MPF alerta 16 prefeituras do Pará para manter distanciamento social

A flexibilização do distanciamento somente só pode ocorrer depois que estudos técnicos que garantam condições seguras; Mais 497 leitos de UTI foram habilitados para o combate ao coronavírus, totalizando 2.258; Operação Virus Infectio, da Polícia Federal no Amapá, visa desarticular quadrilha suspeita de desviar recursos públicos utilizados no enfrentamento à Covid-19.

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Duração: 2m07s




Transcrição

O Ministério Público Federal recomendou a 16 prefeituras da região oeste do Pará alerta urgente para que as medidas de distanciamento social sejam mantidas.

 

A flexibilização do distanciamento somente pode ocorrer depois que estudos técnicos amplamente divulgados garantirem o alcance de condições seguras.

 

O documento destaca, ainda, que o hospital de campanha instalado em Santarém tem apenas 120 leitos e poucos estão equipados para atendimento de casos graves.

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Mais 497 leitos de UTI foram habilitados para o combate ao coronavírus, sendo cinco deles para pediatria. Ao todo, dois mil e 258 leitos de UTI já foram habilitados para pacientes com Covid-19.

 

O Ministério da Saúde repassou para cada leito o dobro do valor normal, totalizando 327 milhões de reais.

 

Para cada leito de UTI são pagos mil e 600 reais por dia, o dobro do que normalmente é repassado. Esse é mais um reforço da União aos estados no enfrentamento à pandemia do coronavírus.

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A Operação Virus Infectio, da Polícia Federal no Amapá, em parceria com o MPF e a Controladoria Geral da União, visa desarticular uma quadrilha suspeita de desviar recursos públicos utilizados no enfrentamento à Covid-19.

 

Mandados judiciais foram cumpridos contra sócios de uma empresa de equipamentos hospitalares. De acordo com as investigações, há indícios de superfaturamento na aquisição de equipamentos de proteção individual e outros 15 itens.

 

Por causa da situação de emergência em saúde, os materiais foram adquiridos por meio de dispensa de licitação.

 

Se condenados, os investigados podem cumprir pena de até 14 anos de prisão pelos crimes de fraude à licitação e por integrar organização criminosa.

 

Da Rede Nacional de Rádio, em Brasília, Luciano Barroso.