22/02 - Pesquisa da UFU apresenta uma nova biópsia menos invasiva para detectar câncer de mama

Para confirmar a presença ou ausência de um câncer de mama, a paciente costuma ser submetida a uma biópsia. Nesse procedimento, é preciso remover um pedaço de tecido mamário e enviar para análise. O diagnóstico pode ser mais simples e mais rápido com um novo método desenvolvido na Universidade Federal de Uberlândia, chamado de biópsia líquida, que detecta o câncer de mama pelo sangue. Acompanhe.

audio/mpeg 22-02-21 - BEATRIZ EVARISTO - C&T - BIÓPSIA LÍQUIDA - COM EMBARGO RN7H.mp3 — 2091 KB

Duração: 2min18seg




Transcrição

Para confirmar a presença ou ausência de um câncer de mama, a paciente costuma ser submetida a uma biópsia. Nesse procedimento, é preciso remover um pedaço de tecido mamário e enviar para análise. O diagnóstico pode ser mais simples e mais rápido com um novo método desenvolvido na Universidade Federal de Uberlândia, chamado de biópsia líquida, que detecta o câncer de mama pelo sangue como conta a coordenadora do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde, Yara Maia.

 

“Os nossos biomarcadores têm o potencial de serem utilizados como ferramenta complementar ao diagnóstico clínico, podendo também serem utilizados para o monitoramento do tratamento. A nossa proposta é que tenhamos uma técnica rápida, menos invasiva em relação aos outros métodos atualmente utilizados na prática clínica.”

 

Não precisa de amostra de tecido do interior da mama. Apenas, tirar sangue. A pesquisadora Yara Maia explica como é feita a biópsia líquida.

 

“Nós coletamos as amostras de sangue das pacientes e as preparamos para receber os anticorpos sintéticos e que foram desenhados em uma etapa anterior dessa pesquisa. Depois, nós realizamos a etapa de identificação e caracterização das subpopulações celulares dos diferentes grupos: câncer de mama e doença benigna da mama.”

 

De acordo com a professora Yara Maia, o novo exame tem potencial para custar menos que a biópsia convencional mas ainda não existe um valor exato. A pesquisa teve início em 2007. E, desde 2012, o estudo tem avançado com a doutoranda Alinne Faria Silva. Depois da etapa de validação dos resultados, o próximo passo será solicitar autorização das agências reguladoras para incluir a metodologia na prática clínica.