22/07/2011 - A Voz do Brasil

Segundo pesquisa divulgada hoje pelo IBGE, 63% da população brasileira acreditam que a cor ou raça pode influenciar na vida profissional de uma pessoa. E 71% da população acham que a cor ou a raça pode exercer efeitos diferentes nas relações com a polícia ou a justiça. Receber o diagnóstico de HIV positivo não significa um atestado de morte. Com o avanço e ampliação do tratamento da Aids, os soropositivos vivem mais e melhor. É o que garante uma pesquisa divulgada hoje pelo Ministério da Saúde. Ampliada a idade para as mulheres fazerem o exame de papanicolau, para diagnosticar o câncer de colo de útero. Hoje, o teste é recomendado para as mulheres que tem entre 25 e 59 anos, mas a faixa etária vai ser alongada para quem tem até 64 anos. A orientação vale para a rede pública e privada de saúde, segundo o Instituto Nacional do Câncer, Inca. Tudo isso você ouviu na Voz do Brasil!

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Transcrição

Apresentadora Kátia Sartório: Maioria dos brasileiros considera que cor ou raça influencia no trabalho e na vida social.
 
Apresentador Murilo Carvalho: Pesquisa mostra que se o tratamento não for interrompido, a expectativa de vida de quem tem Aids pode ser a mesma das pessoas que não têm o vírus.
 
Kátia: Idade para exame de câncer de útero é ampliada para 64 anos.
 
Murilo: Sexta-feira, 22 de julho de 2011.
 
Kátia: Está no ar a sua voz.
 
Murilo: A nossa voz.
 
Kátia: A voz do Brasil.
 
Murilo: Boa noite. Aqui, nos estúdios de EBC Serviços, eu, Murilo Carvalho, e Kátia Sartório.

Kátia: Sessenta e três porcento da população brasileira acredita que a cor ou a raça pode influenciar na vida profissional de uma pessoa.
 
Murilo: E 71% da população acredita que a cor ou a raça pode exercer efeitos diferentes nas relações com a polícia ou a Justiça.
 
Kátia: Esses são alguns dos resultados da pesquisa que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, divulgou hoje.
 
Murilo: Nosso editor, Leandro Alarcon, entrevistou a coordenadora-geral da pesquisa, Ana Lúcia Sabóia, que explica melhor o assunto.
 
Editor Leandro Alarcon: Quais são as principais conclusões desse estudo?

Chefe de Divisão de Indicadores Sociais do IBGE - Ana Lúcia Sabóia: Um dos primeiros resultados é que cerca de 64% dos entrevistados diziam que a raça... a cor ou a raça influencia na vida das pessoas; e as situações onde a cor e raça tem maior influência, o trabalho aparece, assim, em primeiro lugar. É como o aspecto onde a cor da raça tem maior influência. E seguido imediatamente pelas situações... pela relação com a polícia e a Justiça. Então foi superinteressante, porque as pessoas que disseram isso, não é?

Editor Leandro Alarcon: E, coordenadora, como é que esse tipo de estudo pode influenciar nas políticas públicas do país?

Chefe de Divisão de Indicadores Sociais do IBGE - Ana Lúcia Sabóia: Nossa missão institucional é retratar a sociedade para o pleno exercício da cidadania. Então, todos os aspectos relativos à vida social do indivíduo, as condições de vida, é de nosso interesse investigar os fenômenos, para que se possa, realmente, exercer a cidadania. E do ponto de vista do governo e das políticas públicas, o nosso interesse é produzir informações que sirvam, não só para planejar uma política, como, também, monitorar, ver como é que a política está se dando. A pergunta foi feita se... Qual é o pensamento, não é, do indivíduo, dessas pessoas que informaram à pesquisa, se elas achavam que a cor ou a raça de cada um influencia na vida, na vida geral, tá? E 64% disseram que sim, que a sua cor ou a sua raça influencia na vida em geral.

Editor Leandro Alarcon: Coordenadora, teve algum outro aspecto desse estudo que vale a pena a gente destacar aqui?

Chefe de Divisão de Indicadores Sociais do IBGE - Ana Lúcia Sabóia: Olha, 96% das pessoas afirmaram saber dizer a sua própria cor, porque existe muito, assim, um pensamento aí, de que as pessoas não sabem se classificar, não sabem dizer a sua própria cor, não é, quando, na verdade, quando nós perguntamos, 96% das pessoas de 15 anos ou mais, moradoras dessas unidades da Federação que eu mencionei, sabem dizer a sua cor, entendeu? Então, isso foi interessante porque desmistificou uma ideia que, no senso comum, é dito.

