20/07/2011 - A Voz do Brasil

O estado da Paraíba vai receber até o início da próxima semana R$ 5 milhões do Ministério da Integração Nacional para ações emergenciais de socorro e assistência às vítimas da chuva. De acordo com Defesa Civil do estado, 42 cidades foram atingidas, 29 decretaram situação de emergência e mais de mil pessoas estão desabrigadas. O programa Saúde Toda Hora, lançado pelo Ministério da Saúde, oferece atendimento em casa para pacientes do SUS que têm dificuldade de locomoção e precisam de cuidados especiais, mas não necessitam de internação. O Ministério da Agricultura enviou equipes do Departamento de Saúde Animal para acompanhar o controle da febre aftosa nos estados do Nordeste e Norte do país. E os primeiros resultados indicam que pelo menos 7 estados podem receber o status de livre da doença com vacinação. Tudo isso você ouviu hoje na Voz do Brasil.

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Transcrição


A VOZ DO BRASIL – 20.07.2011

Apresentadora Edla Lula: Paraíba vai receber R$ 5 milhões do governo federal para socorro de emergência às vítimas da chuva.

Apresentador Luciano Seixas: Novo programa do Ministério da Saúde oferece atendimento em casa para pacientes do SUS que têm dificuldade de locomoção e precisam de cuidados especiais.

Edla: Ministério da Agricultura faz auditorias para acompanhar o controle da febre aftosa no Norte e Nordeste do país.

Luciano: Quarta-feira, 20 de julho de 2011.

Edla: Está no ar a sua voz.

Luciano: A nossa voz.

Edla: A Voz do Brasil.

Luciano: Boa noite! Aqui, nos estúdios da EBC Serviços, eu, Luciano Seixas, e Edla Lula.

Edla: O estado da Paraíba vai receber R$ 5 milhões do Ministério da Integração Nacional para ações emergenciais de socorro e assistência às vítimas da chuva.

Luciano: O anúncio foi feito hoje, pelo Ministério da Integração, depois de fazer uma avaliação inicial dos prejuízos.

Edla: Ainda de acordo com o Ministério da Integração, o dinheiro deve ser liberado até o início da próxima semana.

Luciano: E de acordo com a Defesa Civil da Paraíba, 42 cidades foram atingidas, 29 decretaram situação de emergência e mais de mil pessoas estão desabrigadas.

Edla: E, na manhã de hoje, a presidenta Dilma Rousseff ligou para os governadores Ricardo Coutinho, da Paraíba, e Eduardo Campos, de Pernambuco, para oferecer ajuda do governo federal.

Luciano: O secretário nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, sobrevoou cidades da Paraíba atingidas pela chuva e conversou com a jornalista Maeva Campos sobre o apoio do governo federal ao estado. Vamos ouvir.

Repórter Maeva Campos: Secretário, a Paraíba, hoje com 29 municípios, já está em situação de emergência. O senhor fez o sobrevoo nas principais áreas atingidas, e a gente quer saber que providências serão tomadas a partir dessa visita que o senhor fez.

Secretário nacional de Defesa Civil - Humberto Viana: Na verdade, as providências foram começadas a ser adotadas desde ontem, com reunião que nós tivemos com o governador Ricardo Coutinho e sua equipe, através de um Gabinete de Gestão de Crises, instalado no próprio Palácio do governador. Então, o que é que nós adotamos como providência, diante de uma avaliação preliminar? Disponibilizamos 10 mil cestas-básicos para o estado, disponibilizamos 150 barracas para abrigamento de pessoas que possam ser necessário utilizar, fizemos o recolhimento dos dados oficiais que o governo tem, para que possa ser disponibilizado à Secretaria Nacional para efeito do reconhecimento da situação de emergência e estado de calamidade, e aí possa se disponibilizar os recursos para o primeiro socorro, que é aquele que atende às pessoas. Eu quero esclarecer isso porque sempre se tem a impressão que o primeiro orçamento já é para reconstruir e reabilitar. Não. Nesse momento, ainda não é possível, as águas nem baixaram.

