11/05 - Máscara de bioplástico: reutilizável, lavável e mais segura

É o que os pesquisadores do Piauí desenvolveram para proteger os profissionais de saúde no combate ao novo coronavírus. O modelo de máscara pode ser construída com uso de uma impressora 3D doméstica, com baixo custo e já ultrapassou as fronteiras brasileiras, alcançando mais de dez países.

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Duração: 3m08s




Transcrição

Manter o atendimento dos doentes depende da saúde dos trabalhadores que atuam na linha de frente do combate ao novo coronavírus.

 

Desde o início da pandemia, só no Brasil, mais de oito mil profissionais de saúde foram afastados do serviço por causa da Covid-19. Entre os equipamentos de proteção mais importantes está a máscara N95, aquele modelo feito de material mais grosso.

 

Só que a durabilidade do produto é pequena. O tempo de uso é de 24 horas. Pensando em substituir a N95, pesquisadores do Piauí desenvolveram um modelo reutilizável, lavável e mais seguro, como conta o professor Gildário Lima, da Universidade Federal do Delta do Parnaíba.

 

O material utilizado é um bioplástico, que é biodegradável e reciclável. Para o filtro, é usado um disco de algodão. O pesquisador explica que a máscara pode ser construída com uso de uma impressora 3D doméstica, com baixo custo.

 

O projeto já ultrapassou as fronteiras brasileiras e alcançou mais de 10 países. Aqui no Brasil, as primeiras 500 máscaras foram doadas a profissionais de saúde. O produto também foi testado pela Polícia Federal como explica o pesquisador.

 

A máscara foi desenvolvida respeitando as normas estabelecidas pela Anvisa. Agora que estão em fase de produção e distribuição, a equipe vai concentrar esforços no desenvolvimento de um ventilador mecânico pulmonar.

 

Reportagem: Beatriz Evaristo.