17/06/2011 - A Voz do Brasil

O Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012 foi lançado hoje pela presidenta Dilma Rousseff com foco na agricultura sustentável. Mais de R$ 3 bilhões estarão disponíveis para financiar a produção agropecuária que respeite o meio ambiente. A Caatinga é um bioma que ocupa 11% do território nacional e também é alvo dos desmatadores. Mas de acordo com dados divulgados hoje pelo Ibama o ritmo de destruição da Caatinga caiu entre os anos de 2008 e 2009. Começa amanhã a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a paralisia infantil. O Brasil está livre da poliomielite há mais de 20 anos. O último caso da doença no país foi registrado em 1989, na Paraíba. E em 94, o país recebeu da Organização Mundial da Saúde, OMS, o certificado de eliminação da doença. Tudo isso você ouviu hoje na Voz do Brasil

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Transcrição

Apresentadora Kátia Sartório: Agricultura sustentável é prioridade no Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012, anunciado hoje pela presidenta Dilma.

Apresentador Luciano Seixas: Diminui o desmatamento na caatinga.

Kátia: Começa, amanhã, a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Paralisia Infantil.

Luciano: Sexta-feira, 17 de junho de 2011.

Kátia: Está no ar a sua voz.

Luciano: A nossa voz.

Kátia: A Voz do Brasil.

Luciano: Boa noite. Aqui, nos estúdios da EBC Serviços, eu, Luciano Seixas, e Kátia Sartório.

Kátia: O Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012, que nós antecipamos as informações ontem, aqui, na Voz do Brasil, foi lançado hoje pela presidenta Dilma Rousseff, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Luciano: O foco deste plano é a agricultura sustentável, com mais de R$ 3 bilhões para financiar a produção agropecuária que respeite o meio ambiente. Gabriela Mendes acompanhou o lançamento e tem as informações.

Repórter Gabriela Mendes (Ribeirão Preto-SP): A produção agropecuária brasileira vai contar com R$ 107,2 bilhões para financiar a próxima safra. O valor é 7,2% maior que o da safra 2010/2011. O crédito faz parte do plano anunciado nesta sexta-feira pela presidenta Dilma Rousseff. O Plano Agrícola tem como foco a produção sustentável. De acordo com a presidenta Dilma Rousseff, o Programa Agricultura de Baixo Carbono, lançado há um ano, vai incorporar todas as atividades voltadas à produção com preservação ambiental e vai contar com R$ 3,15 bilhões, com taxas de juros de 5,5% ao ano e prazo de 15 anos para pagar.

Presidenta Dilma Rousseff: A meta de práticas ambientalmente sustentáveis, a adoção delas e a percepção que não havia contradição entre eficiência e melhoria da produtividade a essas práticas. Notadamente, plantio direto sobre a palha, fixação de nitrogênio no solo e rotação, lavoura pecuária. Portanto, também, a política, o plano chamado Plano ABC, que é um plano que visa garantir e assegurar a agricultura de baixo carbono, ele é essencial para que nós tenhamos também competitividade internacional. E as taxas de juro que eles contemplam permitem que haja um grande incentivo para serem adotados.

Repórter Gabriela Mendes (Ribeirão Preto-SP): O plano traz, ainda, novidades para o produtor. Uma delas é uma linha de financiamento específica para pecuária, que vai possibilitar a compra de matrizes e reprodutores. Cada criador vai poder contratar até R$ 750 mil para compra de reprodutores bovinos e búfalos. Os criadores também vão ter mais crédito para custeio, o limite passa de R$ 275 mil para R$ 650 mil. O governo quer, ainda, aumentar a produção de cana-de-açúcar. Para isso, criou uma linha de crédito que vai financiar a renovação e expansão dos canaviais brasileiros. A intenção, de acordo com o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, é atender a demanda pelo etanol e estabilizar o preço dos combustíveis.

Ministro da Agricultura - Wagner Rossi: Nós estamos lançando financiamento de renovação de canaviais, por quê? Porque do ponto de vista da agricultura, o grande estrangulamento é a falta de renovação de canaviais, que está diminuindo a produtividade. Nos últimos dois anos, Presidente, nós perdemos produtividade em cana-de-açúcar, que somos grandes espertos. E, agora, nós estamos lançando para o produtor independente, para os fornecedores, um programa de financiamento, em quatro anos, de até 20% dos seus canaviais por ano, ou R$ 1 milhão para cada produtor, em cada safra.