Repórter Maeva Campos: Secretário, a Defesa Civil do estado passou um dado prévio de 1.922 pessoas desabrigadas e um total de 19.753 pessoas desalojadas. O que o senhor viu neste sobrevoo? A situação é realmente complicada nessa região?

Secretário nacional de Defesa Civil - Humberto Viana: Nós sobrevoamos oito cidades que são, em tese, aquelas que teriam sido mais atingidas pelas águas. Tem população na região ribeirinha, principalmente, que ainda se encontra em situação de dificuldade. De fato, a gente precisa dar apoio a essas populações, tornar a fluidez... O acesso delas, que estavam isoladas, é um primeiro trabalho a ser feito, e atendê-las, para que as doenças decorrentes de uma situação de acúmulo de água, que vem a gripe, que vem... todos esses problemas com os insetos, isso possa ser minimizado.

Repórter Maeva Campos: Conversamos com o secretário nacional de Defesa Civil, do Ministério da Integração Nacional, Humberto Viana. Obrigada pela participação do senhor no programa A Voz do Brasil.

Secretário nacional de Defesa Civil - Humberto Viana: Muito obrigado.

Edla: E, nesta quarta-feira, o secretário de Defesa Civil esteve em Recife para definir como será a ajuda ao estado de Pernambuco.

Luciano: Pacientes que precisam de procedimentos de urgência vão ter melhor atendimento.

Edla: Isso vai ser possível com o Programa Saúde Toda Hora, lançado pelo Ministério da Saúde.

Luciano: Entre as novidades está o atendimento na casa dos pacientes que precisam de acompanhamento médico, mas não necessitam de internação. Angélica Coronel.

Repórter Angélica Coronel (Brasília-DF): Duas cirurgias e dois AVCs, acidentes vasculares cerebrais, fizeram da cama o lugar em que o aposentado José Antonio Oliveira passa a maior parte do dia. Se é difícil levantar, imagine ir até o consultório médico.

Aposentado - José Antonio Oliveira: Eu não posso ir, eu não tenho carro.

Repórter Angélica Coronel (Brasília-DF): Na casa do aposentado, todos trabalham. Mesmo assim, não sobra dinheiro para comprar uma cadeira de rodas, algo que facilite o transporte até o posto de saúde. Pensando nessas pessoas e também em diminuir a lotação nos hospitais, o Ministério da Saúde lançou o Programa Saúde Toda Hora. Pacientes com dificuldades de locomoção ou peso, que necessitam de cuidados intensivos, mas não de internação, vão ter acesso ao programa. Helvécio Magalhães, secretário de Atenção à Saúde do Ministério, explica que a ideia faz parte de um conjunto de ações para fortalecer o atendimento de emergência no Sistema Único de Saúde.

Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde - Helvécio Magalhães: Atenção domiciliar nós estamos financiando mil equipes de atenção domiciliar que, junto com o hospital, com a UPA e com o Saúde da Família, vai atender pacientes que não precisavam estar dentro do hospital ou estar na porta de entrada, no pronto-socorro.

Repórter Angélica Coronel (Brasília-DF): O investimento previsto para este ano no programa é de R$ 36,5 milhões. Para quem cuida desse tipo de paciente, como a D. Nilda da Conceição, que é esposa do Sr. José Antonio, o atendimento domiciliar vai ajudar no tratamento.

Nilda da Conceição: Vai ser muito bom, porque é mais... Que o hospital tá muito cheio. Vai diminuir mais gente no hospital.

Repórter Angélica Coronel (Brasília-DF): Segundo o Ministério, deve ser publicada uma portaria para definir como os profissionais da rede básica, como os do Programa Saúde da Família, vão implantar o programa. De Brasília, Angélica Coronel.

Edla: O Ministério da Agricultura enviou equipe do Departamento de Saúde Animal para acompanhar o controle da febre aftosa nos estados do Nordeste e Norte do país.

Luciano: O grupo já visitou Pernambuco, Ceará, Piauí e a região centro-norte do Pará.

Edla: Os primeiros resultados indicam que, pelo menos, sete estados podem receber o status de livre da doença com a vacinação. Confira na reportagem de Aline Bastos.

