Comitê vai revisar as normas para vigilância, controle, erradicação, certificação e emergência sanitária do Mal da Vaca Louca

Também serão modernizadas as análises laboratoriais para diagnóstico da doença

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Transcrição

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento criou comitê que vai revisar as normas para vigilância, controle, erradicação, certificação e emergência sanitária do Mal da Vaca Louca e todas as formas da doença, com as atualizações do Código Terrestre de Animais da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Também serão modernizadas as análises laboratoriais para diagnóstico da doença. Além de integrantes do Ministério o comitê terá pesquisadores de universidades.

As ações imediatas do comitê serão a análise dos pedidos de atualização da legislação do programa do ministério para a doença e inclusão de novas descobertas e conhecimentos sobre as encefalopatias.

Atualmente, a OIE classifica o Brasil com o menor grau de risco para a vaca louca: “insignificante”. A pior situação é a do risco desconhecido. Existe ainda o risco controlado no qual se enquadram alguns países da Europa.

 

O mal da Vaca Louca é uma doença degenerativa que atinge o sistema nervoso do gado e seus sintomas incluem agressividade e falta de coordenação.

O último caso atípico de vaca louca no Brasil foi confirmado em 2014, pelo Laboratório Nacional Agropecuário em Pernambuco (Lanagro-PE), do Ministério, em uma vaca de 12 anos de idade, de uma fazenda de Mato Grosso.

 

Foi considerado atípico pois o animal não consumia ração de origem animal que contém restos de carne, miúdos e medula óssea. Esse tipo de alimento pode conter a proteína que desencadeia a doença no cérebro do bovino.

 

O animal foi abatido e destruído em 19 de março daquele ano. Foram feitas investigações em 11 propriedades próximas da fazenda e sacrificados e destruídos 49 animais nascidos um ano antes e um ano depois do animal com a encefalopatia.