Crédito barato do Pronaf ajuda a modernizar a Agricultura Familiar

Somente na safra 2013/2014, os agricultores familiares já tomaram R$ 13,7 bilhões em crédito para expandir a produção, comprar máquinas e equipamentos, e modernizar as propriedades rurais. Além do crédito barato, o governo apoia a comercialização dos produtos da agricultura familiar com o PAA e o PNAE. No Café com a Presidenta, Dilma Rousseff também falou sobre a entrega de máquinas para os pequenos municípios do país.

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Transcrição

Apresentador: Olá, bom dia! Eu sou Luciano Seixas e começa agora mais um Café com a Presidenta Dilma. Bom dia, presidenta!

Presidenta: Bom dia, Luciano! E bom dia para você que nos acompanha no Café hoje!

Apresentador: Presidenta, o assunto do nosso Café de hoje é Agricultura Familiar. O governo colocou um grande volume de crédito em boas condições no Plano Safra da Agricultura Familiar. Eu queria saber se esses recursos estão sendo usados, presidenta.

Presidenta: Ah, estão, sim, Luciano. Nós colocamos R$ 21 bilhões para financiar a safra de 2013/2014 da Agricultura Familiar. Para você ter uma ideia do quanto esses recursos ampliaram, Luciano, vamos lembrar que, na safra de 2003/2004, o crédito disponível do Pronaf para a Agricultura Familiar, ele era de R$ 5,4 bilhões. Chegamos nessa safra de 2013/2014 a R$ 21 bilhões. E aí, Luciano, R$ 13,7 bilhões já foram contratados pelos produtores, pelos agricultores familiares. Nossos agricultores familiares estão aproveitando esse crédito, Luciano, esse crédito do Pronaf para custear suas atividades, para expandir sua produção, comprar máquinas, comprar equipamentos. São mais tratores, mais caminhões, equipamentos de irrigação e resfriadores de leite, aumentando a produtividade nas lavouras e nas criações da Agricultura Familiar.

Apresentador: Mas o pequeno produtor tem acesso a novas tecnologias, presidenta?

Presidenta: O pequeno agricultor hoje quer também se beneficiar das inovações tecnológicas e das pesquisas modernas. Por isso, também estamos fazendo o Pronaf Inovação. No Pronaf Inovação, o crédito é bem barato para incentivar o cultivo protegido de hortifrutigranjeiros, para a automação da avicultura e da suinocultura, e também para atualização tecnológica da bovinocultura de leite. Com isso, a Agricultura Familiar vai mudar, ficando cada vez mais moderna e produtiva. Sabe, Luciano, a Agricultura Familiar é muito importante para fazer chegar a comida à mesa da nossa população, para o crescimento da nossa economia e a distribuição de renda em nosso país. É por isso que o nosso apoio à Agricultura Familiar também inclui o apoio à comercialização dos produtos.

Apresentador: Explica para a gente como funciona esse apoio do governo à comercialização dos produtos da Agricultura Familiar, presidenta.

Presidenta: Olha, Luciano, o governo compra uma parte dos alimentos produzidos nas pequenas propriedades pela Agricultura Familiar, produzidos pelas cooperativas que agregam os produtores da Agricultura Familiar por meio de dois programas, Luciano: um chama PAA, que é o Programa de Aquisição de Alimentos; e o outro chama PNAE, que é o Programa Nacional de Alimentação Escolar. Esses programas, o PAA e o PNAE, são muito importantes, porque, primeiro, eles garantem uma renda certa para os produtores; segundo, eles colocam produtos frescos e saudáveis na merenda escolar das crianças, nas creches e nos hospitais. E, finalmente, vamos lembrar, eles movimentam a economia dos pequenos municípios.

Apresentador: Quanto dinheiro tem para esses programas, presidenta?

Presidenta: O orçamento do PAA somado ao orçamento do PNAE para 2014 está por volta de R$ 2 bilhões. Com esses recursos, nós vamos beneficiar milhares e milhares de produtores rurais, que se sentem seguros aí para produzir, porque tem quem compra a sua produção.

Apresentador: Com esse apoio, o pequeno agricultor tem condições de dar um salto na produção, não é verdade, presidenta?