Editor Leandro Alarcon: Eu conversei com Ana Lúcia Sabóia, chefe de Divisão de Indicadores Sociais do IBGE e coordenadora-geral desse estudo. Muito obrigado, Ana Lúcia, pela entrevista aqui, na Voz do Brasil.

Chefe de Divisão de Indicadores Sociais do IBGE - Ana Lúcia Sabóia: Está ok. Obrigado.
 
Murilo: A entrevista contou com a colaboração da jornalista Luciana Collares de Holanda.

Kátia: Receber o diagnóstico de HIV positivo não significa um atestado de morte.

Murilo: É. Com o avanço e a ampliação do tratamento da Aids, os soropositivos vivem mais e melhor. É o que garante uma pesquisa divulgada hoje, pelo Ministério da Saúde. Luciana Vasconcelos explica.
 
Repórter Luciana Vasconcelos (Brasília-DF): Uma pesquisa dos Estados Unidos, divulgada hoje, pelo Ministério da Saúde, mostra que a expectativa de vida dos portadores do HIV pode ser a mesma de pessoas que não tem o vírus se o tratamento não for interrompido. Com o avanço e ampliação do tratamento da Aids, os soropositivos vivem mais e melhor. É o caso da psicóloga Regina Cohen, que mora em Brasília. Ela vive com o vírus há 14 anos e toma os remédios regularmente, para garantir uma vida tranquila e saudável.
 
Psicóloga - Regina Cohen: Olha, eu espero continuar vivendo bem. Eu faço todo o possível, porque não depende só dos antiretrovirais. Eles são, realmente, uma medicação muito boa, muito eficiente, mas é possível, hoje, se a pessoa tiver um diagnóstico precoce e iniciar o tratamento, ela tem possibilidade de ficar só portador do vírus por muitos anos.
 
Repórter Luciana Vasconcelos (Brasília-DF): O coordenador da área de Cuidado e Qualidade de Vida do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Ronaldo Hallal, destaca que, apesar dos avanços, a prevenção não pode ser deixada de lado.
 
Coordenador da área de Cuidado e Qualidade de Vida do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde - Ronaldo Hallal: Muitas coisas mudaram nesses últimos 20 anos de epidemia. Então, boa parte da população não tem aquela impressão que tinha antes, de se tratar de uma doença letal, rapidamente letal, sem possibilidade de tratamento. Por um lado, isso fez com que alguns grupos populacionais tenham uma redução dos seus cuidados. Por outro lado, também permite que se trabalhe de uma forma mais enfática a importância de fazer esse diagnóstico, porque hoje temos recursos para tratamento das pessoas, para reduzir muito a transmissão aos seus parceiros e recursos que as pessoas já possam viver com HIV, com uma boa qualidade de vida.
 
Repórter Luciana Vasconcelos (Brasília-DF): Hoje, estima-se que 630 mil pessoas no Brasil tenham HIV; 210 mil pessoas são tratadas de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde. Atualmente, o Brasil produz dez dos 20 medicamentos do coquetel. De Brasília, Luciana Vasconcelos.
 
Kátia: Ampliada a idade para as mulheres fazerem o exame de Papanicolau, para diagnosticar o câncer de colo de útero.
 
Murilo: Hoje, o teste é recomendado para as mulheres que têm entre 25 e 59 anos. Mas, a faixa etária vai ser alongada para quem tem até 64 anos.

Kátia: A orientação vale para a rede pública e privada de saúde, segundo o Instituto Nacional do Câncer, Inca.

Repórter Priscila Machado (Brasília-DF): O câncer do colo do útero é o segundo tumor mais frequente entre as mulheres brasileiras; fica atrás apenas do câncer de mama. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, Inca, são mais de 18 mil casos por ano e, em média, 4.800 mulheres morrem por causa da doença. Agora, o Ministério da Saúde elaborou uma nova diretriz para o diagnóstico e tratamento do câncer de colo do útero. Com a maior expectativa de vida das brasileiras, que hoje vai até os 76 anos, aumentou a faixa etária das mulheres que devem fazer o exame preventivo, o Papanicolau. Antes, o exame era indicado para mulheres de até 59 anos; a nova indicação vai até os 64 anos. É o que explica Helvécio Magalhães, secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde.

Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde - Helvécio Magalhães: As mulheres, de forma regular, nesta faixa etária, devem fazer... Ter dois exames preventivos negativos e, após isso, de três em três anos, ter um exame feito, independente de sintoma. Essa que é a característica do rastreamento. Independente de alguma queixa, nossos médicos, enfermeiros, odontólogos, toda a equipe de saúde, deve lembrar e orientar as mulheres que devem fazer o exame preventivo.

Repórter Priscila Machado (Brasília-DF): Etelvino Trindade, da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, explica que o exame de Papanicolau identifica lesões pré-câncer, o que permite o tratamento antes do desenvolvimento da doença.
 
Ginecologista - Etelvino Trindade: Quando é pré-câncer e, no caso do colo de útero, é possível pegar o pré-câncer, nós temos um tempo bastante longo para poder tratar e, em tratando a lesão incipiente, o câncer é curável. Não haverá câncer.
 
Repórter Priscila Machado (Brasília-DF): Segundo o ginecologista, cerca de 80% da população brasileira tem o vírus HPV, que pode causar o câncer de colo do útero. Mas o médico explica que mulheres jovens, com menos de 22 anos, não precisam fazer o exame.

Ginecologista - Etelvino Trindade: O HPV é um fator necessário para ter câncer, mas ele não é determinante, ou seja, como a maioria da população veio a ter contato com o HPV, sexualmente, cerca de até 80% de nós já tivemos contato com ele, ele desaparece espontaneamente por efeito imunitário do organismo, de resposta ao agressor, que é o vírus. E essas meninas, hoje, começam a vida sexual aqui, no Brasil, nessa faixa entre 14 a 16 anos, e até os 20 e poucos anos, ela vai desaparecer, a infecção HPV, então ela não precisa fazer o Papanicolau.
 
Repórter Priscila Machado (Brasília-DF): O Ministério da Saúde prevê a capacitação de ginecologistas, para padronizar o diagnóstico do câncer de colo de útero, de acordo com as novas diretrizes. Mais informações, pelo 0800-61-1997. A ligação é gratuita. De Brasília, Priscila Machado.

Murilo: E o Inca, do Ministério da Saúde, desenvolve e coordena ações de prevenção, controle e tratamento do câncer no Brasil.

Kátia: Entre as ações estão assistência médica hospitalar de graça aos pacientes de todo o país que tenham câncer, como parte dos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde, SUS.

Murilo: E para tratar o câncer, o sangue é matéria-prima, e por isso os estoques precisam estar sempre abastecidos.
 
Kátia: E, nessa época de férias, o Inca está precisando muito de doações. Jaime Vasconcelos tem os detalhes.
 
Repórter Jaime Vasconcelos (Brasília-DF): O estoque de sangue do Inca está funcionando com metade de sua capacidade, isso porque, com a chegada do inverno e das férias de julho, o número de doações cai em até 35%, como explica a chefe do Serviço de Hemoterapia do Inca, Iara Motta.
 
Chefe do Serviço de Hemoterapia do Inca - Iara Motta: Primeiro que nós estamos nas férias, em que as pessoas muitas viajam e se desligam também... Ou até mesmo não viajando, se desligam das suas atividades e esquecem. Tem o frio, realmente, o inverno, que afugenta um pouco as pessoas, e as pessoas ficam mais retraídas, não saem tanto. Sempre há uma queda. A gente sempre observa nesse período.
 
Repórter Jaime Vasconcelos (Brasília-DF): A chefe do Serviço de Hemoterapia do Inca pede que todos doem sangue para abastecer o banco, que atende pacientes de cinco unidades hospitalares no Rio de Janeiro.
 
Chefe do Serviço de Hemoterapia do Inca - Iara Motta: A gente faz um apelo a todas as pessoas para que ajudem a resgatar a vida de um paciente. Nós precisamos muito. Não tem outra fonte do sangue, a não ser a doação, a solidariedade de cada um.
 
Repórter Jaime Vasconcelos (Brasília-DF): Para fazer a doação, o interessado deve ir ao Hospital do Câncer I, que fica na Praça Cruz Vermelha, no centro da cidade do Rio de Janeiro. O banco de sangue funciona de segunda à sexta, das sete e meia da manhã às duas e meia da tarde. Nos sábados, das oito ao meio-dia. O doador deve ter entre 18 e 65 anos de idade, pesar mais de 50 quilos, estar com o documento de identidade e evitar alimentos gordurosos no dia da doação. Mais informações no www.inca.gov.br. De Brasília, Jaime Vasconcelos.
 
