26/01/2017 - A Voz do Brasil

Presidente Michel Temer se reúne com ministro da Fazenda e governador do Rio de Janeiro para discutir recuperação fiscal do estado. Previdência Social registrou déficit de quase R$ 150 bilhões em 2016. Governo federal investe R$ 30 milhões na capacitação profissional de detentos. Tudo isso você ouviu nesta quinta-feira em A Voz do Brasil!

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Transcrição


A Voz do Brasil - 26/01/2017


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19 horas.

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."

Apresentadora Gláucia Gomes: Boa noite.

Nasi: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

Gláucia: Quinta-feira, 26 de janeiro de 2017.

Nasi: E vamos ao destaque do dia: Mais Médicos já tem 99% de profissionais brasileiros.

 

Gláucia: E o ministro da Saúde conversa ao vivo para explicar como o programa está ajudando desafogar os hospitais pelo país.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gláucia: Governo vai ajudar estado do Rio de Janeiro a reequilibrar as contas. Acordo foi assinado agora há pouco no Palácio do Planalto. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: Governo vai suspender pagamento de juros da dívida do estado com a União. Mas, em troca, o Rio de Janeiro vai tomar medidas para aumentar receitas e cortar despesas. Daqui a pouco eu volto com mais detalhes.

 

Nasi: Salto negativo da previdência chega a R$ 150 bilhões. Paulo La Salvia.

 

Repórter Paulo La Salvia: É por isso que o governo propôs uma reforma da previdência, que está em discussão no Congresso.

 

Gláucia: E nós vamos responder dúvidas dos nossos ouvintes sobre a proposta, que quer garantir as aposentadorias no futuro.

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gláucia Gomes e Nazi Brum.

 

Gláucia: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: Mais Médicos. O programa do Ministério da Saúde está presente em mais de 4 mil municípios, levando atendimento a mais de 60 milhões de brasileiros.

 

Gláucia: É, e hoje 99% das vagas do programa estão sendo preenchidas por profissionais brasileiros. São novos passos que o governo vem dando para melhorar o atendimento à população.

 

Nasi: É, e é sobre isso que vamos conversar agora ao vivo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Uma boa noite, ministro.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Boa noite, tudo bem, Nasi? Tudo bem, Gláucia?

 

Nasi: Ministro, então, o objetivo é aumentar o número de médicos brasileiros no programa. Isso vem acontecendo nas últimas seleções, não é mesmo?

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: É verdade, nós estamos fazendo seleções prioritariamente para brasileiros, e depois, não completando os cargos, vamos convocando brasileiros com, formados no exterior, e depois estrangeiros. Então, estamos com essa chamada deste ano para 1.390 vagas, 1,378 foram completadas por brasileiros. Então, esperamos que isso se repita nas demais vagas, até porque tivemos 8.700 brasileiros inscritos para essas 1.390 vagas.

 

Gláucia: E como é possível, ministro, fazer com que esse profissional possa se fixar naquela localidade, geralmente um município que precisa de um médico?

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Olha, nós estamos, eles sabem a localização, cada um concorre para uma vaga definida, nós até abrimos um prazo de 15 dias, após o resultado, para permutas, se for o caso, se houver esse interesse dos médicos, mas eles concorrem para uma localidade definida, portanto ele sabe onde ele está indo e o prefeito dá o auxílio moradia e o auxílio alimentação. Portanto, com a bolsa que eles recebem, na faixa de R$ 12 mil, é uma remuneração adequada e, por isso, a grande procura de médicos brasileiros.

 

Nasi: Agora, ministro, como é que o governo tem acompanhado os resultados desse programa lá, junto à população? Tem ajudado mesmo a desafogar os hospitais?

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Olha, é atenção básica, na verdade, 80% de tudo que acontece na saúde pode ser resolvido na atenção básica. Então, nós temos investido na atenção básica e, claro, havendo um bom atendimento, evitamos que as pessoas precisem procurar os hospitais. A avaliação do programa Mais Médicos é muito alta, pela população e também pelos gestores municipais.