Presidenta: Ah, com certeza, Luciano! Com certeza! Dá até para sonhar bem alto. Eu vou te contar uma história, a história do Wilson Mantovanelli, que mora da zona rural de Ji-Paraná, em Rondônia. O Wilson trabalha na produção de polpas de fruta junto com a sua mulher, a Gedinéia. Eles colhem graviola, acerola, caju, cajá, manga e muitas outras frutas no sítio da família, que fica a 35km de Ji-Paraná. Antes, Luciano, eles faziam a polpa de forma artesanal e vendiam para os comerciantes lá da cidade de Ji-Paraná. O Wilson ia de bicicleta carregando o isopor com as polpas pela cidade afora até que ele pegou um financiamento de R$ 45 mil do Pronaf. Com esse empréstimo, o Wilson montou uma pequena agroindústria, com liquidificador industrial, freezer, multiprocessador, balança digital e ar condicionado. Aí, Luciano, os 150kg de polpa de fruta que Wilson e a mulher produziam por semana passaram a ser 150kg produzidos por dia. Com uma produção desse tamanho, Luciano, eles buscaram novos mercados, foram até o PAA, ao PNAE, venderam para outros comerciantes. E, para você ter uma ideia, o Wilson e a Gedinéia começaram atendendo uma única escola e, em dois anos, já estavam fornecendo polpa de fruta para nove escolas da região. Veja só, Luciano, eles foram à luta, tiveram muita força de vontade, se esforçaram muito e encontraram, no governo, um apoio importante para realizar seus sonhos. O resultado é uma vida melhor para toda a família do Wilson e da Gedinéia.

Apresentador: Esse é um bonito exemplo, presidenta! Os pequenos agricultores são muito importantes para o Brasil, não são?

Presidenta: Ih, Luciano, os pequenos produtores representam 33% do PIB agropecuário do Brasil. 33%. Além disso, Luciano, são 84% dos estabelecimentos rurais e 74% da mão de obra no campo. Veja, Luciano, são uma verdadeira potência espalhada pelo Brasil afora. E não vamos esquecer que eles colocam, como eu disse, o alimento fresquinho na mesa da gente, na mesa da nossa população.

Apresentador: O programa que doa um kit de máquinas - retroescavadeira, motoniveladora e caminhão-caçamba - para cada um dos municípios do Brasil com até 50 mil habitantes beneficia muito a Agricultura Familiar, não é, presidenta?

Presidenta: É verdade, Luciano! É verdade! Quando são municípios do semiárido ou da Sudene, em estado de emergência, entrega mais um caminhão-pipa e uma pá-carregadeira. Dá para fazer muita coisa com essas máquinas, Luciano. Por exemplo, nos municípios do semiárido dá para fazer barraginhas, recuperar açudes, limpar aguadas, que servem para os animais tomarem água. Pelo Brasil inteirinho, essas máquinas são importantes para construir e melhorar as estradas vicinais. Uma boa estrada vicinal, Luciano, é fundamental para o escoamento da safra da Agricultura Familiar, com menos custos e sem desperdício. Pelas estradas vicinais também passam, por exemplo, os ônibus que levam as crianças, filhos e filhas dos agricultores familiares à escola, melhorando a qualidade de vida no campo.

Apresentador: Muito boa a conversa de hoje, presidenta, mas, infelizmente, o nosso chegou a fim. Obrigado por mais esse Café.

Presidenta: Antes de terminar, Luciano, eu quero dizer a todos os agricultores e a todas as agricultoras do Brasil que nos ouvem, que podem contar com o nosso apoio para aumentar a produção, cuidar das criações, modernizar suas propriedades e desenvolver o campo. O meu governo está junto dos agricultores, junto de vocês, agricultores, criando as condições para que, com o seu esforço, todos possam construir uma vida melhor. Um abraço e uma boa semana para você, Luciano, para os nossos ouvintes, para os nossos agricultores familiares do Brasil afora. Até a semana que vem!

Apresentador: Obrigado, presidenta. O Café com a Presidenta também está na internet, no endereço www.brasil.gov.br. Nós voltamos na próxima segunda-feira. Até lá!