31/05/2017 - A Voz do Brasil

Michel Temer lança Plano Safra da Agricultura Familiar. Torquato Jardim toma posse como ministro da Justiça. Número de fumantes cai 35% em 10 anos.

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Transcrição

A VOZ DO BRASIL – 31/05/2017


Apresentador Airton Medeiros: Em Brasília, 19h00.

Apresentadora Gláucia Gomes: Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje.

Airton: Olá, boa noite.

Gláucia: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

Airton: Quarta-feira, 31 de maio de 2017.

Gláucia: E vamos ao destaque do dia: R$ 30 bilhões em crédito.

Airton: E a regularização de mais de 64 mil títulos de terras.

Gláucia: É o que prevê o Plano Safra para a Agricultura Familiar, anunciado hoje pelo presidente Michel Temer.

Presidente Michel Temer: As políticas que nós anunciamos hoje mostram o quanto é firme o compromisso do governo com a agricultura familiar. Nós estamos ao lado desses produtos que, repito, tanto fazem pelo nosso país.

Airton: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje...

Gláucia: Cai mais uma vez a taxa de juros. Paulo La Salvia.

Repórter Paulo La Salvia: Juros básicos da economia brasileira passam para 10,25% ao ano. Daqui a pouco eu volto com mais informações.

Airton: Hospitais universitários realizam mutirão em todo o país. Mais de 10 mil procedimentos foram realizados.

Gláucia: E hoje é o Dia Mundial sem Tabaco. Governo inicia uma campanha para incentivar brasileiros como Guilherme Besouro, que só parou de fumar quando descobriu um câncer.

Arquiteto e Ex-Fumante - Guilherme Besouro: Eu comecei a fumar com 17 anos e estou com 66. Cinco anos atrás eu fiz uma cirurgia de câncer no pulmão, o que deu uma parada, praticamente zerada do cigarro.

Airton: A Voz do Brasil de hoje na apresentação de Gláucia Gomes e Airton Medeiros.

Gláucia: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

Airton: Titulação de terras, apoio à comercialização e crédito de R$ 30 bilhões.

Gláucia: Essas são algumas das novidades do novo Plano Safra da Agricultura Familiar anunciado hoje pelo presidente Michel Temer.

Airton: Medidas que vão facilitar a vida de 14 milhões de pequenos produtores que levam alimentos para a mesa dos brasileiros.

Gláucia: Pessoas como o agricultor Paulo Antonio, que abriu os portões de sua pequena fazenda para a equipe da Voz do Brasil. A repórter Taíssa Dias mostra para a gente como mais crédito e a titulação vão fazer a diferença na vida dos produtores.

Repórter Taíssa Dias: Ele nos conta que nasceu no tempo. Cresceu, criou quatro filhos e nunca moraria na cidade. Na visita da equipe da Voz do Brasil, o agricultor familiar Paulo Antonio Alves nos mostrou o seu pequeno rebanho para a produção de leite no município de Cristalina, em Goiás. Também conhecemos a horta onde a família cultiva as verduras, frutas e hortaliças que vende na feira da cidade. A propriedade faz parte de um assentamento, mas, assim como outros produtores no local, Paulo explica que ainda não tem a escritura das terras.

Agricultor Familiar - Paulo Antonio Alves: Sobre a documentação é o seguinte: têm umas 120 famílias já tituladas, umas 10 famílias já escriturada e umas 70 sem título, e dentre essas 70 têm umas 20 que não têm documento nenhum.

Repórter Taíssa Dias: A documentação da propriedade é importante para a obtenção do crédito rural. Por isso, a regularização fundiária é um dos eixos do Plano Safra da Agricultura Familiar 2017/2020, lançado pelo governo federal. O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, destaca a implementação da medida, que vai facilitar a regularização dos assentamentos.

Ministro-Chefe da Casa Civil - Eliseu Padilha: A nossa meta é titular 230 mil assentados da reforma agrária a apenas no ano de 2017. Isto é mais do que o dobro de toda a titulação conferida na reforma agrária até hoje.

Repórter Taíssa Dias: O agricultor Paulo Alves, de Cristalina, está otimista com a medida. Paulo leva para as feiras entre 20 a 25 caixas de couve, batata, quiabo, cheiro verde. A horta é uma produção pequena que ele gostaria de aumentar. Para isso, quer ter acesso ao crédito e melhorar os recursos da propriedade.