 

Gláucia: E só pra gente finalizar, ministro: Hoje o Ministério da Saúde divulgou um novo boletim dos registros de febre amarela no Brasil. Foram registrados 550 casos suspeitos e 105 mortes em função da doença. Mato Grosso do Sul e Goiás aparecem, pela primeira vez, na lista de estados com casos suspeitos da doença neste ano. Ontem nós falamos aqui na Voz do Brasil que o Ministério está reforçando os estoques de vacina com 11,5 milhões de doses. Esse é o caminho, ministro, para conter essa doença?

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Sem dúvida. Precisamos vacinar a população que está na área de risco. As populações que não estão na área de risco, que é o leste de Minas Gerais, o norte do Rio de Janeiro, o Sul da Bahia e o Espírito Santo, não devem se vacinar, porque existem efeitos colaterais da vacina também. Então, nós estamos intensificando, pessoas que vão viajar para essa área também devem se vacinar, estamos intensificando a vacina, já mandamos mais de 5 milhões de novas doses de vacina para essas localidades, que já tinham seus estoques de vacina, e, portanto, devemos ampliar muito a cobertura vacinal da população e conter esse foco, que está localizado em Minas Gerais, da febre amarela. Os casos do Mato Grosso do Sul e de Goiás estão sob investigação, mas o Distrito Federal também tinha um caso sob investigação, que foi descartado. Então temos que ter muita cautela e cuidar das pessoas que estiveram em Minas Gerais, depois viajaram, porque no caso de São Paulo duas pessoas, que estiveram em Minas e viajaram, é que acusaram febre amarela lá em São Paulo.

 

Nasi: Então a gente agradece aqui mais uma vez ao ministro da Saúde Ricardo Barros, pela participação ao vivo aqui na Voz do Brasil. Obrigado, ministro.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Obrigado a todos, e conto com a população mobilizada para se vacinar, mas apenas nas áreas recomendadas. Um abraço.

 

Gláucia: O Governo Federal fechou um termo de compromisso para que o estado do Rio de Janeiro reequilibre as contas e volte a pagar em dia os salários de funcionários e aposentados, além de fazer investimentos na saúde e educação, por exemplo.

 

Nasi: O acordo prevê que o governo suspenda o pagamento de juros da dívida do estado com a União, e pra saber mais detalhes a gente conversa ao vivo com a repórter Luana Karen. Uma boa noite, Luana.

 

Repórter Luana Karen (ao vivo): Boa noite, Nasi, boa noite, Gláucia, e boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. O acordo prevê que o Governo Federal auxilie o Rio de Janeiro a reequilibrar as contas. Em troca, desta ajuda, o estado se compromete a tomar medidas para ter mais receitas e cortar despesas. O acordo tem validade por três anos. A previsão é que o Rio de Janeiro termine este ano com R$ 26 bilhões de déficit nas contas públicas. Para sanar esse saldo negativo, o plano de recuperação fiscal prevê o aumento das receitas estaduais em R$ 1,2 bilhão em 2017. Os recursos virão do aumento da alíquota do ICMS, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços, da criação de um fundo, para que empresas que foram beneficiadas com incentivos fiscais pra se instalarem no Rio de Janeiro contribuam com 10% do valor desses incentivos, e um acordo também com a Petrobras. Outra parte do plano prevê o corte de R$ 9 bilhões nas despesas estaduais, por exemplo, com a redução no número de secretarias e autarquias e a criação de um plano de incentivo à demissão de servidores. Outra medida é que o estado deixe de pagar juros da dívida com a União, o que deve gerar mais R$ 6,2 bilhões. O governador do Rio de Janeiro, Luís Fernando Pezão, afirmou que o plano de recuperação fiscal vai dar tranquilidade aos servidores, que estão recebendo salários e aposentadorias com atraso, e à população do estado.

 

Governador do Rio de Janeiro - Luís Fernando Pezão: Com essas medidas, a gente vai zerar o déficit e dar previsibilidade para os funcionários receberem em dia seus pagamentos. E ter uma vida muito mais tranquila do que está tendo hoje, e a gente poder atender aos 16 milhões de cariocas e fluminenses.