Repórter Gabriela Mendes (Ribeirão Preto-SP): A expectativa do governo federal é que a próxima safra de grãos cresça mais de 5%, saindo dos atuais 161,5 milhões e chegando a 170 milhões de toneladas. De Ribeirão Preto, em São Paulo, Gabriela Mendes.

Kátia: Ainda, em Ribeirão Preto, a presidenta Dilma Rousseff garantiu que o regime de contratação especial para as obras da Copa do Mundo de 2014 vai garantir economia de gastos ao Brasil.

Luciano: Para a presidenta Dilma, haverá transparência durante os processos de licitação. Ela explicou que tanto o Tribunal de Contas da União quanto a Controladoria-Geral da União vão ter acesso aos preços sugeridos para as obras durante todo o período de licitação.

Repórter: Repórter Angélica Coronel (Brasília-DF): Pela medida provisória aprovada pela Câmara dos Deputados, as empresas que participarem das licitações não vão ter acesso ao orçamento do governo para as obras da Copa do Mundo de 2014. Em Ribeirão Preto, a presidenta Dilma disse que o sigilo vai ajudar a diminuir o preço das obras.

Presidenta Dilma Rousseff: Quem não sabe o valor é quem está dando o lance. Por que ele não sabe? Porque, se ele souber que eu dou, vamos supor, vamos fazer uma hipótese, vamos supor que ele ache que é 100, o número 100. Vamos supor que no orçamento do governo esteja 120. A hora que ele ver que é 120 o valor mínimo, ele vai para 120. Este foi um recurso que nós usamos para diminuir os preços das obras da Copa. Não há, da parte do governo, nenhum interesse em ocultar. Pelo contrário, de quem que não se oculta, não se oculta da sociedade depois que ocorreu o lance, e não se oculta antes do lance dos órgãos de controle.

Repórter Angélica Coronel (Brasília-DF): Em Brasília, o ministro do Esporte, Orlando Silva, lembrou que outros países já adotam a mesma norma, e garantiu que apenas as obras que realmente são necessárias para a realização do evento vão fazer parte do projeto da Copa do Mundo.

Ministro do Esporte - Orlando Silva: Vamos incorporar na matriz de responsabilidade da Copa do Mundo projetos que de fato sejam relevantes para a Copa do Mundo. Não vamos aceitar nenhum tipo de enganação, nenhum tipo de artificialidade para de dizer que é para Copa, para atender um interesse específico.

Repórter Angélica Coronel (Brasília-DF): O texto base dessa medida provisória ainda pode sofrer alterações. Falta o Congresso votar os destaques, que são partes do texto votadas separadamente. De Brasília, Angélica Coronel.

Kátia: A caatinga, Luciano, é um dos nossos biomas e ocupa 11% do território nacional nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, sul e leste do Piauí e, também, o norte de Minas.

Luciano: A região tem clima semiárido e pouca chuva, Kátia, mas é rica em diversidade de plantas e animais.

Kátia: Por isso mesmo a caatinga também é alvo dos desmatadores.

Luciano: É verdade, mas de acordo com dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Ibama, o ritmo de destruição da caatinga caiu entre os anos de 2008 e 2009. Ana Gabriella Sales.

Repórter Ana Gabriella Sales (Brasília-DF): A redução no desmatamento da caatinga foi constatada pelo monitoramento do Ibama entre 2008 e 2009, quando a taxa média anual foi de 0,23% de área desmatada, o que equivale a 1.921 quilômetros quadrados. De 2002 a 2008, a média anual era de 0,28%. Os estados que mais de desmataram foram Bahia, Ceará e Piauí. Uma das principais causas de desmatamento é a extração ilegal da mata nativa para produzir lenha e carvão vegetal. De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a caatinga é uma das prioridades do governo para o combate ao desmatamento, que já destruiu 45% do bioma.

Ministra do Meio Ambiente - Izabella Teixeira: É um dado melhor porque diminuiu o ritmo em relação a 2002/2008, mas ainda é importante que a gente tenha iniciativa de sustentabilidade, de recuperação, de manejo adequado da caatinga para não perder esse bioma, que é único no planeta e absolutamente estratégico para a qualidade aqui do nosso país, em particular nos estados em que ele tem ocorrência determinante.

