas têm capacidade de realizar 30 mil atendimentos por dia a 104 milhões de brasileiros.

 

Repórter Beatriz Amiden: Cinco mil pessoas por mês, esse é o número de pacientes que a UPA de São Joaquim da Barra, em São Paulo, atende em média. O município tem 50 mil habitantes e o secretário municipal de Saúde, Rangel Luís de Melo, garante que a unidade oferece atendimento a todas as classes sociais da cidade.

 

Secretário municipal de Saúde - Rangel Luís de Melo: Então nós temos hoje os médicos no período vespertino e matutino, né? Também temos no período noturno, nós temos radiologia lá. Então, o atendimento da UPA, hoje, ele é fundamental, prioritário e essencial pro município.

 

Repórter Beatriz Amiden: A UPA de São Joaquim da Barra foi uma das 14 unidades que, neste mês, passou a contar com recurso do Governo Federal, que vai arcar com 50% do custo operacional da unidade. Foram quase R$ 29 milhões liberados para dez estados. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, garante que esses recursos reforçam o atendimento nas cidades contempladas e desafogam o fluxo de pacientes nos hospitais.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Um apoio fundamental pra emergências, as pessoas que têm necessidade de um pronto atendimento, em vez de ir aos hospitais, vão às UPAs, e isso descongestiona um pouco os hospitais que ficam recebendo as urgências e emergências.

 

Repórter Beatriz Amiden: O ministro da Saúde disse ainda que existem 170 UPAs prontas e equipadas, aguardando documentação para funcionamento. Outras 170 estão prontas, esperando a chegada dos equipamentos, e mais 400 estão em construção. O ministro garante que o investimento nessas unidades não vai parar. Reportagem, Beatriz Amiden.

 

Aírton: E outras 13 UPAs que já estavam em funcionamento começaram a receber mais recursos, desta vez de bonificação.

 

Gláucia: É que elas prestam serviços de referência em relação às demais, e a ideia é incentivar a continuidade do melhor atendimento a quem depende do Sistema Único de Saúde.

 

Aírton: As vendas do comércio varejista voltaram a crescer no país.

 

Gláucia: O setor que vende diretamente para o consumidor final, como supermercados e lojas, cresceu 1% em abril, de acordo com o IBGE.

 

Aírton: E por que o consumidor está comprando mais?

 

Gláucia: Os pesquisadores explicam que a animação vem com a queda na inflação e com o dinheiro que os brasileiros estão recebendo com os saques das contas inativas do FGTS.

 

Repórter José Luís Filho: Parece pouco, mas depois do pior março dos últimos 14 anos, o crescimento de 1% no volume de vendas e de 1,3% na receita nominal, que é a soma de todos os ganhos, descontadas as despesas, é motivo de esperança para o comércio. Foi o primeiro resultado positivo em 24 meses. Os principais responsáveis pela alta foram setores como hipermercados, alimentos, bebidas e fumo. A gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Isabela Pereira, explica os motivos que levaram a esse aumento do consumo.

 

Gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE - Isabela Pereira: Esses segmentos, eles tiveram suas vendas [ininteligível] pela redução da inflação e por algum recurso das contas de fundo de garantia, as contas inativas do FGTS. Muitas pessoas pagaram suas dívidas e estão aptas a fazerem novas compras também.

 

Repórter José Luís Filho: A Caixa começou a liberar os recursos no dia 10 de março. Até o início de junho, mais de R$ 27,5 bilhões tinham sido sacados. O empresário de Brasília, Frederico Araújo, foi um dos que aproveitaram a renda extra para investir e aquecer o comércio.

 

Empresário - Frederico Araújo: Então, assim que saiu esse dinheiro, ele já tinha destino certo, que era pra ser investido na empresa, e foi assim que eu fiz. Eu aproveitei pra comprar novos computadores pra empresa.

 

Repórter José Luís Filho: Os números divulgados nesta terça-feira pelo IBGE mostram que o volume de vendas em abril compensou parte da queda acumulada nos dois meses anteriores. Para Guilherme Dietze, economista da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, são resultados importantes depois de dois anos de recuo nas vendas.

 

Economista - Guilherme Dietze: É muito importante pra elevar a expectativa. Quanto mais a gente espera um futuro positivo mais a gente agrega no dia de hoje, gastando mais, o comércio também demandando mais dos seus fornecedores. Isso tudo ativa essa economia, porque a gente precisa sair dessa recessão diante de 14 milhões de desempregados.

 

Repórter José Luís Filho: De março para abril, as vendas no varejo subiram em 14 das 27 unidades da Federação. Os maiores avanços foram registrados em São Paulo, Goiás, Acre e Amazonas. Reportagem, José Luís Filho.

 

Aírton: A análise do projeto de modernização das leis trabalhistas deu mais um passo no Senado.

