21/06/2011 - A Voz do Brasil

Alguns imóveis de propriedade da União, nos estados do Paraná e de Minas Gerais foram doados hoje, pelo Ministério do Planejamento, para a construção de moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida 2. Um balanço parcial divulgado pelo Ministério da Saúde indica que 10,4 milhões de crianças menores de 5 anos já foram imunizadas contra poliomielite em todo o país – 73,9% do público-alvo. E mais de 5,7 milhões de crianças com idade entre 1 e 7 anos foram vacinadas contra o sarampo - 56,3% da meta de imunização. As campanhas prosseguem até 22 de julho. Mais de 3.000 estudantes vencedores da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas do ano passado receberam prêmios hoje, no Rio de Janeiro. Tudo isso você ouviu hoje na Voz do Brasil.

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Transcrição

Apresentadora Kátia Sartório: Imóveis da União são doados para construir moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida 2.

Apresentador Luciano Seixas: Balanço parcial mostra que cerca de 10,5 milhões de crianças foram vacinadas contra a paralisia infantil. As vacinas continuam disponíveis nos postos de saúde.

Kátia: Estudantes de escolas públicas de todo o país, vencedores da Olimpíada de Matemática, são premiados no Rio de Janeiro.

Luciano: Terça-feira, 21 de junho de 2011.

Kátia: Está no ar a sua voz.

Luciano: A nossa voz.

Kátia: A Voz do Brasil.

Luciano: Boa noite. Aqui, nos estúdios da EBC Serviços, eu, Luciano Seixas, e Kátia Sartório.

Kátia: Imóveis de propriedade da União, nos estados do Paraná e de Minas Gerais, foram doados hoje pelo Ministério do Planejamento para a construção de moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida 2.

Luciano: Em Uberlândia, por exemplo, num terreno de 99 mil metros quadrados vão ser construídas mais de mil casas para famílias de baixa renda.

Repórter Priscila Machado (Brasília-DF): Em Minas Gerais, foram doados terrenos nas cidades de Pirapora, de 99 mil metros quadrados, e em Uberlândia, de 45 mil metros quadrados, que vão ser usados para construir moradias populares do Programa Minha Casa, Minha Vida 2. Felipe José Attiê, secretário municipal de Habitação de Uberlândia, explica como as famílias vão ser beneficiadas.

Secretário municipal de Habitação de Uberlândia - Felipe José Attiê: Nesses outros 98 mil metros que o Exército está nos doando, pôr água, luz, esgoto para fazer mais mil apartamentos. Totalizando, em mil apartamentos, R$ 8 milhões de investimento da prefeitura.

Repórter Priscila Machado (Brasília-DF): Já em Curitiba, capital do Paraná, a doação é do imóvel do governo federal, onde funciona a rodoferroviária da cidade. O terreno vai ser usado na implantação do sistema de transporte para receber a Copa do Mundo de 2014. A obra vai receber recursos do Programa de Aceleração do Crescimento, PAC. Na cidade paranaense de Antonina, a doação é de um terreno de 338 metros quadrados, no centro da cidade, onde agora vai ser instalada a sede da Secretaria de Assistência Social. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, explica que as doações foram analisadas e aprovadas pelo Ministério, depois do pedido dos municípios, e que vão ser feitas novas doações de terrenos da União.

Ministra do Planejamento - Miriam Belchior: Os municípios que fazem a solicitação ao governo federal sabem que há uma área federal nos seus limites, e aí solicita ao governo federal a destinação da área. Então isso é analisado, para que vai ser feito, se tem a ver com a nossa política geral, dessa maneira que esses municípios hoje receberam. Essas áreas estão sendo destinadas para o enfrentamento dos principais problemas urbanos do país. Essa é uma mudança do governo federal. O governo federal passou a prestar atenção nas cidades e ajudar os prefeitos a enfrentar os problemas da crescente urbanização do nosso país.