 

Repórter Luana Karen (ao vivo): O plano também prevê mudanças na previdência do estado. A proposta é que se aumente a contribuição previdenciária de servidores estaduais de 11% para 14% e seja implementado uma cobrança adicional de 8% para os próximos três anos. Ao todo, as medidas vão adicionar cerca de R$ 19,6 bilhões ao caixa do estado. O restante do déficit de R$ 26 bilhões virá de empréstimos, que terão como garantias o valor obtido com a privatização da Cedae, a Companhia Estadual de águas e Esgoto do Rio de Janeiro, e a antecipação de recursos obtidos com os royalties do petróleo. Mas, para entrar em vigor, o acordo precisa ser aprovado tanto no Congresso Nacional quanto na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. É o que explicou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: A União vai tomar as medidas necessárias para implementação desse acordo de recuperação fiscal do Rio de Janeiro, baseado na hipótese de que o Congresso Nacional aprove uma modificação da Lei da Responsabilidade Fiscal que viabilize tudo isso. E que o estado do Rio, evidentemente, consiga as aprovações na Assembleia Legislativa.

 

Repórter Luana Karen (ao vivo): Pelo acordo, o Governo Federal se comprometeu a encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de lei complementar com mudanças na lei de responsabilidade fiscal. A medida vai tornar possível o socorro não só ao Rio de Janeiro, mas também a outros estados que estão em situação semelhante. Ao vivo, Luana Karen.

 

Gláucia: O Brasil é o primeiro exportador e o segundo maior produtor de soja do mundo.

 

Nasi: E a abertura nacional da colheita da safra 2016/2017 foi feita hoje, em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul.

 

Gláucia: O ministro interino da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, participou do evento e falou da importância do setor para a economia brasileira.

 

Nasi: O ministro afirmou que o governo tem recebido todas as demandas do setor, e citou os principais objetivos do Ministério para desenvolver a produção no país.

 

Ministro interino da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Eumar Novacki: Toda vez que se libera crédito, novos postos de emprego são gerados, aquece a economia do país, existe um ganho direto e indireto para a nação brasileira, e é isso que nós queremos. Dois patamares nós estamos trabalhando: é desburocratizar, simplificar os procedimentos do Ministério da Agricultura, e garantir crédito abundante e a juros baixo.

 

Gláucia: 19h11, no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: O saldo negativo da previdência chega a R$ 150 bilhões.

 

Gláucia: Daqui a pouquinho vamos falar da proposta de reforma, que tem o objetivo de garantir as aposentadorias no futuro. Vamos também responder dúvidas dos nossos ouvintes.

 

"Momento Social"

 

Nasi: Hoje o nosso Momento Social vai falar como é feito o cálculo do valor pago pelo Bolsa Família.

 

Gláucia: É que esse valor leva em conta vários fatores. Se a família tem crianças, adolescentes, gestantes, isso significa alguns adicionais pagos a quem recebe.

 

Nasi: A Josiete Silva Lopes, lá de Maceió, mandou uma dúvida aqui pra gente. Ela recebe o Bolsa Família e usa o dinheiro para ajudar nas despesas de casa.

 

Gláucia: Ela tem dois filhos de 16 e 17 anos. Quem responde a pergunta dela é o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra.

 

Ouvinte - Josiete Silva Lopes: Olá, ministro. Meu nome é Josiete, sou de Maceió, Alagoas, recebo o Bolsa Família. Queria saber uma dúvida. Quando meus filhos completarem 18 anos, se o Bolsa Família é cancelado.

 

Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário - Osmar Terra: Não. O Bolsa Família, ele depende é de um cálculo de renda dessa família, dividido por todos os membros da família, que cheguem ao redor de R$ 170 per capita. A partir daí, pra baixo, essa família entra no programa. Mas tem alguns valores que são repassados, variáveis, pros jovens, pras crianças pequenas. Esse valor variável é que, quando faz 18 anos, ele é suspenso. Fica só valendo o recurso global, que já estava vindo pra família antes, fora aquela parte variável, que corresponde ao fato de ser adolescente, né, e também o mesmo acontece para o benefício das crianças pequenas.