 

Gláucia: Hoje o relator apresentou a proposta na comissão de Assuntos Sociais e recomendou que seja aprovada sem alterações.

 

Aírton: O projeto foi enviado pelo governo ao Congresso e já foi aprovado pela Câmara dos Deputados.

 

Repórter João Pedro Neto: O relator do projeto no Senado, senador Ricardo Ferraço, leu na comissão de Assuntos Sociais da casa um resumo do relatório em que pede a aprovação total da proposta, sem alterações, com relação ao que foi votado na Câmara. O relator destacou que o texto preserva todos os direitos dos trabalhadores.

 

Senador - Ricardo Ferraço: Nossa proposta mantém todos os direitos e amplia a perspectiva de nós integrarmos mais brasileiros no mercado de trabalho, com carteira assinada e com todos os direitos.

 

Repórter João Pedro Neto: O projeto de modernização das leis trabalhistas foi enviado pelo governo ao Congresso para adequar as leis às novas relações de trabalho. O texto prevê que trabalhadores e empregadores façam, sobre alguns pontos, acordos que se sobreponham à legislação, o chamado negociado sobre o legislado. Isso vale pra questões como parcelamento de férias, banco de horas, intervalo de descanso e trabalho em casa. A proposta preserva direitos como férias, 13º salário, FGTS, seguro-desemprego e outros benefícios. Em entrevista exclusiva à Voz do Brasil, o Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse que a tramitação da proposta está seguindo o ritmo determinado pelo Senado, como prevê a legislação. O ministro também explicou por quê o governo considera importante a mudança nas leis.

 

Ministro do Trabalho - Ronaldo Nogueira: O Brasil não pode esperar mais. Nós precisamos consolidar direitos, dar segurança jurídica e gerar empregos.

 

Repórter João Pedro Neto: No Senado, o texto já foi aprovado na comissão de Assuntos Econômicos. Tramita agora na comissão de Assuntos Sociais e ainda deve passar pela comissão de Constituição e Justiça, antes de seguir pra votação no plenário da casa. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Gláucia: 19h12 em Brasília.

 

Aírton: De olho nas Olimpíadas do Japão, novos atletas vão receber patrocínio do governo com o Bolsa Pódio.

 

Gláucia: E a estrutura usada nos Jogos do Rio hoje serve como celeiro para novos atletas.

 

Aírton: Nossas notícias do esporte você acompanha aqui na Voz do Brasil ainda nessa edição.

 

"Defesa do Brasil, Defesa do Brasil, Defesa do Brasil"

 

Gláucia: Eles estão há 24 horas à disposição do país e são convocados sempre que é preciso.

 

Aírton: Copa do Mundo, Jogos Olímpicos, greves da Polícia, tumulto nos presídios, enchentes e deslizamentos.

 

Gláucia: Em todos esses lugares estão homens ou mulheres das Forças Armadas.

 

Aírton: São militares da Marinha, Exército e Aeronáutica, que realizam trabalho cheio de sacrifícios e contam com a confiança da população.

 

Repórter Marina Melo: A pessoa que escolhe fazer parte dos quadros das Forças Armadas está sujeita a uma série de obrigações, dentre as quais estar sempre à disposição das necessidades de seu país. De acordo com a Constituição Federal, é responsabilidade das Forças Armadas defender a pátria e garantir a lei e a ordem em todo o território. Por isso, as tropas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica são submetidas a uma rotina de disciplina e têm, entre as suas obrigações, que assumir postos de trabalho nas mais variadas regiões do Brasil, inclusive nas regiões de fronteira, onde muitas vezes eles são a única presença do Estado. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, explica o quanto essas obrigações afetam a vida do militar e de suas famílias.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Isso tem um impacto muito grande sobre seus familiares. São crianças que têm que deixar a escola, amiguinhos, colegas, são esposas que têm que interromper estudos e que têm que muitas vezes interromper também o trabalho que faz a complementação. Por tudo isso, a vida da família militar, não só por isso, mas também por outros fatores, ela é, de um lado, como eu disse uma vida difícil, mas é também uma vida de muitas realizações, em termos de compromisso e de amor ao Brasil.

 

Repórter Marina Melo: Por causa da exigência de comprometimento exclusivo, os militares representam uma categoria profissional completamente diferente de qualquer outra do nosso país e contam com um sistema de proteção social próprio. Apesar de já terem aberto mão de alguns direitos no passado, agora, quando todo o Brasil busca saídas para a questão previdenciária, as Forças Armadas voltarão a fazer parte do esforço, por meio de uma proposta que vem sendo elaborada pelo Ministério da Defesa, com os comandos das forças. O ministro Raul Jungmann afirma que o texto também buscará corrigir algumas distorções.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Nós temos hoje forças militares extremamente profissionalizadas, dentre as melhores e mais qualificadas no mundo. Por isso mesmo é que é mais do que justo e digno que a gente faça uma revisão da questão da proteção social, porque os militares se dispõem mais uma vez a contribuir com o Brasil, mas, ao mesmo tempo, é preciso também repensar toda a carreira militar, que está defasada, que precisa ser atualizada, sobretudo no que diz respeito aos salários dos militares, que se encontram muito abaixo das demais carreiras.