Repórter Aline Bastos (Brasília-DF): Todo o Brasil segue o calendário de vacinação, exceto Santa Catarina, que tem status internacional de livre da aftosa e sem vacinação. Muitos estados do território nacional se encontram livres da doença com vacinação, só que ainda existem regiões que estão em área de risco – parte do Amazonas, o Amapá e Roraima. Já a parte do Pará e sete estados do Nordeste passaram por recente auditoria do Ministério da Agricultura e, dependendo do resultado, podem passar para o status de livre da doença. É o que explica Plínio Leite Lopes, coordenador do Programa Nacional de Febre Aftosa do Ministério da Agricultura.

Coordenador do Programa Nacional de Febre Aftosa do Ministério da Agricultura - Plínio Leite Lopes: Nessas auditorias, nós procuramos avaliar desde a estrutura dos serviços veterinários instalados nessas regiões até o próprio funcionamento desses serviços, na execução dos procedimentos para erradicação e prevenção da febre aftosa.

Repórter Aline Bastos (Brasília-DF): Para evitar que a doença volte ao Brasil, existem algumas regras. Entre elas, produtos agropecuários, como o queijo, salame e presunto, só entram no país diante de certificação sanitária. A aftosa faz com que o gado tenha lesões na língua e no casco, tenha salivações excessivas e pare de se alimentar por conta da dor. Resultado: prejuízo para o fazendeiro, já que o tempo de abate do animal é prolongado, em função do tratamento demorado. Cristiano Melo, professor de Doenças Infecciosas da Universidade de Brasília, explica que a doença poderia trazer prejuízos comerciais para o Brasil. Isso porque a doença diminui a credibilidade do produtor brasileiro no mercado internacional.

Professor de Doenças Infecciosas da Universidade de Brasília – Cristiano Melo: O mundo trabalha com credibilidade, né? Então, até que se... Até que o mundo, ele tenha noção da dimensão do surto, por conta de questões sanitárias, os mercados, eles são interrompidos, a comercialização, ela é interrompida, por conta do risco de introdução em outros países que, por exemplo, já tiveram a aftosa erradicada, como é o caso dos Estados Unidos.

Repórter Aline Bastos (Brasília-DF): O Brasil é, hoje, o maior exportador de carne bovina do mundo, exporta para 170 países. Tamanha responsabilidade foi conquistada ao longo dos últimos 19 anos, quando o governo implantou o Programa de Erradicação da Febre Aftosa. A última vez que a doença foi registrada aqui, no Brasil, foi no fim de 2005, no Mato Grosso do Sul e no Paraná. De Brasília, Aline Bastos.

Luciano: O rebanho brasileiro conta com milhões de bois e búfalos, e a vacinação contra a febre aftosa é realizada em todos os estados.

Edla: Sete e dez.

Luciano: As obras para a Copa do Mundo de Futebol em 2014 estão em dia, e o país cumpre o planejamento definido com a Federação Internacional de Futebol, Fifa, para a realização do evento.

Edla: A afirmação foi feita hoje, pelo assessor especial de Futebol, do Ministério do Esporte, Alcino Rocha, durante o programa Brasil em Pauta.

Luciano: Ainda segundo o assessor do Ministério do Esporte, o governo acompanha licitações e obras que têm recursos federais e presta todas as informações aos órgãos de controle e acompanhamento, para impedir que haja corrupção.

Assessor especial de Futebol, do Ministério do Esporte - Alcino Rocha: O governo federal tem colaborado com todas as iniciativas dos órgãos de controle, sejam os órgãos de controles da União, como o Tribunal de Contas da União, como os órgãos de controles dos estados, o Tribunal de Contas dos estados, para prestar todas as informações, para que todas essas grandes intervenções tenham o seu devido acompanhamento por cada um desses órgãos.

Edla: E todos os cidadãos podem acompanhar pela internet os investimentos em estádios, aeroportos, transporte urbano, segurança, em cada uma das 12 cidades-sede da Copa de 2014.

Luciano: Para isso, é só acessar a página: www.portaltransparencia.gov.br/copa2014.

Edla: E falando em esporte, Luciano, a quinta edição dos Jogos Mundiais Militares, que estão sendo realizados no Rio de Janeiro, traz uma novidade em relação aos jogos anteriores.