Repórter Priscila Machado (Brasília-DF): Em Juiz de Fora, Minas Gerais, o Ministério do Planejamento doou o terreno para uma associação de catadores de papel. De Brasília, Priscila Machado.

Kátia: E o Programa Minha Casa, Minha Vida tem a meta de construir 2 milhões de moradias com investimentos de mais de R$ 125 bilhões até 2014.

Luciano: Na primeira etapa, o programa permitiu a contratação de 1 milhão de moradias, a partir de 2009.

Kátia: Cerca de 10,4 milhões de crianças menores de 5 anos já foram imunizadas em todo o país contra a paralisia infantil, isso representa 73,9% do público-alvo.

Luciano: Os dados são do balanço parcial divulgado hoje pelo Ministério da Saúde.

Kátia: A campanha começou no último sábado e segue até o dia 22 de julho. Por isso, as crianças que têm menos de 5 anos e ainda não tomaram as gotinhas precisam ser levadas ao posto para receberem a dose.

Luciano: O estado com maior cobertura contra a pólio, até o momento, é o Paraná, onde quase 90% das crianças tomaram a vacina.

Kátia: E a menor cobertura é no Pará, onde 56,1% das crianças foram vacinadas.

Luciano: E o balanço parcial do Ministério da Saúde mostra, também, os números da vacinação contra o sarampo. Mais de 5,7 milhões de crianças com idade entre 1 e 7 anos foram vacinadas contra a doença, nos oito estados onde a vacinação vem ocorrendo: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Bahia, Ceará e Alagoas. O número equivale a 56,3% da meta de imunização.

Kátia: Nos outros estados que ainda não receberam a vacina e aqui, no Distrito Federal, as crianças vão receber a vacina contra o sarampo no dia 13 de agosto, é a mesma data da segunda etapa contra a paralisia infantil.

Luciano: Mais de 3 mil estudantes vencedores da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas do ano passado receberam os prêmios hoje, no Rio de Janeiro.

Kátia: Além das medalhas, os primeiros colocados ganharam bolsas e vão participar do Programa de Iniciação Científica Júnior.

Luciano: Para a presidenta Dilma Rousseff, a Olimpíada é uma forma de incentivar o ensino e o estudo da matemática, além de ajudar a acabar com a pobreza no país. Aline Bastos.

Repórter Aline Bastos (Rio de Janeiro-RJ): Eles são de escolas públicas e receberam bolsas de estudo do CNPQ, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Além disso, poderão participar do Programa de Iniciação Científica Júnior por um ano. E ainda, vão poder participar da preparação especial para competições internacionais de matemática. Tudo isso tem um porquê: os alunos se esforçaram, tiraram boas notas e conquistaram medalhas na 6ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. Ao todo, 3.200 estudantes foram premiados com medalhas e também com certificados de menção honrosa, investimento total de R$ 30,3 milhões. A presidenta Dilma Rousseff participou da cerimônia de premiação. Segundo ela, a Olimpíada tem o objetivo de criar um ambiente estimulante para o estudo da matemática entre alunos e professores de todo o país.

Presidenta Dilma Rousseff: Eu reafirmo aqui, nessa cerimônia, que o combate à miséria, a geração de empregos, o desenvolvimento tecnológico, a inovação são prioridades do meu governo, e que a condição para a realização dessas prioridades está numa educação de qualidade. Para essa educação de qualidade, nós temos, também, de reconhecer que a questão essencial é que todo jovem e toda jovem brasileira tem de ter domínio da linguagem e tem de ter um imenso compromisso, também, com a matemática. Nenhum de nós, aqui, pode desconhecer que a linguagem, o domínio do português e o domínio da matemática são cruciais para... São pré-condições para todos os outros conhecimentos.

Repórter Aline Bastos (Rio de Janeiro-RJ): E 100 escolas municipais e estaduais foram contempladas com ‘kits’ de material esportivo, livros e vídeos para criação de biblioteca básica em matemática e ciências. Do Rio de Janeiro, Aline Bastos.