Repórter Ana Gabriella Sales (Brasília-DF): Hoje, também, se comemora o Dia Mundial de Combate à Desertificação, problema que atinge 16% do Brasil e também a caatinga. Durante a cerimônia, a ministra Izabella Teixeira aproveitou para divulgar convênio confirmado entre o Ministério do Meio Ambiente e o Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal, que vai destinar R$ 6 milhões a projetos que promovam o uso sustentável dos recursos naturais da caatinga. Quem explica é João Urbano Duarte, vice-presidente da Caixa.

Vice-presidente da Caixa - João Urbano Duarte: A sustentabilidade do fundo, do ponto de vista de recursos, é a partir dos 2% do lucro da Caixa, que a cada ano nós esperamos que seja maior, para que a contribuição possa ser maior também.

Repórter Ana Gabriella Sales (Brasília-DF): O edital para a seleção dos projetos será publicado na próxima semana. De Brasília, Ana Gabriella Sales.

Kátia: Amanhã é o Dia “D” de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, mais conhecida por paralisia infantil.

Luciano: A pólio é uma doença infectocontagiosa grave, que, na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas fica com sérias lesões, que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente, nos membros inferiores. A doença é causada e transmitida por um vírus, o poliovírus, e a infecção se dá, principalmente, por via oral.

Kátia: O Brasil está livre da poliomielite há mais de 20 anos. O último caso da doença, no país, foi registrado em 1989, na Paraíba.

Luciano: E, em 94, o país recebeu da Organização Mundial de Saúde, OMS, o certificado de eliminação da doença. Vamos saber agora por que é importante continuar vacinando as crianças. Nosso editor João Fagundes Neto é vem vai explicar. Boa noite, João.

Editor João Fagundes Neto: Boa noite, Luciano. Boa noite, Kátia e ouvintes. Pois bem, mesmo que a doença não exista no Brasil há mais de 20 anos, as crianças precisam ser vacinadas porque o vírus da paralisia infantil permanece ativo em outros países. De acordo com a OMS, 26 países ainda registram casos da doença, e quatro deles são endêmicos, ou seja, possuem transmissão constante: o Afeganistão, a Índia, a Nigéria e o Paquistão.

Kátia: João, como a gente citou agora, amanhã é o início da primeira etapa da campanha contra a paralisia infantil. E quando as crianças vão receber a outra dose dessas gotinhas?

Editor João Fagundes Neto: Olha só, Kátia, depois de serem vacinadas, neste sábado, as crianças precisam tomar o reforço da vacina no dia 13 de agosto. Em cada etapa, a meta é vacinar 95% nas crianças menores de 5 anos de idade, isso representa mais de 14 milhões de crianças no país.

Luciano: João, pelo número de crianças, a gente imagina que muitos profissionais estão envolvidos na campanha, não é? Você tem os números?

Editor João Fagundes Neto: Tenho sim, Luciano, olha só: são 350 mil profissionais de saúde que vão trabalhar amanhã, em todo o país. E um recado importante que o Ministério da Saúde pede para a gente divulgar é que os pais ou responsáveis levem a carteira de vacinação das crianças para atualização das doses aplicadas.

Kátia: Mas quem esquecer a carteira de vacinação tem problema não, não é, João?

Editor João Fagundes Neto: De jeito nenhum, Kátia. Pode ir tranquilo, que a criança vai ser vacinada sim. O importante é imunizar todo mundo.

Luciano: João, quanto o governo está investindo nessa operação contra a paralisia infantil?

Editor João Fagundes Neto: Para as duas fases da campanha, o Ministério da Saúde investiu mais de R$ 46 milhões para comprar e distribuir as vacinas em todo o país.

Kátia: A gente sabe, João, que em alguns lugares aqui do Brasil, junto com a gotinha para evitar a paralisia, vai ter também vacinação contra o sarampo, não é?

Editor João Fagundes Neto: Isso mesmo, Kátia. Amanhã, em municípios de oito estados, os postos também vão estar vacinando crianças, com até 7 anos de idade, contra o sarampo. São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Bahia, Ceará e Alagoas são os estados.