 

Repórter Marina Melo: O sistema de proteção social dos militares das Forças Armadas é constituído por um conjunto de instrumentos legais de pagamento de pessoal, saúde e assistência integrada. Reportagem, Marina Melo.

 

Gláucia: A alfândega da Receita Federal no aeroporto de Salvador apreendeu ontem quatro toneladas de mercadorias importadas irregularmente.

 

Aírton: O importador declarou a carga como partes e peças de máquinas.

 

Gláucia: Mas os auditores fiscais identificaram outros produtos. Entre os bens apreendidos estavam equipamentos médicos de alto valor, componentes eletrônicos, computadores, smartphones de última geração, vinhos finos, cosméticos, relógios de grifes famosas, roupas e óculos de sol.

 

Aírton: Os produtos foram apreendidos e os responsáveis vão responder pelo crime de descaminho, com pena de até quatro anos de prisão.

 

Gláucia: E você conhece o trabalho da Alfândega Brasileira?

 

Aírton: Quem já viajou para o exterior sabe que existe uma fiscalização para entrada de mercadorias no nosso país.

 

Gláucia: Essa ação é realizada pela Receita Federal, que controla se os impostos referentes àquele produto estão sendo pagos corretamente, além de evitar a entrada e saída de drogas.

 

Aírton: Um trabalho minucioso e que traz benefícios à população, em forma de mais recursos arrecadados, dinheiro que depois pode ser aplicado em saúde e educação.

 

Gláucia: E nossa equipe veio com outros visitantes, acompanhou um dia dessa fiscalização aqui no Aeroporto Internacional de Brasília. Quem conta como foi é a repórter Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: Na alfândega do Aeroporto de Brasília, os visitantes puderam conferir como funciona o controle de cargas e o controle de passageiros e bagagens. A visita incluiu também uma demonstração da Roxy, a cadela farejadora. Cães dessa raça, pastor alemão, são conhecidos pela inteligência e o faro apurado, características essenciais para o trabalho na alfândega, encontrar drogas e outras substâncias ilícitas. E o show da Roxy foi a parte preferida da estudante Nicole Zuqueti (F).

 

Estudante - Nicole Zuqueti (F): Achei muito legal, porque as pessoas criticam muito também esse negócio de cachorro, e você vê que não é como falam, né?

 

Repórter Gabriela Noronha: Hoje a Receita Federal administra 26 alfândegas. São mais de quatro mil servidores aduaneiros em todo o país. Lucas se surpreendeu com a estrutura e tudo que viu durante a visita e garante que agora tem outra visão sobre o trabalho da Receita.

 

Entrevistado - Lucas: Eu tinha muita visão de que a Receita Federal era pra tributar e arrecadar loucamente, sabe?

 

Repórter Gabriela Noronha: Alexandre Martins, inspetor da alfândega, conta que a ideia é explicar o papel que o Ministério da Fazenda, por meio da Receita Federal, tem desempenhado na proteção da sociedade.

 

Inspetor - Alexandre Martins: Quando estiver submetido a algum procedimento, vão entender o que está acontecendo e, mais do que isso, vão ser cidadãos mais conscientes dos seus direitos e também dos seus deveres, né?

 

Repórter Gabriela Noronha: O papel da Receita inclui também a segurança pública, porque atua no combate a crimes como lavagem de dinheiro, contrabando de armas, de munição, de drogas e ações terroristas. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Aírton: E o governo continua apoiando nossos atletas olímpicos.

 

Gláucia: De olho nas próximas Olimpíadas, no Japão, em 2020, o Ministério do Esporte divulgou mais uma lista do Bolsa Pódio.

 

Aírton: São mais 56 atletas contemplados essa semana, e que se unem com outros 186 que tiveram seus nomes aprovados em maio.

 

Repórter Luana Karen: 238 atletas estão no novo ciclo do Programa Bolsa Pódio. Os atletas desta modalidade recebem uma bolsa, que varia de R$ 5 mil a R$ 15 mil por mês. A ginasta Flávia Saraiva está neste time.

 

Ginasta - Flávia Saraiva: A gente treina muito mais tranquilo do que a gente vai treinar sem o dinheiro, sabe, sem a ajuda de vocês.