 

Nasi: E se você também tem alguma dúvida sobre ações e programas sociais do governo, manda aqui pra gente.

 

Gláucia: Pode ser por e-mail, no endereço voz@ebc.com.br. Tem também o nosso Facebook: facebook.com/bolsafamilia.

 

Nasi: A sua pergunta vai ser respondida aqui na Voz do Brasil, sempre na quinta-feira. Participe.

 

Gláucia: Agora vamos contar rapidamente a história de Eurípides Machado, que dá uma aula sobre como recomeçar a vida.

 

Nasi: Condenado por tráfico de drogas, há oito anos e meio, em regime fechado, aprendeu na penitenciária o novo ofício.

 

Gláucia: Hoje, é empresário e emprega cinco funcionários na confecção de roupas.

 

Nasi: Mas por que a vida de Eurípides serve de exemplo pra mim ou pra você que está nos ouvindo?

 

Gláucia: Olha, Nasi, é que queremos mostrar que casos como o dele pode se multiplicar. R$ 30 milhões vão ser injetados no projeto Começar de Novo, para capacitação profissional de 15 mil presos.

 

Repórter Gabriela Noronha: Hoje Eurípides se considera um empresário de sucesso, mas nem sempre foi assim. Ele conta que, há 25 anos, foi preso e condenado a oito anos e seis meses de prisão, em regime fechado.

 

Empresário - Eurípides Machado: Acabei entrando no mundo do crime, né? Já fumando droga, indo pros roubos, entrando na casa dos outros. E entrei para o tráfico de drogas.

 

Repórter Gabriela Noronha: Foi durante o pior momento da vida que Eurípides decidiu recomeçar. Na penitenciária, começou a estudar e a trabalhar na alfaiataria. Ele diz que todo o conhecimento que tem hoje começou com os cursos de capacitação oferecidos na instituição.

 

Empresário - Eurípides Machado: A partir do momento que eu comecei trabalhar na alfaiataria, comecei a ver que era uma profissão, e que ia me ser útil. E através do trabalho que eu comecei a perceber que eu poderia fazer uso daquilo que eu estava tendo oportunidade, aqui fora. Botar o meu próprio negócio e ter a minha própria confecção. Eu decidi, depois de um tempo, que eu precisava mudar. Aquilo não era vida pra mim. O mundo do crime não compensa.

 

Repórter Gabriela Noronha: A produção do empresário Eurípides de Jesus Machado está a todo vapor. Dependendo da demanda, por mês, são produzidas na confecção mais de 500 peças, como camisetas e shorts. Ele emprega cinco funcionários e atende a encomendas de todo o Brasil. Para que histórias como a de Eurípides se multipliquem, o Governo Federal vai oferecer capacitação profissional a 15 mil presos, em todo o Brasil. De acordo com o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, serão investidos R$ 30 milhões no projeto Começar de Novo, que reúne um conjunto de ações educativas, cursos e medidas de reinserção no mercado de trabalho, para egressos do sistema carcerário.

 

Ministro do Trabalho - Ronaldo Nogueira: Primeiro uma medida pra combater a ociosidade. A ociosidade é a raiz de todos os males. Investir para que esses brasileiros também tenham uma oportunidade de reinserção. É uma ação do Governo Federal para combater também a criminalidade, tirando as pessoas do mundo do crime, qualificando-os e oferecendo para elas uma oportunidade de inserção na sociedade, para viverem de uma forma digna, trabalhando para sustentarem as suas famílias. Eles cumprirão a sua pena, pagando o seu crime, mas eles receberão uma qualificação profissional.

 

Repórter Gabriela Noronha: Os cursos de qualificação começam ainda neste semestre. O projeto Começar de Novo é uma parceria do Ministério do Trabalho com o Supremo Tribunal Federal, por meio do Conselho Nacional de Justiça. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: O sistema previdenciário brasileiro continua acumulando saldos negativos.

 

Gláucia: Em 2016, as despesas foram maiores que as receitas, em quase R$ 150 bilhões, segundo divulgou hoje o Ministério da Fazenda. É o maior déficit desde 1995.

 

Nasi: E é por isso que, para o governo, a reforma no sistema é o que vai garantir que aposentados e pensionistas continuem a receber o benefício no futuro.

 

Repórter Paulo La Salvia: O INSS concede benefícios para 33 milhões de aposentados e pensionistas no Brasil, nas cidades e no meio rural. Mas o sistema está com saldo negativo, isso porque paga mais do que arrecada em contribuições. Este déficit foi de quase R$ 150 bilhões no ano passado, um aumento de 74,5% em relação a 2015. Para o secretário de Previdência Social, Marcelo Caetano, o resultado é explicado principalmente por dois motivos.

 

Secretário de Previdência Social - Marcelo Caetano: Tem um aspecto da demografia, que ela, a sociedade envelhece e com isso gera cada vez mais benefícios, mas também tem questões conjunturais. Então, como em um ano particular você pode ter uma geração de empregos menor, isso afeta e aí, como a arrecadação previdenciária está muito relacionada a folha de pagamentos, isso afeta a arrecadação.

 

Repórter Paulo La Salvia: É por isso que o governo propôs uma reforma da previdência, que está em discussão no Congresso. Uma das propostas é estabelecer uma idade mínima para se aposentar de 65 anos, tanto para homens quanto mulheres. Com isso, o governo ganharia fôlego no sistema, que está pressionado por um cenário de envelhecimento da sociedade, combinado com a diminuição da população em idade de trabalhar. O IBGE revela que, em 2050, cerca de 30% da população brasileira será de idosos. Para o secretário Marcelo Caetano, a meta com a reforma é garantir os direitos no futuro.

 

Secretário de Previdência Social - Marcelo Caetano: A intenção da proposta de emenda constitucional encaminhada é ter uma relação da despesa previdenciária razoavelmente estável. Então, é justamente para poder dar estabilidade na previdência e, com isso, garantir o pagamento dos benefícios lá na frente.

 

Repórter Paulo La Salvia: A estimativa do Governo é que a reforma da previdência estabilize a despesa com o pagamento de benefícios em cerca de 8% do Produto Interno Bruto, o conjunto de bens e serviços produzidos pelo país num ano. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

"Você na Voz do Brasil"

 

Gláucia: E já que o assunto é reforma da previdência, hoje vamos responder a perguntas dos nossos ouvintes que têm dúvidas sobre a proposta que está no Congresso Nacional.

 

Nasi: A nossa repórter Natália Koslik ouviu as perguntas e vai explicar direitinho o que prevê o projeto do governo. Uma boa noite, Natália.

 

Repórter Natália Koslik (ao vivo): Boa noite ao pessoal do estúdio e aos nossos ouvintes. Quem começa perguntando hoje é Adonias, lá de Guarulhos, em São Paulo.

 

Ouvinte - Adonias: Meu nome é Adonias, tenho 48 anos, trabalhei 28 anos já, contribuí com 28 anos já. Eu quero saber se vai refletir alguma coisa, que eu trabalho em duas empresas, se isso também ajuda alguma coisa a aposentadoria ou não.

 

Repórter Natália Koslik (ao vivo): Adonias, a questão é o valor da contribuição e não o tempo. Quem responde é o secretário de políticas de Previdência Social, Benedito Brunca.

 

Secretário de políticas de Previdência Social - Benedito Brunca: Pessoa que trabalha um ano em uma empresa ou um ano em duas empresas, o ano continua sendo um ano. Então, o que modifica é a soma dos salários de contribuição, porque isso, sim, é considerado na hora do cálculo. Se ele ganha R$ 1.000 em cada emprego, na hora do cálculo será levado em consideração os R$ 2.000 resultantes da soma dos dois vínculos.

 

Repórter Natália Koslik (ao vivo): A próxima pergunta é da Sônia Silva, lá de Minas Gerais. Ela não gravou áudio, mas explicou a dúvida pra gente. Sônia é faxineira, contribui há 18 anos com a previdência e é pensionista. Ela quer saber se o fato de receber pensão invalida o recebimento da aposentadoria. E quem explica é o secretário Benedito Brunca.