Luciano: E por que o Ministério da Saúde tomou essa medida?

Editor João Fagundes Neto: Luciano, é o seguinte: alguns países da Europa, principalmente a França, estão enfrentando um surto da doença. Por isso a vacinação contra o sarampo foi antecipada, aqui, no Brasil, como medida preventiva. Quem adiantou essa informação para gente foi o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch. Ele explicou, inclusive, quais são os sintomas do sarampo para quem está nos ouvindo ficar alerta.

Diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde - Cláudio Maierovitch: É uma doença que, geralmente, começa com febre, mal-estar, de início parece um resfriado, um pouco de coriza, e que, em seguida, muda um pouco de aparência com manchas vermelhas aparecendo na pele e com uma irritação nos olhos parecendo uma conjuntivite, permanecendo a febre no início deste quadro, ainda de manchas vermelhas, que depois se alastram pelo corpo. Então, na presença de qualquer desses sinais em pessoas que vieram recentemente da Europa ou que tiveram contato com gente que veio da Europa, mesmo contato rápido, eventualmente uma viagem de avião no mesmo avião, essas pessoas devem procurar o serviço de saúde para ver se não estão com sarampo.

Editor João Fagundes Neto: Vale lembrar a todo mundo que vão ser 115 mil postos de vacinação no país. O horário de atendimento varia de acordo com a cidade. E quem perder a vacinação amanhã pode procurar o posto de saúde depois, porque a vacina contra a pólio fica disponível o ano todo.

Luciano: Obrigado, João Fagundes Neto, pelas informações. Vamos ouvir, agora, o ‘jingle’ da campanha do Zé Gotinha.

- Ei, onde vai todo mundo?

- Vamos vacinar!

- Eu viro aqui ou viro ali, é direita ou é esquerda, não pode ficar perdido e nem errar o caminho. Se é para proteger, siga o Zé Gotinha, leve a carteirinha!

- Sábado, 18 de junho, leve as crianças menores de 5 anos a um posto de vacinação para tomar a primeira dose da vacina contra a paralisia infantil. Ministério da Saúde, governo federal.

Kátia: Sete e catorze.

Luciano: O corte no Orçamento Geral da União deste ano, de R$ 50 bilhões, não vai afetar a segunda edição do Programa Minha Casa, Minha Vida, lançada ontem pelo governo.

Kátia: A afirmação é da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, que participou, hoje, do programa Bom Dia, Ministro.

Ministra do Planejamento - Miriam Belchior: Inclusive, este ano, nós temos 5% a mais de recursos no Programa Minha Casa, Minha Vida que tivemos no ano de 2010, no ano passado. Então, nós não temos nenhuma preocupação, nós já entregamos 300 mil unidades do Minha Casa, Minha Vida, no Brasil inteiro. Até o final do ano, devemos entregar mais 300 mil. Portanto, o ritmo de obras continua acelerado, porque isso é fundamental, não só para garantir acesso à população de baixa renda a unidades habitacionais, mas também para criar emprego e renda no nosso país e o nosso país continuar crescendo.

Luciano: E como ter acesso aos recursos do Programa Minha Casa, Minha Vida?

Kátia: Quem respondeu hoje essa pergunta, também no programa Bom Dia, Ministro, foi a secretária nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães.

Como acessar o Minha Casa, Minha Vida? Eu faço essa pergunta pelo seguinte. Aqui, em Brasília, por exemplo, no Setor Comercial Sul, tem pessoas no meio da rua oferecendo o Minha Casa, Minha Vida. Qual é o caminho correto para que a pessoa tenha acesso a um imóvel no Minha Casa, Minha Vida 2?

Secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades - Inês Magalhães: Qual é o procedimento nesses casos de financiamento? A pessoa pode comprar um imóvel diretamente com a empreiteira, um imóvel na planta, ou pode ir à Caixa Econômica pegar o que nós chegamos de carta de crédito, para que ela vá ao mercado e compre um imóvel novo, no programa, dentro dos parâmetros que ele estabelece.

Kátia: Então essas pessoas que estão no meio da rua oferecendo, elas também podem estar envolvidas nesse processo?

Secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades - Inês Magalhães: Não, para o cadastramento das famílias para até R$ 1.600,00 é a prefeitura a responsável por esse cadastro.