 

Repórter Luana Karen: A categoria Pódio, a mais alta do Programa Bolsa Atleta, é aquela onde o esportista tem chances reais de disputar uma final e ganhar medalhas. O impacto do programa foi medido nos Jogos Rio 2016. Como lembra o ministro do Esporte, Leonardo Picciani.

 

Ministro do Esporte - Leonardo Picciani: É uma grande conquista do nosso país ter sediado os Jogos Olímpicos, e nos cabe agora manter essa chama acesa e o esporte, como na vida, precisa de vocês, precisa dos ídolos pra motivar, que as pessoas queiram praticar mais esporte.

 

Repórter Luana Karen: Das 19 medalhas olímpicas conquistadas pelo Brasil, só a do futebol masculino não tinha bolsista. Já nos Jogos Paralímpicos, todas as 72 medalhas brasileiras foram conquistadas por pessoas patrocinadas pelo Bolsa Atleta. Reportagem, Luana Karen.

 

Gláucia: E toda a estrutura da Força Aérea Brasileira construída pra dar suporte aos atletas olímpicos está sendo redirecionada ao atendimento de programas sociais.

 

Aírton: O objetivo é incentivar o esporte, envolvendo as comunidades do entorno.

 

Gláucia: A repórter Natália Melo conta pra gente como mais de 500 crianças em situação de risco têm acesso a essas instalações e ganham a oportunidade de aprender por meio do esporte.

 

Repórter Natália Melo: Rio de Janeiro, 2h da tarde. Mal termina o horário de sair da escola e os jovens moradores de comunidades cariocas já estão prontos para mais um dia de treinamento. É hora de vestir o uniforme, alongar e correr pra aquecer. Na vida desses meninos não tem espaço pra moleza, e é no Centro de Treinamento Olímpico da Aeronáutica, no Rio de Janeiro, que crianças e adolescentes de projetos sociais correm atrás de um grande futuro. O local abrigou atletas do Brasil e do mundo durante os Jogos Olímpicos em 2016, um legado que agora ajuda a descobrir novos talentos, segundo a treinadora Maria Cecília Queiroz.

 

Treinadora - Maria Cecília Queiroz: Essas crianças, a maioria vêm de escolas públicas da região de Realengo, Bangu, daqui mesmo. O objetivo final é que essa criança seja um campeão, não só na vida, mas também, se for possível, no esporte, no atletismo. Que ele chegue a uma Olimpíada, a grandes competições.

 

Repórter Natália Melo: Além da estrutura que já fazia parte do Centro de Treinamento da Aeronáutica, o lugar ganhou mais uma pista de atletismo, um ginásio poliesportivo, um alojamento para os esportistas, um centro de estudos e uma piscina coberta aquecida, a única do Rio de Janeiro. O estudante Ricardo Monteiro entrou no mundo do atletismo cedo e conta que o esporte abriu muitas portas em sua vida, como uma bolsa para estudar educação física. Para o jovem, uma boa estrutura é fundamental para a formação de campeões.

 

Estudante - Ricardo Monteiro: A gente sabe que em muitos lugares tem crianças que têm uma pista de carvão, uma pista de areia, e acaba desmotivando por falta de estrutura.

 

Repórter Natália Melo: E as crianças e adolescentes convivem com atletas de ponta, que também usam a estrutura para treinar. É o que conta o vice-presidente da comissão de Desportes da Aeronáutica, Coronel de Infantaria Pedro Celso Galiardi.

 

Vice-presidente da Comissão de Desportes da Aeronáutica - Pedro Celso Galiardi: Nós já fazíamos isso antes dos Jogos, né? Com a estrutura pré-existente. E nós estamos agora buscando incentivar ainda mais a participação de crianças de projetos sociais, que tem um viés pro alto desempenho.

 

Repórter Natália Melo: O Ministério do Esporte investiu R$ 58 milhões nas novas instalações do Centro de Treinamento da Aeronáutica, para as Olimpíadas. Hoje, mais de 500 crianças e adolescentes de projetos sociais do Rio de Janeiro utilizam o espaço. Reportagem, Natália Melo.

 

Aírton: 46 milhões de brasileiros foram vacinados contra a gripe.

 

Gláucia: A campanha do Ministério da Saúde terminou na última sexta-feira e imunizou mais de 80% do público alvo: gestantes, idosos, crianças e professores.

 

Aírton: Além desses, neste ano, o governo decidiu liberar a vacina para toda a população durante a última semana da campanha, para evitar desperdício, já que havia um estoque disponível de 10 milhões de doses.

 

Gláucia: Desses, quase 2 milhões de pessoas foram imunizadas, e os estados que ainda têm doses em estoque podem continuar vacinando a população.

 

Aírton: Essas foram as notícias do Governo Federal.

Gláucia: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Aírton: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gláucia: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Aírton: Boa noite pra você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso."