04/05 - Pesquisadores criam máscara mais segura com substância do camarão

O vírus SARS-CoV-2 tem a capacidade de ultrapassar o filtro do respirador N95, disponível no mercado. Já o VESTA, criado por cientistas brasileiros, é composto por três camadas. E, em uma delas, os cientistas estão usando uma substância retirada da casca do camarão para aumentar a proteção dos profossionais de saúde.

audio/mpeg 04-05-20 - EMBARGO RN 7H - BEATRIZ EVARISTO - C&T - MÁSCARA NANOTECNOLOGIA.mp3 — 3284 KB

Duração: 3m27s




Transcrição

A máscara N95 - aquele modelo mais robusto - tem sido a mais indicada para os profissionais de saúde como proteção contra o novo coronavírus.

 

Apesar de ser comumente chamada de máscara, esse tipo de equipamento de proteção leva o nome técnico de respirador porque possui filtros para contaminantes. E, para tornar essa proteção mais eficaz, um grupo formado por mais de cem cientistas de diferentes áreas está usando nanotecnologia.

 

O pesquisador Mario Rosa, do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia em Saúde da Universidade de Brasília conta como funciona a inovação batizada como VESTA.

 

De acordo com a pesquisa, o vírus SARS-CoV-2 tem a capacidade de ultrapassar o filtro do respirador N95, disponível no mercado. Já o VESTA é composto por três camadas. E, em uma delas, os cientistas estão usando uma substância retirada da casca do camarão para aumentar a segurança do produto, como explica Mario Rosa.

 

Além de oferecer maior proteção para o profissional de saúde, o VESTA tem um baixo custo de produção, já que usa matérias-primas nacionais, como detalha o professor e pesquisador.

 

A pesquisa teve início em março deste ano, e um lote de 1,5 mil unidades já está em produção. Na próxima fase, o produto deve ser avaliado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e, só depois, para os testes clínicos.

 

Cinco mil profissionais de saúde devem participar dessa fase de testes do VESTA.