Kátia: Então tem que procurar a prefeitura.

Secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades - Inês Magalhães: A prefeitura. E, aqui, no governo, a Codhab, não é?

Kátia: Aqui, no caso...

Secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades - Inês Magalhães: A Codhab.

Luciano: A Codhab, que a secretária Inês Magalhães se refere, é a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal.

Kátia: E o Banco do Brasil, como anunciamos ontem, aqui, na Voz do Brasil, Luciano, agora vai atender também a população com renda de zero a três salários mínimos que ainda não tem casa própria e que quer financiar um imóvel pelo Programa Minha Casa, Minha Vida 2.

Luciano: A previsão é de que este tipo de atendimento no Banco do Brasil comece no ano que vem.

Kátia: Segundo o secretário do Programa de Aceleração do Crescimento, do Ministério do Planejamento, Maurício Muniz, a entrada do Banco do Brasil é muito importante para atender quem ganha até R$ 1.600,00 por mês.

Repórter Cleide Lopes (Brasília-DF): O Banco do Brasil já vinha atuando no financiamento de imóvel para pessoas na faixa de três a dez salários mínimos, em municípios com população acima de 50 mil habitantes. Agora, em parceria com a Caixa Econômica Federal, o banco vai conceder o empréstimo, por meio do Minha Casa, Minha Vida 2, também para quem tem renda menor, de zero a três salários. Maurício Muniz, coordenador do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, explica que essas pessoas representam a maioria da população que não tem casa própria.

Coordenador do Programa de Aceleração do Crescimento - Maurício Muniz: É a faixa onde a gente tem o maior déficit habitacional, portanto, é a faixa que vai ter a maior quantidade de unidades, dá 1,2 milhão, e é importante a entrada do Banco do Brasil como mais uma alternativa para a população poder procurar a sua habitação.

Repórter Cleide Lopes (Brasília-DF): O vice-presidente de Negócios do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, explica melhor como será a participação do banco no programa, concedendo financiamentos para quem ganha até R$ 1.600,00 por mês.

Vice-presidente de Negócios do Banco do Brasil - Paulo Rogério Caffarelli: O Banco do Brasil assumiu a responsabilidade de contratar 20% do total dessas moradias que estão previstas até 2014. Ou seja, de um total de 2,4 milhões de moradias, excluindo o volume das moradias que estão em municípios abaixo de 50 mil habitantes, nós temos aí uma participação do banco com 444 mil moradias. E a nossa intenção é que, já em setembro, a gente tenha o nosso primeiro projeto-piloto para que, em janeiro, nós possamos aí iniciar com força total.

Repórter Cleide Lopes (Brasília-DF): Com a ajuda do Banco do Brasil, a meta do Programa Minha Casa, Minha Vida 2 é construir 2 milhões de moradias até 2014. A presidenta Dilma Rousseff disse que o programa ganhou um grande aliado.

Presidenta Dilma Rousseff: A Caixa vai continuar com a sua garra, com a sua competência, a sua capacidade. E, agora, nós temos também o Banco do Brasil atuando na camada de renda da chamada faixa 1, que é o até R$ 1.600,00. Isso vai potencializar o nosso programa.

Repórter Cleide Lopes (Brasília-DF): O valor da prestação não vai passar de 10% da renda de quem conseguir o financiamento. De Brasília, Cleide Lopes.

Luciano: Em visita ao Brasil, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que ontem foi recebido pela presidenta Dilma, conheceu hoje nossas políticas de combate à fome e à pobreza.

Repórter Aline Bastos (Brasília-DF): O Programa Brasil Sem Miséria, lançado esse mês pelo governo, foi apresentado ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que estava interessado em saber o que o país vem fazendo para erradicar a extrema pobreza. Ele já conhecia o Bolsa-Família e disse que é uma iniciativa bem-sucedida para garantir renda à população carente e ajudar no combate à pobreza. Além disso, o Brasil fechou acordo com as Nações Unidas para a criação de indicadores e estatísticas para controlar, com precisão, quantos brasileiros entram e saem da miséria, e como se dá esse processo, como disse a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome - Tereza Campello: Como vocês sabem, os R$ 70,00, que é o que é considerado extrema pobreza para o Plano Brasil Sem Miséria, tem como referência também a referência das Nações Unidas, da meta número um dos objetivos do milênio, que tem um valor muito próximo. Portanto, a construção desses indicadores permitirá que o Brasil possa estar sendo comparado com outros países, e que, ao atingir essa meta de superar a extrema pobreza, nós sejamos de fato um primeiro país em desenvolvimento, a estar atingindo a meta de superação da extrema pobreza.