Kátia: E depois da entrega das medalhas aos vencedores das Olimpíadas de Matemática, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, em entrevista exclusiva à Voz do Brasil, afirmou que o governo já estuda criar uma Olimpíada da Ciência e Tecnologia.

Luciano: Mercadante disse, também, que os estudantes vão ganhar bolsas também para estudar no exterior. Vamos conferir na entrevista feita por nosso editor Leandro Alarcon.

Editor Leandro Alarcon: De que forma essa premiação é importante para a educação brasileira?

Ministro da Ciência e Tecnologia - Aloizio Mercadante: As Olimpíadas da Matemática, ela mostra um caminho muito importante para o desenvolvimento da educação, da ciência e das profissões brasileiras. Nós tivemos, hoje, os 500 medalhistas de ouro. Nós temos, também, os medalhistas de prata e medalhistas de bronze. Esses jovens, inclusive, irão disputar Olimpíadas internacionais. Todos terão direito à bolsa de iniciação científica, que nosso o Ministério de Ciência e Tecnologia, através do CNPQ, oferece a graduação quando fizerem curso na universidade, depois bolsa de mestrado, doutorado. E a Presidenta, hoje, trouxe uma premiação especial. Ela está lançando um grande programa de bolsa de estudo nas melhores universidades do mundo para 75 mil estudantes de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado nos próximos quatro anos, e os medalhistas serão automaticamente selecionados para essas bolsas, e poderão fazer, pelo menos, um ano de curso nas melhores universidades do mundo. Porque os jovens da graduação nós queremos que sejam formados no Brasil, mas que tenham a oportunidade de estudar nas melhores universidades.

Editor Leandro Alarcon: Ministro, o Brasil ficou ranqueado no número 57, no Programa Internacional de Avaliação de Alunos. De que forma essa Olimpíada pode ajudar o Brasil a melhorar essa colocação?

Ministro da Ciência e Tecnologia - Aloizio Mercadante: Nós colocamos uma medalha pessoalmente em cada um, e isso dá uma perspectiva profissional fantástica. As empresas, as universidades já vêm buscar esses melhores alunos. Então, essa motivação ajuda o ensino público, que ainda tem muito para melhorar, a dar um salto de qualidade. E nós queremos, agora, começar a preparar a Olimpíada de Ciências e de Tecnologia da Informação, serão nossos próximos passos, esse caminho de motivar os jovens brasileiros a estudar, a se prepararem para o futuro, a terem um compromisso com a educação.

Editor Leandro Alarcon: Nós conversamos com o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. Muito obrigado, Ministro, pela sua entrevista, aqui, na Voz do Brasil.

Ministro da Ciência e Tecnologia - Aloizio Mercadante: Foi um prazer, um abraço a todos vocês e, sobretudo, aos jovens que nos ouvem, nesse momento, para que se preparem para a Olimpíada deste ano, e o ano que vem possam, aqui, estar recebendo as suas medalhas.

Kátia: Sete e dez.

Luciano: Os consumidores brasileiros que têm TV por assinatura vão ganhar um regulamento para garantir a qualidade dos serviços oferecidos pelas empresas. Esse regulamento está sendo feito pela Agência Nacional de Telecomunicações, Anatel, e todo mundo pode participar e enviar sugestões. Gabriela Mendes.

Repórter Ana Gabriella Sales: Bom, Tiago, o que os municípios selecionados precisam fazer, agora, para receber esse recurso?

Coordenador-geral de Infraestrutura Educacional do FNDE – Tiago Radunz: No momento, basta aguardar. Nós selecionamos mais de 1.200 projetos para a construção de creches...

Kátia: Daqui a pouco a gente vai ouvir a Ana Gabriella Sales e agora, sim, vamos ouvir a matéria...

Luciano: A matéria sobre TV por assinatura. A Anatel...

Kátia: Da Gabriela Mendes.

Luciano: Exatamente. Vamos ouvir.

Kátia: Ok.

