1º/03 - Pesquisadores desenvolvem nova tecnologia para identificação de impressões digitais

A identificação de impressões digitais pode ficar mais rápida e mais eficaz. Pesquisadores desenvolveram uma nova tecnologia para revelar essas marcas deixadas em superfícies porosas, como papéis, no local do crime. O produto foi desenvolvido com um componente bastante presente na biodiversidade brasileira, a goma do cajueiro.

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Transcrição

A identificação de impressões digitais pode ficar mais rápida e mais eficaz. Pesquisadores desenvolveram uma nova tecnologia para revelar essas marcas deixadas em superfícies porosas, como papéis, no local do crime. O produto foi desenvolvido com um componente bastante presente na biodiversidade brasileira, como conta a coautora da pesquisa, Marcela Sampaio.

“Ele é produzido praticamente à base de prata e da goma do cajueiro que é extraído da resina que é encontrada na árvore do cajueiro, que é amplamente distribuída principalmente na região Nordeste. Ela exuda naturalmente essa resina que, quando vai ser convertida em goma, tem um bom rendimento, através de um processo simples e barato.”

A pesquisadora Marcela Sampaio, que também é perita criminal da Polícia Civil do Piauí, destaca que, além de ser obtido por meio de um processo barato e simples, o novo revelador é natural e biodegradável.”

“Então, não vai afetar o meio ambiente quando for descartado e não vai ser tóxico, vai ter uma toxicidade bastante reduzida para os peritos que estiverem trabalhando com esse produto em sua rotina laboral.”

O professor da Faculdade de Medicina da UnB, José Roberto Leite, coordenador do estudo, explica o que acontece quando o papel onde foi deixada a marca dos dedos é embebido no líquido, à base de nanopartícula de prata e goma do cajueiro.

“Esse produto se liga nas substâncias deixadas no papel e, depois, com a prata ligado lá, você faz uma revelação dessa imagem e depois pode fotografar e identificar a impressão digital.”

Os testes foram realizados em Teresina e Brasília. Em uma próxima etapa, serão realizados em escalas maiores. O projeto envolveu pesquisadores de diferentes áreas e instituições, entre elas, a Universidade de Brasília, a Universidade Federal do Delta do Parnaíba, no Piauí, e a Universidade do Porto, em Portugal.