Luciano: Uma não, Edla, três novidades. São as vilas militares, construídas para abrigar as delegações e atletas que vieram de todas as partes do mundo para disputar os jogos.

Edla: Nos Jogos Militares anteriores, os atletas ficavam hospedados em quartéis, por exemplo.

Luciano: E as vilas militares são ecologicamente corretas. Quem explica é o coronel Menna Barreto, gerente de Operações das Vilas Militares.

Gerente de Operações das Vilas Militares - Coronel Menna Barreto: Todas as três vilas, quando elas foram construídas, elas tiveram que ser submetidas ao licenciamento ambiental dos institutos do meio ambiente do município e do estado, que já são bastante rigorosos. Além disso, também, há algumas iniciativas. Como aqui, no caso da Vila Verde, nós temos... A descarga do banheiro é uma descarga ecológica, que você pode ter um maior ou menor fluxo de água. Então, você economiza água nesse sentido. Também foi feito um replantio de árvores. A gente plantou em uma quantidade de... Para cada uma derrubada, 100 outras árvores, em um outro local, como medida compensatória, como eu já disse.

Edla: Quando os Jogos Militares terminarem, as vilas vão ficar como legado para as famílias dos militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.
 
Luciano: São 1.206 apartamentos de três quartos.

Edla: Agora, no ranking de medalhas, a China segue liderando, com 19 medalhas de ouro.

Luciano: O Brasil vem logo atrás, com 14 medalhas de ouro, e a Itália é a terceira colocada, com seis medalhas de ouro.

Edla: Os Conselhos Tutelares e de Direito das Crianças e dos Adolescentes de todo o país estão recebendo questionários da segunda edição da pesquisa Conhecendo a Realidade.

Luciano: Esse estudo vai analisar as principais dificuldades encontradas pelos Conselhos Municipais e Estaduais.

Edla: Com os resultados, vai ser possível estabelecer políticas específicas para essas instituições, para que essas instituições atuem de forma mais eficiente na proteção e defesa dos direitos da criança e do adolescente.

Luciano: Quem explica é a secretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Oliveira. Ela conversou com a nossa editora Adriana Franzin. Vamos ouvir.

Editora Adriana Franzin: Qual é a importância dessa pesquisa para a definição de políticas de fortalecimento dos Conselhos?

Secretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente - Carmen Oliveira: A importância é fundamental, porque o Estatuto da Criança e do Adolescente, ele criou essas duas instâncias novas que não existiam antes, né, quando vigia o Código de Menores. E de um lado é o Conselho de Direitos, que são conselhos municipais, compostos por metade sociedade civil e metade representantes do governo, e também criou uma outra instância nova, que não existia, que são os Conselhos Tutelares, que são pessoas da comunidade, escolhidas pela própria comunidade para serem esses agentes de proteção dos direitos de criança e adolescente nos municípios. Então, nós temos, hoje, 21 anos do ECA e é preciso avaliar como que se deu a implantação dessas duas estruturas novas, e esses dados também vão sinalizar que lacunas existem, o que precisamos investir.

Editora Adriana Franzin: Mas que tipo de informações essa pesquisa procura obter?

Secretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente - Carmen Oliveira: Em 2006, na primeira pesquisa, nós tínhamos 680 municípios sem Conselho Tutelar e, hoje, nós já apontamos 111 municípios apenas. Então, estamos muito próximos da universalização. Então, queremos saber... Se eles estão próximos de ser universalizado, é preciso investir na qualidade do seu funcionamento, e essas estruturas ainda são muito precárias. Nós temos Conselhos Tutelares que, às vezes, não têm nem sala de atendimento no município, para um atendimento mais privativo da criança, do adolescente, da família. Metade desses Conselhos não tem nem telefone fixo, carro para fazer a visita ou o monitoramento dos programas de atendimento. Hoje, nós estamos implantando, desde o final do ano passado, um novo sistema de informação via web, que a notificação do Conselho Tutelar, ela nos chegue de forma on-line, para que a gente possa fazer esse monitoramento nacional. No entanto, nós temos Conselhos Tutelares sem computadores, sem banda larga, para que tenha acesso a esse sistema.