 

Secretário de políticas de Previdência Social - Benedito Brunca: Se ela receber a aposentadoria depois da aprovação da emenda constitucional, ela vai ter que fazer a opção pelo benefício mais vantajoso. Se ela receber atualmente a aposentadoria e a pensão, serão respeitados os direitos adquiridos, seja em relação à acumulação, seja em relação às situações já constituídas, de quem já está aposentado.

 

Repórter Natália Koslik (ao vivo): E o Valmor Morales de Melo conta que já tem o tempo de serviço necessário para se aposentar, mas não está conseguindo comprovar dois anos de trabalho, entre 1973 e 1975. A empresa faliu e os documentos foram extraviados. O que ele pode fazer?

 

Secretário de políticas de Previdência Social - Benedito Brunca: A prova de vínculos e remunerações de todos os trabalho nós temos no Cadastro Nacional de Informações Sociais, o CNIS, né? Esse extrato, ele pode ser obtido em qualquer agência do INSS ou mesmo na Caixa Econômica e no Banco do Brasil, de maneira gratuita. Teria que verificar se essa empresa, quando ele exerceu essas atividades, registrou essas situações, fez as contribuições e mandou as informações necessárias.

 

Repórter Natália Koslik (ao vivo): Vale lembrar que as medidas relativas à reforma da Previdência ainda estão em análise e precisam ser aprovadas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal pra começarem a valer. Voltamos ao estúdio.

 

Gláucia: Obrigada, Natália. E você? Tem dúvidas também? Então mande a sua pergunta pra gente.

 

Nasi: Basta gravar uma mensagem e mandar para o nosso e-mail: voz@ebc.com.br. Ou no Whatsapp (61) 99862 7345. Repetindo, 99862 7345.

 

Gláucia: A nossa produção vai procurar a resposta pra você. Participe. 19h23 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: E o Conselho Monetário Nacional acabou de anunciar mudanças nas regras do cartão de crédito. A jornalista Helen Bernardes está aqui com a gente no estúdio e vai ter os detalhes. Boa noite, Helen.

 

Jornalista Helen Bernardes (ao vivo): Boa noite, Nasi, Gláucia, boa noite aos ouvintes. Olha, o Conselho Monetário Nacional acabou de aprovar uma norma que restringe o prazo do crédito rotativo do cartão de crédito. É isso mesmo. Segundo a norma, o rotativo, ele só vai poder ser usado até o vencimento da fatura seguinte do cliente. Então, se na data do vencimento dessa fatura o cliente não tiver feito o pagamento total do valor, o restante vai ter que ser parcelado. Segundo o banco central, esse parcelamento vai ter que ser financiado em condições mais vantajosas ou liquidado imediatamente pelo cliente. O Banco Central informou que a medida tem o objetivo de tornar o uso do cartão de crédito mais barato e também, atenção, de reduzir a taxa de juros desse cartão. Pra você ter uma ideia, os juros do rotativo fecharam o mês de dezembro do ano passado em 484% ao ano. Bom lembrar também que a decisão de incentivar essa redução dos juros do cartão foi anunciada pelo presidente Michel Temer no final do ano passado. Gláucia.

 

Gláucia: Obrigada, Helen, pelas informações ao vivo com a gente aqui na Voz do Brasil.

 

Nasi: E atenção estudantes. O prazo para inscrição para o Sistema de Seleção Unificada, o SISU, foi prorrogado em 48 horas. Agora ele vai até o próximo domingo, dia 29.

 

Gláucia: O resultado está mantido para segunda-feira, dia 30.

 

Nasi: De acordo com o Ministério da Educação, a prorrogação foi por causa de problemas no acesso ao sistema nos primeiros dias de inscrições.

 

Gláucia: Até as 6h da tarde de hoje o SISU já havia recebido mais de 4.030.000 inscrições. Lembrando que cada candidato pode escolher até duas opções de curso.

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

Gláucia: Uma realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gláucia: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite pra você e até amanhã.