Repórter Gabriela Mendes (Brasília-DF): As propostas do novo regulamento estão sendo debatidas em audiências públicas. Uma delas foi realizada nesta terça-feira, em Brasília. A Anatel sugere que sejam estabelecidos índices a serem seguidos pelas prestadoras. Entre eles está o Índice de Reclamações Recebidas, que determina que a relação entre o número de queixas e o número total de assinantes não seja maior que 2%, o Índice de Atendimento Pessoal, que mede o tempo que o consumidor espera para ser atendido, e o Índice de Falhas Solucionadas, que vai acompanhar problemas, defeitos ou interrupções na prestação do serviço. De acordo com Marconi Thomaz de Souza Maya, gerente-geral de Regulamentação, Outorga e Licenciamento de Serviços por Assinatura da Anatel, a ideia é garantir ao consumidor satisfação com os serviços oferecidos pelas prestadoras de TV por assinatura.

Gerente-geral de Regulamentação, Outorga e Licenciamento de Serviços por Assinatura da Anatel - Marconi Thomaz de Souza Maya: Busca-se uma mudança na postura das operadoras, no sentido de atender melhor ao seu assinante. Essas empresas estão prestando esse serviço em nome do Estado. Elas vieram buscar uma outorga com o órgão regulador, e elas têm obrigações a cumprir, diante desses assinantes, e é isso que a gente está procurando com esse regulamento.

Repórter Gabriela Mendes (Brasília-DF): A população também pode enviar sugestões para a criação do Regulamento de Gestão da Qualidade das Prestadoras dos Serviços de Televisão por Assinatura. A consulta pública está disponível até o dia 7 de julho, no endereço: www.anatel.gov.br. De Brasília, Gabriela Mendes.

Kátia: Mais 358 municípios brasileiros foram selecionados e vão receber recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, o FNDE, para construir 360 creches.

Luciano: Outras 180 cidades vão ser beneficiadas com a construção de 220 quadras poliesportivas cobertas.

Kátia: A repórter Ana Gabriella Sales conversou com Tiago Radunz, que é coordenador-geral de Infraestrutura Educacional do FNDE.

Repórter Ana Gabriella Sales: Bom, Tiago, o que os municípios selecionados precisam fazer, agora, para receber esse recurso?

Coordenador-geral de Infraestrutura Educacional do FNDE - Tiago Radunz: Olha, no momento, basta aguardar. Nós selecionamos mais de 1200 projetos para a construção de creches, mais de 800 propostas para a cobertura de quadras. Então, no momento, basta aguardar a finalização dos procedimentos. O FNDE entrará em contato, encaminhará para os prefeitos o Termo de Compromisso para assinatura e, posteriormente, liberaremos o recurso, para que as prefeituras possam iniciar o processo licitatório.

Repórter Ana Gabriella Sales: A meta é construir 1500 unidades de Educação Infantil. Essa meta vai ser cumprida, até o fim do ano? Como é que está sendo o trabalho do FNDE?

Coordenador-geral de Infraestrutura Educacional do FNDE - Tiago Radunz: Nós vemos a previsão do início do mês de julho, né, concluir a meta de 1500 unidades escolares apoiadas. E, até o final do ano, concluiremos a meta das quadras. A partir do mês de novembro, o sistema será reaberto para a inserção de novos pedidos. O fato é que nós temos um desafio muito grande, nos próximos quatro anos, de conseguir apoiar 6 mil creches em todo o Brasil, sendo 1500 por ano. Então, o FNDE iniciou, já em 2010, o procedimento de seleção e análise desses projetos, para que a gente possa ter êxito até o final de 2014 e cumprir essa meta, que foi colocada pelo governo federal.

Repórter Ana Gabriella Sales: E qual é a carência, hoje, no Brasil? Quais os dados? Por que é que existe essa necessidade de construir 6 mil creches, em quatro anos?

Coordenador-geral de Infraestrutura Educacional do FNDE - Tiago Radunz: Na realidade, historicamente, o governo federal nunca apoiou a Educação Infantil. Nós iniciamos o processo do ProInfância em 2007, com a construção de unidades escolares, para atender essa faixa etária no Brasil, cuja carência de vagas é tremenda, em todas as redes municipais. Então, 6 mil creches talvez não vá solucionar todo o problema, mas, certamente, vai amenizar em, pelo menos, 50% desse déficit, que é histórico no país, que existe, é real, e o MEC está abrindo os olhos para isso.

Repórter Ana Gabriella Sales: E depois de sair o recurso, os municípios têm quanto tempo para concluir as obras e o cidadão ser, de fato, atendido?

Coordenador-geral de Infraestrutura Educacional do FNDE - Tiago Radunz: A partir do segundo mês depois que for depositado o recurso, a prefeitura deverá dar início ao processo licitatório. Então, a previsão de execução de uma obra dessas varia entre 9 e 12 meses. Ou seja, a nossa intenção é que essas 6 mil creches estejam prontas até o final do exercício de 2014, somando-se às mais de 2300 unidades, que já foram apoiadas pelo Programa ProInfância. No caso de quadras cobertas - é um programa novo -, nossa intenção é conseguir colocar quadras cobertas em escolas que não possuem esse tipo de atendimento, justamente para poder oferecer à comunidade escolar instalações adequadas para a realização de atividades esportivas e de lazer.

Repórter Ana Gabriella Sales: E a faixa etária atendida nessas creches?

Coordenador-geral de Infraestrutura Educacional do FNDE - Tiago Radunz: Nas creches, de zero a seis anos de idade. Na realidade, nós fornecemos um projeto para a construção de uma escola de Educação Infantil. Ou seja, atenderemos crianças de zero a três, na faixa de creche, e de quatro a seis anos, no caso de pré-escola.

Repórter Ana Gabriella Sales: Eu conversei com Tiago Radunz, coordenador-geral de Infraestrutura Educacional do FNDE. Muito obrigada pela sua participação, aqui, na Voz do Brasil.

Coordenador-geral de Infraestrutura Educacional do FNDE - Tiago Radunz: Muito obrigado a vocês.

Luciano: O Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, é o primeiro do país a ter Certificação Operacional emitida pela Organização Internacional de Aviação Civil.

Kátia: Isso significa que o terminal cumpre todas as exigências de segurança e de infraestrutura, determinadas por essa organização internacional.

Luciano: Antes da Copa de 2014, 24 aeroportos do país deverão ter o mesmo certificado. Adilson Mastelari.

Repórter Adilson Mastelari (Brasília-DF): O Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro, em Guarulhos, é o primeiro do país a receber Certificação Operacional de Aeroporto, que atende quesitos da Organização Internacional de Aviação Civil. Desde 2003, vem sendo feitos vários investimentos, como treinamento de 32 mil funcionários, equipamentos na área de segurança e manutenção da pista, conforme os padrões internacionais. Quem explica é João Márcio Jordão, diretor de Aeroportos da Infraero.

Diretor de Aeroportos da Infraero - João Márcio Jordão: A Certificação Operacional é um certificado de outorga de segurança do aeroporto. Então, a pista, por exemplo, de todos os nossos aeroportos... Aí não é só o Aeroporto de Guarulhos. Todas as pistas dos nossos aeroportos, ele exige um nível mínimo de segurança. Então, tem a manutenção, fazendo uma constante avaliação dos níveis de atrito, onde nós fazemos medição de atrito, desemborrachamento e intervenções, caso esse nível de segurança abaixe.

Repórter Adilson Mastelari (Brasília-DF): Durante o processo de certificação operacional, os aeroportos passam por inspeções especiais, onde são verificados documentos de planejamento, estrutura administrativa, instalações de abastecimento de combustível, áreas de movimento, como pista e pátio, e procedimentos para emergências. Para Jorge Viégas, superintendente de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil, ao todo, cerca de 20 aeroportos brasileiros deverão ser certificados, antes da Copa de 2014.

Superintendente de Infraestrutura Aeroportuária da Anac - Jorge Viégas: Belém, Brasília, Manaus, Rio de Janeiro, Campinas, Porto Alegre. Tem outros: Belo Horizonte, Cuiabá, Florianópolis, Fortaleza, Rio de Janeiro, Santos Dumont, Salvador, São José dos Pinhais, Goiânia, São Paulo, Vitória e assim por diante, até completar os 24.

Repórter Adilson Mastelari (Brasília-DF): O Certificado Operacional é concedido a aeroportos com movimento acima de 1 milhão de passageiros por ano. Segundo a Infraero, já estão em processo de certificação os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, o de Recife e o de Salvador. De Brasília, Adilson Mastelari.

Kátia: As cidades de Governador Valadares, Ipatinga e Belo Horizonte, em Minas Gerais, recebem, até amanhã, equipes do Ministério das Relações Exteriores, que vão dar informações, ajudar parentes e amigos de brasileiros com problemas em outros países.

Luciano: A Missão de Informação Consular tem percorrido todo o Brasil para dar essa assistência a quem, por exemplo, pode estar sendo vítima do tráfico de pessoas.

Kátia: Assunto da entrevista que o nosso editor João Fagundes Neto fez hoje com o embaixador Eduardo Gradilone, subsecretário-geral das Comunidades Brasileiras no Exterior. Vamos ouvir.

Editor João Fagundes Neto: Embaixador, por que foram escolhidas essas três cidades mineiras? E que atividades estão ocorrendo por meio dessa chamada Missão de Informação Consular, coordenada pelo Itamaraty?

Subsecretário-geral das Comunidades Brasileiras no Exterior - Eduardo Gradilone: Escolhemos Governador Valadares, Ipatinga, que são duas cidades muito importantes, em termos de emissão de brasileiros ao exterior, e Belo Horizonte também, capital do estado, né? Um grande número de mineiros que, em conjunto, vai ao exterior e que, hoje, nós temos um escritório de representação no Itamaraty.

Editor João Fagundes Neto: Embaixador, a gente sabe que o Brasil vive um momento de desenvolvimento, há uma grande oferta de emprego no país. Mas qual a orientação que o Itamaraty repassa ao cidadão que, mesmo assim, quer tentar a vida em uma nação estrangeira?

Subsecretário-geral das Comunidades Brasileiras no Exterior - Eduardo Gradilone: Nós explicamos como estão as restrições para a entrada e permanência de brasileiros em outros países, quais são os golpes que são dados por recrutadores, traficantes, exploradores de brasileiras, em termos de prostituição... Vários crimes transnacionais. Nós explicamos o que ele deve fazer, caso tenha algum problema. Não caiam nas histórias de grandes empregos, de grandes sucessos, para evitar que tenham seus sonhos frustrados, como acontece com grande parte dos brasileiros que vão para o exterior.

Editor João Fagundes Neto: E nesse contexto tem um grave problema que o Brasil tem se empenhado em combater, que é o tráfico de seres humanos.

Subsecretário-geral das Comunidades Brasileiras no Exterior - Eduardo Gradilone: Nós temos procurado criar redes de apoio a brasileiros na Europa, né? Temos o Núcleo de Assistência a Brasileiros, no Itamaraty. É esse Núcleo que deve ser contatado pelas famílias que estão aqui, no Brasil, quando tiverem algum problema com familiares no exterior. Portanto, qualquer problema que um brasileiro, no exterior, tenha, que necessite de apoio, ele, obviamente, vai procurar falar com o Consulado, que ele estará mais perto do Consulado, mas os familiares, ou ele mesmo, poderão procurar diretamente o nosso Núcleo de Assistência a Brasileiros.

Editor João Fagundes Neto: Embaixador Eduardo Gradilone, subsecretário-geral das Comunidades Brasileiras no Exterior, muito obrigado pelas informações e a sua participação aqui, na Voz do Brasil.

Subsecretário-geral das Comunidades Brasileiras no Exterior - Eduardo Gradilone: Eu que agradeço.

Luciano: Quem tem algum parente ou amigo brasileiro no exterior e precisa de ajuda do Itamaraty, para poder entrar em contato pelo telefone: (61) 3411-6456.

Kátia: A expectativa, segundo o embaixador Eduardo Gradilone, é de que as próximas missões ocorram em São Paulo e no Paraná.

Luciano: Operações semelhantes já foram feitas em Macapá, no Amapá, em Belém, no Pará, e também em Goiânia, capital de Goiás.

Kátia: Fazer uma atividade na escola, em um horário oposto ao das aulas tradicionais, Luciano, pode ajudar no processo de aprendizagem.

Luciano: É verdade, Kátia. Em mais de 4 mil escolas públicas, cadastradas no Programa Mais Educação, do Ministério da Educação, 800 mil estudantes praticam esportes, como o judô e caratê, no turno em que não estão estudando. Paulo La Salvia.

Repórter Paulo La Salvia (Brasília-DF): Mais um dia de aula na Escola Classe Vila Nova, em São Sebastião, cidade que fica a 26 quilômetros de Brasília. Mas, além da brincadeira natural dos pequenos no intervalo e das atividades em classe, eles também praticam judô. São 200 alunos que aprendem a disciplina e as regras da arte marcial, além da filosofia do respeito ao próximo, ensinamento para a vida toda, de acordo com o estudante Mateus Moraes.

Estudante – Mateus Moraes: Ensina a não usar nas ruas, nos seus colegas, nos seus amigos, para não bater neles, porque esses golpes só pode usar em cima tatame.

Repórter Paulo La Salvia (Brasília-DF): As aulas de judô fazem parte do Programa Mais Educação. A ideia é desenvolver atividades extraescolares em escolas com baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, que mede a qualidade do ensino em regiões marcadas pela pobreza e violência. É o que explica o professor de judô, Bruno Lima.

Professor de judô - Bruno Lima: O que eu tento passar para eles é isso: não brigar, respeitar o pai, a mãe. Se não tiver bem na escola, não participam. Todos eles seguem isso.

Repórter Paulo La Salvia (Brasília-DF): O vice-diretor da escola, Luiz Brito, defende que as aulas de judô ajudam na aprendizagem dos alunos, que passaram a se concentrar mais.

Vice-diretor da escola - Luiz Brito: São aulas que a gente escolhe antes da formulação com os alunos. Então, foram selecionadas pelos professores e pela comunidade escolar, no ano passado, e, hoje, elas se integram basicamente na busca por uma melhor concentração e melhor aproveitamento dos alunos na sala de aula.

Repórter Paulo La Salvia (Brasília-DF): Para a diretora de Currículos e Educação Integral do MEC, Jaqueline Moll, com mais educação, se implanta no país o ensino integral, que pode melhorar a avaliação da educação brasileira em exames internacionais.

Diretora de Currículos e Educação Integral do MEC - Jaqueline Moll: Seguramente, podemos caminhar para a perspectiva de que uma oferta escolar ampliada, passadas as atuais 20 horas semanais para pelo menos 35 horas semanais, ou sete horas diárias, seguramente, vai fazer muita diferença, vai significar um impacto nos processos cognitivos desses meninos e meninas.

Repórter Paulo La Salvia (Brasília-DF): O Programa Mais Educação existe há três anos, atende 15 mil escolas e 3 milhões de estudantes, principalmente dos Ensinos Fundamental e Médio. Além do esporte, são 70 atividades, que envolvem áreas como saúde, cultura, direitos humanos, artes, meio ambiente, inclusão digital, economia - temas fundamentais para a formação do cidadão do futuro. De Brasília, Paulo La Salvia.

Kátia: Você ouviu hoje, na Voz do Brasil.

Luciano: Imóveis da União são doados para a construção de moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida 2.

Kátia: Balanço parcial mostra que cerca de 10,5 milhões de crianças foram vacinadas contra a paralisia infantil.

Luciano: Esse foi o noticiário do Poder Executivo, uma produção da equipe de jornalismo da EBC Serviços.

Kátia: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite e até amanhã.