Repórter Aline Bastos (Brasília-DF): A ONU quer realizar, no ano que vem, uma reunião, aqui, no Brasil, com ministros de desenvolvimento social e equivalentes de todo o mundo para trocar experiências no combate à fome. De Brasília, Aline Bastos.

Luciano: Foi publicada, no Diário Oficial da União de hoje, a nomeação de Henrique Meirelles como representante da União no Conselho Público Olímpico.

Kátia: Com isso, o ex-presidente do Banco Central passa a ocupar o cargo de Presidente da Autoridade Pública Olímpica, responsável pela coordenação das ações federais, estaduais e municipais para os jogos olímpicos de 2016, aqui, no Brasil.

Luciano: O Ministério das Relações Exteriores do Brasil anunciou, hoje, que os Estados Unidos desistiram de recorrer de uma decisão da Organização Mundial do Comércio, OMC, que os obriga a acabar com barreiras à importação do suco de laranja brasileiro.

Kátia: Em nota, o Itamaraty informa que o Brasil ficou satisfeito com essa decisão e confia que os Estados Unidos cumpram as determinações da OMC, no prazo de nove meses.

Luciano: O suco de laranja brasileiro está sujeito, nos Estados Unidos, a uma medida de defesa comercial, chamada de ‘antidumping’, que significa que o produto é vendido no mercado americano por um preço mais baixo que no mercado brasileiro, o que prejudica os produtores e exportadores nacionais.

Kátia: A decisão da OMC é que o governo norte-americano acabe com essas práticas até março do ano que vem.

Luciano: E muitos contribuintes estão denunciando à Receita Federal que receberam, pelo correio, uma carta pedindo informações pessoais e fazendo intimações em nome do órgão.

Kátia: De acordo com a Receita, essas cartas são falsas. Em nota, a instituição afirma que não faz esse tipo de comunicação com os contribuintes.

Luciano: A Receita alerta que também são falsos os avisos por e-mails comunicando pendências na Declaração do Imposto de Renda.

Kátia: Denúncias e pedidos de informação podem ser feitos pelo Receitafone, no 146, e também na página www.receita.fazenda.gov.br.

Luciano: E a Voz do Brasil tem uma novidade para os ouvintes e também para quem segue a gente pelo Twitter, Kátia. Agora é possível não somente ouvir a Voz, mas também acessar pela internet todo o nosso conteúdo em formato de texto.

Kátia: Isso mesmo, Luciano. Inclusive, eu mesma acessei as transcrições dos últimos programas e vi que todo o programa que a gente faz, do Poder Executivo, ou seja, os primeiros 25 minutos do noticiário, produzidos pela EBC, está disponível, inclusive, com as reportagens, entrevistas, entradas ao vivo.

Luciano: E olha, para quem quiser ter acesso a esse conteúdo, que é mais uma forma de acesso à informação pública, inclusive para quem tem deficiência auditiva, por exemplo, não pode nos ouvir, basta acessar www.ebcservicos.ebc.com.br. É ebcservicos, tudo junto, sem o cedilha, .ebc.com.br. No canto esquerdo da página, basta clicar em A Voz do Brasil, e, em seguida, no ‘link’ transcrições.

Kátia: Você ouviu hoje, na Voz do Brasil.

Luciano: Agricultura sustentável é prioridade no Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012, anunciado hoje pela presidenta Dilma.

Kátia: Diminui o desmatamento na caatinga.

Luciano: Começa, amanhã, a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Paralisia Infantil.

Kátia: Esse foi o noticiário do Poder Executivo, uma produção da equipe de jornalismo da EBC Serviços.

Luciano: Siga a Voz do Brasil no Twitter: twitter.com/avozdobrasil. Voltamos segunda-feira, boa noite.

Kátia: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite a todos, um bom fim de semana e até segunda.