Editora Adriana Franzin: E como e até quando esses questionários tem que ser respondidos.

Secretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente - Carmen Oliveira: Nós precisamos muito dessa disponibilidade dos conselheiros tutelares, dos conselheiros de direitos informarem isso. Vão estar recebendo esses formulários, há praticamente... Um envio já foi feito para todos os municípios, e nós temos até o final do mês, agora, de julho, para o recebimento desses formulários preenchidos.

Editora Adriana Franzin: Conversei com a secretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Oliveira. Muito obrigada pela participação aqui, na Voz do Brasil.

Secretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente - Carmen Oliveira: Obrigada a vocês.

Edla: Todos os ônibus adaptados para pessoas com deficiência já deveriam estar circulando com a certificação de veículos acessíveis do Inmetro. O prazo para cumprir essa determinação terminou em 1° de junho.

Luciano: Mas será que a norma está sendo cumprida? O repórter Adilson Mastelari foi descobrir e conta para a gente.

Repórter Adilson Mastelari (Brasília-DF): As empresas que não obtiveram a certificação do Inmetro, Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, têm de correr contra o tempo porque estão sujeitas a multas que vão de R$ 100,00 a R$ 1 milhão. Os veículos adaptados precisam ter elevador ou rampa para o acesso de cadeirantes e lugares para acomodar os passageiros com deficiência. Além disso, a determinação oferece uma lista de adaptações que podem ser feitas para facilitar, também, o acesso a pessoas com mobilidade reduzida. No caso de deficiência visual, por exemplo, espaço para o transporte do cão-guia. No selo de certificação, vai constar a expressão “Veículo seletivo acessível para transporte coletivo de passageiros”. O presidente da Associação de Deficientes do Gama e entorno do Distrito Federal, Francisco Roques Martins, diz esperar que o transporte coletivo melhore a partir de agora.

Presidente da Associação de Deficientes do Gama e entorno do Distrito Federal - Francisco Roques Martins: Trabalhar com a conscientização das empresas, dos seus funcionários, a própria sociedade, eu acredito que vai melhorar bastante.

Repórter Adilson Mastelari (Brasília-DF): Segundo o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, no Distrito Federal, circulam 2.800 ônibus. Desse total, 600 são adaptados. O resultado disso se reflete na longa espera para conseguir o transporte. O cadeirante Roeslei Otaviano já ficou três horas na parada, e, além das barreiras físicas, segundo ele, falta preparo de muitos motoristas.

Cadeirante - Roeslei Otaviano: Muitos fazem muita cara feia e outros, realmente, se recusam a nos levar, né? Então, é um número pequeno daqueles que se propõem a nos dar auxílio de uma forma mais humana.

Repórter Adilson Mastelari (Brasília-DF): Além de não parar, os ônibus circulam com rampas e elevadores de acesso quebrados. É o que denuncia o representante do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal, Luís Maurício Alves dos Santos.

Representante do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal - Luís Maurício Alves dos Santos: A principal reclamação, na verdade, são os ônibus adaptados quebrados, primeiro pela falta de manutenção das empresas, que têm a obrigação de fazer essa manutenção das empresas, e segundo pela falta de fiscalização por parte do governo, e aí a gente fica aí na mão dessas empresas, contando com a falta de fiscalização, contando com a ajuda das pessoas para poder nos auxiliar e com o bom-humor dos trabalhadores de transporte público, né?

Repórter Adilson Mastelari (Brasília-DF): A gerente de Articulação Externa da Diretoria de Qualidade do Inmetro, Maria Aparecida Martinelli, lembra que a fiscalização já está atenta.

Gerente de Articulação Externa da Diretoria de Qualidade do Inmetro - Maria Aparecida Martinelli: A fiscalização do atendimento a esses regulamentos cabe ao Inmetro, e ela é feita por sua rede de fiscais, pertencentes aos Institutos de Pesos e Medidas, que são órgãos conveniados ao Inmetro, e já foi feita uma grande operação, de 4 a 8 de julho, exatamente para verificar o atendimento a todos esses regulamentos de acessibilidade, tanto para ônibus urbano quanto para ônibus interestadual.

