Pesquisadores da Embrapa criam farinha de pinhão que substitui glúten

Além de ser uma nova opção para os consumidores celíacos, que são intolerantes ao glúten, o produto agrega valor às sementes de Araucária e pode contribuir para geração de renda e conservação ambiental. O estudo foi conduzido pela Embrapa Florestas.

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Duração: 2m07s




Transcrição

A doença celíaca é caracterizada pela intolerância ao glúten, uma proteína presente no trigo, na cevada, na aveia e no centeio.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada cem pessoas no mundo tem essa enfermidade e não pode consumir, por exemplo, aquela farinha branca comum usada em tantas receitas.

Esse ingrediente pode ser substituído por um novo produto criado por cientistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) a partir do pinhão, como explica Rossana Catie Bueno de Godoy, pesquisadora da Embrapa Florestas.

Além de ser uma nova opção para os consumidores, a farinha de pinhão agrega valor às sementes de Araucária e pode contribuir para geração de renda e conservação ambiental, principalmente em pequenas propriedades rurais.

A pesquisadora Rossana Catie acredita que o preço deve ficar na mesma faixa de outros produtos especiais que são oferecidos no mercado.

Conservada em temperatura ambiente, a farinha de pinhão tem validade de 120 dias, tempo maior do que a semente in natura que é mais perecível.

O estudo foi realizado com plantas-piloto da Embrapa por meio de parceria entre Embrapa Florestas, do Paraná, Embrapa Agroindústria de Alimentos, do Rio de Janeiro, Universidades Federal do Paraná e Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Os pesquisadores buscam agora parcerias e financiamento para implantar uma unidade de observação junto aos produtores.