Unesp desenvolve sensor que identifica presença de resíduo de antibiótico na rede de esgoto

Todo tipo de resíduo vai para a rede de esgoto, e os medicamentos podem contaminar a água e o solo ao serem descartados. Com o sensor, desenvolvido em parceira com uma universidade do Canadá, a Unesp cria a possibilidade de que esses resíduos sejam tratados

audio/mpeg 29-03-21 -- BEATRIZ EVARISTO - C&T - SENSOR ANTIBIÓTICO.mp3 — 2595 KB

Duração: 2m46s




Transcrição

Vai tudo pelo esgoto. Todos os tipos de resíduos, incluindo medicamentos que podem contaminar a água e o solo.

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), em parceria com a Université Laval, do Canadá, levou à criação de um sensor capaz de identificar a presença de um tipo específico de antibiótico, a ciprofloxacina; usada no tratamento de bronquite, sinusite e outras infecções.

Rafaela Lamarca, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Química da Unesp explica como funciona o biosensor.

De acordo com a pesquisadora Rafaela Lamarca, aqui no Brasil, as estações de esgoto não foram projetadas para removerem completamente esses compostos e biosensor pode ser aplicado no tratamento de resíduos.

O professor do Instituto de Química da Unesp, Paulo Gomes, orientador da pesquisa, conta que a equipe pretende dar continuidade aos estudos e criar sensores que possam até mesmo detectar, nos esgotos, outros contaminantes como o novo coronavírus.

O custo estimado do sensor é de US$ 2, cerca de R$ 12. O estudo envolveu cinco pesquisadores da Unesp em Araraquara e um pesquisador da Universidade de Minas Gerais.