Repórter Adilson Mastelari (Brasília-DF): Para saber mais sobre essa portaria do Inmetro ou denunciar irregularidades no transporte para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, basta acessar o portal: www.inmetro.gov.br. De Brasília, Adilson Mastelari.

Edla: Queima de pneus, fabricação de papel e de cimento, essas são ações que geram substâncias poluentes, que podem fazer mal à saúde.

Luciano: Por isso o Brasil fez um inventário, uma pesquisa, para saber como andam as emissões dos chamados Poluentes Orgânicos Persistentes, os POPs.
Edla: O inventário vai servir para criar políticas públicas de redução desses poluentes. Carla Wathier explica.

Repórter Carla Wathier (Brasília-DF): No setor habitacional da Fercal, em Sobradinho, a cerca de 30 quilômetros de Brasília, a fumaça da fábrica de cimento é vista de longe. O perigo está na produção do material. O processo de combustão pode gerar dioxinas, substâncias que provocam doenças como o câncer e ainda afetam a vida de plantas e animais. São os chamados Poluentes Orgânicos Persistentes, capazes de entrar na cadeia alimentar sem se degradar. Quem mora na região reclama.

Entrevistado: É só problema, e eu nunca me senti bem aqui por causa dessa poluição brava que tem aqui.

Entrevistado: Tem mesmo, mas fazer o que, né? Tem que morar por aqui mesmo. Dá um jeito.

Entrevistada: Tem dia aqui que você não enxerga nem o céu direito de tanta poluição. A minha menina mesmo só vive doente.

Repórter Carla Wathier: E a preocupação é internacional. Em 2001, 92 países, incluindo o Brasil e a Comunidade Europeia, assinaram a Convenção de Estocolmo, que lista 21 Poluentes Orgânicos Persistentes que devem ser combatidos. O Brasil já concluiu uma espécie de raio-x do problema. O levantamento confirmou que, no país, estão presentes dez categorias de fontes de possível emissão de Poluentes Orgânicos Persistentes. Além da produção de cimento, esses poluentes também são encontrados na queima de lixo ou de pneus, na incineração de resíduos, geração de energia, nos transportes. Segundo Ana Paula Leal, gerente de Segurança Química do Ministério do Meio Ambiente, o Brasil está na mesma situação de países industrializados.

Gerente de Segurança Química do Ministério do Meio Ambiente - Ana Paula Leal: Isso mostra para a gente que a gente tem, sim, que tomar ações que permitam que esses valores de emissão, eles diminuam, e daí a importância de a gente ter clareza de que esse primeiro inventário é uma linha de base, e, a partir desse inventário, serão realizados outros inventários ainda sobre dioxinas e furanos para mostrar quão bem-sucedido a gente está sendo nessa tarefa de reduzir essas emissões.

Repórter Carla Wathier: Com o diagnóstico em mãos, o governo trabalha agora na elaboração de um plano de ação para reduzir as emissões e cumprir os objetivos da Convenção. De Brasília, Carla Wathier.

Luciano: E uma última notícia: o Comitê de Política Monetária, Copom, do Banco Central, anunciou, agora há pouco, a nova taxa básica de juros da economia brasileira.

Edla: A taxa Selic subiu de 12,25% ao ano para 12,5% ao ano.

Luciano: A Selic serve de referência para o custo do dinheiro emprestado para empresas e consumidores.

Edla: Você ouviu hoje, na Voz do Brasil.

Luciano: Paraíba vai receber R$ 5 milhões do governo federal para socorro de emergência às vítimas da chuva.

Edla: Novo programa do Ministério da Saúde oferece atendimento em casa para pacientes do SUS que têm dificuldade de locomoção e precisam de cuidados especiais.

Luciano: Ministério da Agricultura faz auditorias para acompanhar o controle da febre aftosa no Norte e Nordeste do país.

Edla: Esse foi o noticiário do Poder Executivo, uma produção da equipe de jornalismo da EBC Serviços.

Luciano: Siga a Voz do Brasil no Twitter: twitter.com/avozdobrasil. Voltamos amanhã. Boa noite!

Edla: Fique agora com o “Minuto do TCU” e, em seguida, com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite a todos e até amanhã.