Murilo: E falando em saúde, Kátia, você já deve ter visto ou mesmo recebido algum remédio de amostra grátis, desses que são distribuídos pelos laboratórios para médicos, né?
 
Repórter: Com certeza, Murilo. Não é difícil encontrar essas amostras nos consultórios. As indústrias entregam esses remédios a médicos como forma de divulgação da marca e de um novo produto.
 
Murilo: Pois é, mas, por causa dessa situação, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, fez uma pesquisa e está atenta ao impacto da publicidade nas unidades de saúde.
 
Kátia: A ideia é evitar a propaganda abusiva nos consultórios, o que pode induzir o médico a receitar somente aquela marca que distribui brindes.
 
Repórter Carla Wathier (Brasília-DF): Caio César é representante de uma indústria farmacêutica há 15 anos. Por mês, tem a meta de visitar, pelo menos, 25 hospitais, em Brasília e em Manaus.
 
Representante de indústria farmacêutica - Caio César: Cada representante tem um produto, tem algumas características, tem alguns materiais diferenciados para levar àqueles médicos específicos. Eu, particularmente, como visito médicos de UTI e médicos infectologistas, então, eu já tenho a abordagem, já tenho o material, direcionado para esse público.
 
Repórter Carla Wathier (Brasília-DF): Para saber como é essa abordagem na rede pública, a Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, fez um levantamento. Segundo a pesquisa, entre as estratégias mais utilizadas pela indústria farmacêutica para divulgar produtos está a distribuição de brindes. Setenta e cinco porcento dos gestores de saúde recebem todo o mês a visita desses profissionais. O estudo também confirmou que nem sempre o material apresentado pelos vendedores traz informações completas, e, ainda assim, esses medicamentos são receitados para os pacientes, alguns fora da padronização do SUS. O Conselho Federal de Medicina condena o comportamento de profissionais que receitam medicamentos em troca de vantagens. Segundo o presidente da entidade, Roberto D'Ávila, até o final do ano, deve ficar pronto um protocolo com regras e orientações a serem seguidas pela classe médica.
 
Presidente do Conselho Federal de Medicina - Roberto D'Ávila: Nós estamos olhando para todos os médicos, independente se trabalham no público ou no privado. Inclusive, a maioria trabalha nos dois. E estamos fazendo um protocolo, estamos elaborando junto com a indústria farmacêutica, pelo menos os maiores laboratórios, um protocolo, corrigindo essas distorções. O remédio é para o benefício dos pacientes e não para benefício de médico.
 
Repórter Carla Wathier (Brasília-DF): Para a Anvisa, não é proibido fazer propaganda ou mesmo distribuir amostras grátis. O problema é a publicidade inadequada. Por isso, a Agência quer mudanças, como explica Maria José Fagundes, gerente de Monitoramento e Fiscalização de Propaganda.
 
Gerente de Monitoramento e Fiscalização de Propaganda - Maria José Fagundes: Reduzir o impacto das propagandas no Sistema Único de Saúde. Pode fazer linear ou ela pode criar uma regra. Nós temos hospitais, por exemplo... Também, muito interessante isso, que ele recebe as peças publicitárias, tem uma comissão que avalia a peça, e só depois que essa peça é avaliada, que é validada as evidências científicas dessa peça, que é autorizada a ser entregue para o corpo clínico daquele hospital. Então, nós temos vários modelos que serviria, inclusive, para ser discutido com os secretários.
 
Repórter Carla Wathier (Brasília-DF): O levantamento da Anvisa foi realizado em 14 capitais e no Distrito Federal. Foram ouvidos cerca de 700 funcionários da área de saúde, em 185 unidades básicas do SUS. De Brasília, Carla Wathier.
 
Kátia: Sete e dezesseis.
 
Murilo: O Ministério do Meio Ambiente vai liberar recursos para projetos que usem formas alternativas de geração de energia e reduzam a emissão de gases de efeito estufa, principalmente o dióxido de carbono.
 
Kátia: Está prevista a aplicação de R$ 29 milhões em projetos como o desenvolvimento de tecnologias em áreas carentes, combate à desertificação e prevenção e sistemas de alerta a desastres naturais.
 
Murilo: Vamos saber mais na entrevista que o jornalista Audiley Ribeiro fez hoje com Eduardo Assad, secretário de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente.
 
Repórter Audiley Ribeiro: O que é a economia de baixo carbono e como que funciona esse tipo de iniciativa?
 
Secretário de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente - Eduardo Assad: Nós estamos nos alinhando com aquilo que o mundo inteiro está falando há alguns anos. Nós temos que dar um jeito de retirar carbono da atmosfera. Isso significa que nós... Para tirar carbono da atmosfera, você tem que ter mecanismos que são capazes de sequestrar esse carbono – e aí nós estamos falando em florestas, nós estamos falando em agricultura eficiente, nós estamos falando em diversos sistemas que têm essa capacidade – ou nós temos que reduzir a emissão desses carbonos. Aí nós estamos falando desse carbono. Nós estamos falando em eficiência energética, nós estamos falando na matriz energética que pode ser modificada, opções de modal de transporte urbano, redução de emissão de metano, por exemplo, que é convertido em CO2 equivalente e tem carbono, metano, em termos de aterros sanitários, para a utilização de energia. Quer dizer, é você mudar um pouco ou começar a deixar claro para a sociedade que existem opções que reduzam a emissão desse carbono e, com isso, a gente venha a mitigar os efeitos do aquecimento global.
 
Repórter Audiley Ribeiro: São R$ 29 milhões disponíveis. Quem é que pode participar dessa seleção?
 
Secretário de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente - Eduardo Assad: Vários grupos. Uma parte seria algumas ações para o governo federal, onde nós estamos trabalhando, por exemplo, com a criação ou com o incentivo ao Centro de Previsão de Desastres Naturais, que têm a ver com eventos extremos. Nós temos certeza que esses eventos extremos são provocados por esse desequilíbrio, essa quantidade de carbono que está na atmosfera. Então, outra parte referente ao monitoramento dessas emissões. Isso aí seriam basicamente ações de governo. E metade do recurso seria dirigido para ONGs, universidades, instituições de pesquisa, Oscips e IOSs, que estariam trabalhando, então, com algumas ações referentes a alguns temas que nós selecionamos para começar, então, a mostrar o caminho para a redução das emissões ou para essa economia de baixo carbono.
 
Repórter Audiley Ribeiro: O senhor poderia exemplificar para a gente que tipos de projetos que podem ser contemplados nessa seleção?
 
Secretário de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente - Eduardo Assad: Por exemplo, você tem lá uma população que está numa região que foi degradada por mineração e você precisa recuperar aquilo ali. Todo o carbono que existe ali já foi emitido. Então, você faz um plano de revegetação, para que você recupere aquela área, a partir de um plano de ocupação mais sustentável.
 
Repórter Audiley Ribeiro: Secretário, então, para a gente finalizar, a chamada pública tem data-limite? Onde que as pessoas podem ter mais informações?
 
Secretário de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente - Eduardo Assad: Está tudo no site do Ministério do Meio Ambiente: www.mma.gov.br, e nós temos uma data-limite, aí, que deve... a submissão desses projetos até o final do mês de julho, início de agosto. Tem uma informação adicional, que eu queria deixar claro: é que isso aqui são 30 milhões para os recursos não reembolsáveis, mas nós abrimos, o governo abriu uma linha dos recursos reembolsáveis, que são empréstimos, que vão, também, incentivar a economia verde, que dizem respeito aí a R$ 200 milhões. Isso deve estar estourando no início de agosto.
 
Repórter Audiley Ribeiro: Conversamos com Eduardo Assad, que é secretário de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente. Muito obrigado, secretário, pela sua participação aqui, na Voz do Brasil.
 
Secretário de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente –
Eduardo Assad: Muito obrigado.
 
Murilo: Da Copa do Mundo de 2014 e também das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, quem vier ao Brasil vai receber um tratamento diferenciado por parte de garçons, motoristas, guias turísticos.
 
Kátia: É verdade, Murilo. O Ministério do Turismo, além de qualificar profissionais do setor para atender melhor quem chega ao país, também está atento aos turistas que têm qualquer tipo de deficiência.
 
Murilo: Isso mesmo, Kátia. Estão sendo oferecidos cursos a distância para qualificar trabalhadores do setor de turismo, que vão atuar diretamente com pessoas com deficiência, que vierem assistir os eventos esportivos no Brasil. Adilson Mastelari tem as informações.
 
Repórter Adilson Mastelari (Brasília-DF): Segundo o Ministério do Turismo, o curso é gratuito, vai ser a distância e podem se inscrever pessoas que trabalham na área de turismo e pessoas com deficiência que pretendem atuar nessa área. Para a Associação dos Deficientes Físicos de Brasília, a iniciativa vai atender um público expressivo. Para a presidente da entidade, Maria de Fátima Amaral, a expectativa é de que possa atender todo o tipo de deficiência.
 
Presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Brasília - Maria de Fátima Amaral: Assim, a minha necessidade não é a mesma do cego. A minha necessidade não é a mesma, lógico, do auditivo, do surdo. Então, precisa se adequar para atender melhor, porque é um público bem significativo, né? E é um público, também, que as pessoas têm que colocar na cabeça que somos cidadãos de direito e consumidor.
 
Repórter Adilson Mastelari (Brasília-DF): O conteúdo está em desenvolvimento. Terá, por exemplo, orientações básicas para o atendimento de qualquer deficiência. Vai dar dicas de como criar um espaço num bar ou restaurante para melhor acomodar o cliente. A maior parte das aulas será com audiovisual. Com essa qualificação, os profissionais vão estar preparados para atender turistas daqui e do exterior, com algum tipo de deficiência, nas 12 capitais brasileiras que vão sediar a Copa do Mundo de 2014 e os 65 municípios que mais atraem turistas no país, além daqueles que virão para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. São 3 mil vagas. A iniciativa tem parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina, que vai fornecer o certificado de extensão aos participantes. A coordenadora-geral de Projetos de Estruturação do Turismo, Kátia da Silva, do Ministério do Turismo, explica que serão oferecidos cursos de acordo com a demanda.
 
Coordenadora-geral de Projetos de Estruturação do Turismo - Kátia da Silva: Tem um grupo de pessoas, né, entre os 600 mil turistas estrangeiros que vão vir para o país, que tem algum grau de deficiência. Então, a decisão de preparar as pessoas da linha de frente das atividades turísticas para o atendimento e para bem receber os turistas com deficiência.
 
Repórter Adilson Mastelari (Brasília-DF): As inscrições devem ser feitas até o final de agosto, no endereço eletrônico: www.turismo.gov.br/ead. De Brasília, Adilson Mastelari.
 
Kátia: O diretor de Infraestrutura Rodoviária, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, Dnit, Hideraldo Luiz Caron, pediu hoje exoneração do cargo.
 
Murilo: O pedido foi entregue de manhã ao ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.
 
Kátia: Segundo nota do Ministério dos Transportes, a carta já foi encaminhada à Presidência da República.
 
Murilo: Atenção, estudantes: as inscrições para a segunda edição do Programa Universidade para Todos de 2011 terminam nesse domingo.
 
Kátia: O Prouni vai ser feito numa única etapa e terá três chamadas. Os candidatos que não forem pré-selecionados nessas três chamadas podem se inscrever na lista de espera do programa.
 
Murilo: Para mais informações, acesse www.mec.gov.br e vá até a página do Prouni.
 
Kátia: Durante reuniões bilaterais, realizadas em Roma, na Itália, hoje, o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Moreira Franco, assinou dois acordos de cooperação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social brasileiro com a Argélia e a República do Congo.
 
Murilo: Entre os temas dos acordos, está o sistema de proteção social, fontes de energia, desenvolvimento sustentável e globalização.
 
Kátia: O decreto que autoriza a antecipação de parte do 13º salário na folha de agosto foi publicado hoje, no Diário Oficial.
 
Murilo: Esta é a sexta vez que o abono anual é pago antecipadamente. Mais de 24 milhões de aposentados e pensionistas vão ser beneficiados.
 
Kátia: Os valores vão ser depositados no final de agosto e no início de setembro, e a expectativa é uma movimentação de R$ 10 bilhões na economia.
 
Murilo: Consumidores de... Ou melhor... Você ouviu hoje, na Voz do Brasil.
 
Kátia: Maioria dos brasileiros considera que cor ou raça influencia no trabalho e na vida social.
 
Murilo: Pesquisa mostra que, se o tratamento não for interrompido, a expectativa de vida de quem tem Aids pode ser a mesma das pessoas que não têm o vírus.
 
Kátia: Idade para o exame de câncer de útero é ampliada para 64 anos.

Murilo: Resolver problemas na Justiça, como o divórcio... Você...

Kátia: Este foi o noticiário do Poder Executivo, uma produção da equipe de jornalismo da EBC Serviços.
 
Murilo: Uma boa noite para você, um ótimo fim de semana. Nós voltamos na segunda-feira.
 
Kátia: Boa noite. Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite a todos e até segunda.