Agricultor Familiar - Paulo Antonio Alves: Quando você tem documento, você tem garantia. Quando você tem garantia, você entra no mercado de igual para igual com todo mundo.

Repórter Taíssa Dias: O acesso ao crédito também é um dos pontos centrais do Plano Safra: R$ 30 bilhões vão ser disponibilizados aos agricultores famílias só no período de 2017/2018. Os juros são 2,5% ao ano para a produção de alimentos que integram a cesta básica. O presidente Michel Temer afirmou que a medida é fruto do comprometimento do governo com a agricultura familiar.

Presidente Michel Temer: Alguns diziam erroneamente, não é? “O governo vai cortar dinheiro do crédito rural”. “O dinheiro vai aumentar os juros”. Os R$ 30 bilhões revelam que nós não estamos cortando. A queda da Taxa Selic dos juros e a queda da inflação está mostrando que nada disso aconteceu. Porque o fato, reitero aqui mais uma vez, é que superamos a crise econômica mais grave da nossa história sem mexer no volume do crédito ou nas taxas de juros do Pronaf. O acesso ao crédito barato, nós todos reconhecemos, é fundamental para o agricultor familiar.

Repórter Taíssa Dias: E o apoio à comercialização da produção também está garantido. O secretário especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, José Ricardo Roseno, explicou que o governo vai criar ferramentas para monitorar as chamadas públicas de compra de alimentos da agricultura familiar e integrar produtores com o mercado.

Secretário Especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário - José Ricardo Roseno: Para este ano prevemos um potencial de mercado institucional como o PAA, PAA Institucional e o PNAE e compras públicas num total potencial de R$ 4,5 bilhões.

Repórter Taíssa Dias: E a região Nordeste ganhou atenção especial no plano: além do Programa Garantia-Safra, que vai assegurar a renda de mais de 1,3 milhão de produtores do semiárido no caso de perdas ligadas à seca só no primeiro ano, estão previstas ações integradas de combate à pobreza e desenvolvimento sustentável na região. Reportagem, Taíssa Dias.

Airton: O Banco Central anunciou, agora há pouco, mais uma redução na taxa básica de juros da economia.

Gláucia: Quem traz mais informações, ao vivo, para a gente é o repórter Paulo La Salvia. Boa noite, Paulo.

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Boa noite, Gláucia. Boa noite, Airton. Boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. A queda anunciada agora há pouco foi de um ponto percentual. Com isso, a taxa básica de juros da economia foi para 10,25% ao ano. É a sexta queda consecutiva da Selic. Desde outubro do ano passado o Banco Central vem promovendo cortes. Para a redução de hoje o Banco Central apresentou duas explicações: a projeção de inflação para este ano, medida pelo Boletim Focus, com os 100 maiores especialistas do país, está prevista para 4%, e a redução dos preços que têm se generalizado na economia. A Taxa Selic é uma referência para o mercado. A partir dela são calculados, por exemplo, os juros tanto de um empréstimo bancário quanto das parcelas de um crediário numa loja. Por isso, uma taxa mais baixa pode incentivar o consumo e a produção. Ao vivo, Paulo La Salvia.

Airton: E hoje, em São Paulo, no último dia do Fórum de Investimentos Brasil estavam presentes mais de 1.400 executivos de grandes empresas brasileiras e multinacionais de 40 países.

Gláucia: Eles estão por aqui para fazer negócios e o governo participa também para mostrar o que tanto pode atrair esses investidores.

Airton: Economia em retomada de crescimento, juros em queda e inflação no controle, além de contratos transparentes e, claro, boas oportunidades.

Repórter João Pedro Neto: A investidores nacionais e estrangeiros, representantes do governo apresentaram as oportunidades em áreas como rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, energia, petróleo e gás. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, destacou que hoje há um novo formato de associação entre os setores público e privado por meio do Programa de Parcerias de Investimentos, o PPI.

Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência - Moreira Franco: Havia um déficit de R$ 175 bilhões. Então, não havia outra alternativa se não criar um ambiente de negócio favorável para que houvesse uma participação da iniciativa privada, do capital privado, em programas de infraestrutura que são programas altamente geradores de emprego.

Repórter João Pedro Neto: Com medidas para dar mais transparência e concorrência, além de regras claras e atrativas para os investidores, os resultados já têm parecido, como nos bem sucedidos leilões de aeroportos e na área de eletricidade. O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintela, reforçou que este é o momento certo para se investir em infraestrutura no Brasil.

Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil - Maurício Quintela: O Brasil tem bons projetos e na área de infraestrutura principalmente. No primeiro quadrimestre desse ano, só para ilustrar, nós tivemos um incremento de mais 500% de capital externo investidos em projetos de infraestrutura no Brasil.

Repórter João Pedro Neto: Para o financiamento desses projetos a ideia é ter maior participação do mercado e de capital privado, aliado à capacidade dos bancos públicos. O diretor da área de crédito e da área financeira internacional do BNDES, Cláudio Coutinho, destacou que o banco está passando a oferecer novos produtos para os investidores.

Diretor da Área de Crédito e da Área Financeira Internacional do BNDES - Cláudio Coutinho: A sustentabilidade dos projetos, energia alternativas como solar, eólica, projetos que envolvam soluções de saneamento, projetos de inovação.

Repórter João Pedro Neto: Durante os debates, especialistas e investidores destacaram que a melhoria da infraestrutura no país, além de atrair investimentos e gerar emprego e renda, pode melhorar a competitividade dos produtos brasileiros e a qualidade dos serviços públicos prestados ao cidadão. De São Paulo, reportagem, João Pedro Neto.

Gláucia: Outro tema de destaque no Fórum de Investimentos foi o comércio exterior.

Airton: Ministros do governo federal falaram sobre iniciativas para aumentar a produtividade do país preservando o meio ambiente e também melhorar a troca comercial com outros países. Nós vamos agora, ao vivo, até São Paulo, conversar com o repórter José Luiz Filho, que tem mais informações. José Luiz, boa noite.

Repórter José Luiz Filho (ao vivo): Olá. Boa noite, Airton. Boa noite, Gláucia. Boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. O agronegócio, setor líder das nossas exportações, foi tema de um dos mais concorridos painéis do Fórum de Investimentos Brasil 2017. Quem representou o Brasil no debate foi o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi. Ele defendeu o uso da tecnologia para o aumento da produtividade da agricultura e disse que o Brasil também precisa aumentar as exportações para ampliar a participação no mercado mundial de alimentos. A empresária Mariana Vasconcelos, presidente de uma empresa de tecnologia, disse que é preciso sempre levar em conta a sustentabilidade e que para isso é necessário o uso de ferramentas tecnológicas em todas as etapas da produção. Outros empresários também falaram da importância de desburocratizar processos e de realizar uma reforma tributária no país. O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, também participou do Fórum. Ele disse que a celebração de acordos bilaterais de comércio e a modernização do Mercosul vão ampliar o comércio exterior do Brasil. O ministro ainda explicou que o governo brasileiro tem realizado mudanças para reduzir a burocracia, como a criação do Portal Único de Exportações e o Programa Rota 2030, voltado para o setor automotivo. Ao vivo, de São Paulo, José Luiz Filho.

Gláucia: 19hs13min, em Brasília.

Airton: Mutirão de atendimento em 39 hospitais universitários do país.

Gláucia: E no Dia Mundial sem Tabaco, Ministério da Saúde alerta para o número de mortes e ainda os prejuízos que o cigarro traz aos brasileiros e aos cofres públicos.

Airton: Tudo isso você acompanha ainda nesta edição.

Gláucia: A Operação Lava Jato não vai sofrer nenhuma interferência do governo.

Airton: A afirmação é do novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, que tomou posse hoje.

Gláucia: Torquato Jardim era ministro da Transparência e, agora, vai ser responsável pela Polícia Federal, Força Nacional de segurança, Plano Nacional de Segurança Pública e Secretaria Nacional do Consumidor.

Repórter Paulo La Salvia: Torquato Jardim estava à frente do Ministério da Transparência desde junho do ano passado, mas é um dos maiores especialistas do país em direito eleitoral, com passagens pelo Tribunal Superior Eleitoral, além de universidades no Brasil e no exterior. Torquato Jardim defendeu que a chegada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública não vai causar nenhuma interferência na Operação Lava Jato, que investiga desvios na Petrobras.

Ministro da Justiça e Segurança Pública - Torquato Jardim: Em nenhum momento eu afirmei desconfiança ou intenção de inibir nada na Lava Jato. Disse categoricamente que a Lava Jato era uma oportunidade única de se conceber no Brasil uma nova ética pública. A Lava Jato é um programa de estado, não é mais coisa de governo, nem de Ministério Público, nem de Judiciário, nem de Executivo. É um programa de estado, é uma vontade de estado, é uma demanda da sociedade brasileira.

Repórter Paulo La Salvia: O ministro também disse que qualquer mudança na Polícia Federal, inclusive na direção do órgão, vai depender de um estudo e de uma conversa com o diretor-geral da instituição, Leandro Daiello. Junto com o Ministério Público, a Polícia Federal é uma das responsáveis por conduzir a investigação da Lava Jato. Durante a cerimônia de posse, o presidente Michel Temer destacou a tradição e a posição central do Ministério da Justiça na sociedade brasileira, que passou a ter mais uma atribuição recente: enfrentar a questão da segurança pública.

Presidente Michel Temer: O tema da segurança pública é um tema angustiante, não é? Nós demos maior ênfase entre as atribuições do Ministério a segurança pública, que é preocupação cotidiana de todos os brasileiros. Aliás, foi elaborado um Plano Nacional de Segurança Pública para enfrentar o crime de forma estruturada e trazer mais tranquilidade às nossas cidades e ao campo.

Repórter Paulo La Salvia: Já sobre a situação atual do país, o presidente Michel Temer afirmou que o Brasil vive um momento de conflito entre as instituições, como os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, e que para resolver esta questão é necessária a manutenção da ordem e o cumprimento da lei. Reportagem, Paulo La Salvia.

Airton: Pacientes que estavam na fila de espera de cirurgia e de outros procedimentos médicos tiveram hoje a oportunidade de serem atendidos num mutirão realizado por hospitais universitários federais.

Gláucia: Durante todo o dia, médicos, enfermeiros e outros profissionais trabalharam na ação e realizaram mais cinco mil consultas, quase cinco mil exames e mais de 600 cirurgias.

Airton: Ao todo foram mais de 10 mil procedimentos, mais que o dobro do que foi realizado no ano passado.

Repórter Gabriela Noronha: Há pouco mais de um ano, durante uma internação, Sônia Maria Borges descobriu que estava com pedras na vesícula biliar. Desde então, a brasiliense está na fila para fazer a cirurgia pelo Sistema Único de Saúde, mas hoje essa espera chegou ao fim: Sônia será operada no Hospital Universitário de Brasília e conta que está muito feliz.

Paciente - Sônia Maria Borges: O rapaz ligou, né, confirmando para mim vir internar e eu fiquei assim muito feliz. Ele falou assim: “Ó, na verdade, é porque o seu nome está lá atrás, mas como vai ter um mutirão, aí por isso que você foi chamada agora”. Eu fiquei muito feliz.

Repórter Gabriela Noronha: A cirurgia da Sônia foi possível graças ao Segundo Mutirão Nacional da Rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Participaram da ação 39 hospitais universitários em todo o país. Segundo Kleber Morais, presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares do Ministério da Educação, o número de procedimentos deve aumentar de forma significativa em relação ao primeiro mutirão.

Presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares do Ministério da Educação - Kleber Morais: No ano passado tivemos em torno de três mil procedimentos. Esse ano estamos com quase 10 mil procedimentos. Em um ano, isso prova o desenvolvimento de todas as equipes de todos os hospitais universitários.

Repórter Gabriela Noronha: Segundo o ministro da Educação, Mendonça Filho, o mutirão também contribui para a formação dos profissionais de saúde.

Ministro da Educação - Mendonça Filho: A gente tem um duplo objetivo: o objetivo de melhorar a formação, ampliar a formação dos profissionais vinculados à saúde, especialmente médicos, enfermeiros e outras profissões, e ao mesmo tempo também proporcionar um bom atendimento à população pobre do Brasil.

Repórter Gabriela Noronha: Os hospitais universitários federais formam uma parceria com as universidades para aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, além de promover o ensino e a pesquisa. Reportagem, Gabriela Noronha.

Gláucia: 19hs18min, em Brasília. Hoje é Dia Mundial sem Tabaco, e o Brasil registrou avanços importantes no combate a esse tipo de vício.

Airton: O número de brasileiros que fumam diminuiu 35%.

Gláucia: Mas o cigarro ainda causa prejuízos altos: são R$ 57 bilhões com despesas médicas por ano no SUS.

Airton: É por isso que o governo inicia uma nova campanha. O objetivo é fazer um alerta para as doenças que o cigarro traz.

Repórter Natália Mello: Neste Dia Mundial sem Tabaco, o Brasil comemora a diminuição de 35% de fumantes adultos nos últimos 10 anos, mas a luta ainda não está ganha. Apesar da redução, só em 2015 o cigarro causou mais de 156 mil mortes e também traz prejuízos ao país: o Brasil gasta R$ 56 bilhões com despesas médicas todos os anos. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer. Para a diretora-geral do Inca, Ana Cristina Pinho, o Brasil ocupa lugar de destaque na luta contra o cigarro.

Diretora-Geral do Inca - Ana Cristina Pinho: O Brasil é um dos líderes mundiais do combate ao tabagismo e é um dos países que têm os melhores números a apresentar.

Repórter Natália Mello: Vencer o vício para muitos não é fácil. O arquiteto Guilherme Besouro fumou por 50 anos e só conseguiu forças para parar ao descobrir um câncer no pulmão.

Arquiteto e Ex-Fumante - Guilherme Besouro: A droga te joga para a depressão e você precisando de outro cigarro. Então, você fica dentro desse círculo vicioso e não percebe.

Repórter Natália Mello: O próximo passo que o Brasil quer dar na luta contra o cigarro é a proibição dos sabores. De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a medida é para não estimular os adolescentes a fumar.

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Nós precisamos proibir aditivos de sabor nos cigarros, porque isso vai reduzir ainda mais os iniciantes no fumo no Brasil.

Repórter Natália Mello: Para continuar diminuindo o número de fumantes, em parceria com a Organização Mundial da Saúde o Brasil inicia a campanha “Diga não ao Tabaco”. O slogan é “O Cigarro Mata”, como anuncia o ministro da Saúde.

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Ele mata mesmo. Em 2015, foram 156 mil brasileiros que morreram de doenças pulmonares, cardíacas, AVC e câncer. A nossa campanha é para sensibilizar os brasileiros a deixarem o tabagismo.

Repórter Natália Mello: E depois do susto de descobrir um câncer no pulmão, Guilherme começa agora a aproveitar a vida com mais aromas e sabores, sentidos que o cigarro havia roubado.

Arquiteto e Ex-Fumante - Guilherme Besouro: O alimento fica com sabor melhor, a gente aprecia mais a comida, né? O ganho é sempre muito grande.

Repórter Natália Mello: Reportagem, Natália Mello.

Gláucia: O Brasil está se modernizando no campo das comunicações.

Airton: Isso mesmo. Hoje foi dado mais um passo. Emissoras de rádio de Goiás e Tocantins participaram de um mutirão para migrar da frequência AM para a FM.

Repórter Natália Koslyk: O quarto mutirão de assinaturas para migração da frequência AM para FM aconteceu nesta quarta-feira em Goiânia, envolvendo 14 emissoras goianas e duas de Tocantins. Uma delas é o Rádio Jornal de Inhumas, que tinha 58 anos de história veiculados em faixa AM. Mas, agora, isso vai mudar. A administradora da rádio, Nízia Borges, está ansiosa pelos ganhos que a migração vai trazer.

Administradora da Rádio Jornal de Inhumas - Nízia Borges: A gente não pode comparar o som de uma emissora de AM com uma de FM, né? Outra coisa: o custo operacional é muito alto da AM.

Repórter Natália Koslyk: O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, participou do mutirão. Na ocasião, ele explicou que todos os esforços estão sendo feitos para que os ouvintes de rádio tenham o acesso a um serviço de qualidade.

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: Nós estamos nos envolvendo, nos dedicando muito para que as pessoas que estão acostumadas a ouvir rádio possam ter condições de acesso a um serviço de muito melhor qualidade.

Repórter Natália Koslyk: Das mais de 1.700 emissoras AM do Brasil, mais de 70% já pediram a migração. A meta do governo é de que até o final do ano todas as migrações sejam concluídas. Na segunda-feira o mutirão vai ser feito em Curitiba. Reportagem, Natália Koslyk.

Gláucia: É, e hoje, em Goiânia, o ministro Gilberto Kassab também participou da assinatura do termo de desligamento do sinal analógico de televisão.

Airton: Como a gente falou ontem, a partir do dia 21 de junho o sinal de TV vai ser totalmente digital na capital de Goiás e em outros 28 municípios do estado.

Gláucia: Em nota sobre a segunda fase da Operação Carne Fraca da Polícia Federal, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento afirma que Francisco Carlos de Assis foi exonerado em julho de 2015.

Airton: Ainda na nota o Ministério reafirma que apoia com informações a investigação da Polícia.

Gláucia: E essas foram as notícias do governo federal.

Airton: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

Gláucia: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

Airton: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

Gláucia: Boa noite para você e até amanhã.