Mapa investiga casos sobre a doença de HAFF

Os primeiros sinais e sintomas podem se manifestar nas primeiras 24 horas após o consumo de peixe cozido, lagostins e outros frutos do mar contaminados.

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Duração: 1m47s




Transcrição

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informa que todos os casos notificados e em investigação sobre a doença de Haff - conhecida como “urina preta” - estão sendo acompanhados pelas equipes de epidemiologia do Ministério da Saúde em cooperação com os Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária e o Instituto Federal de Santa Catarina.

 

A doença de Haff se caracteriza por ser uma síndrome em que ocorre uma ruptura de fibras musculares, com início súbito, apresentando rigidez, dores musculares e alterações de enzimas. Os primeiros sinais e sintomas podem se manifestar nas primeiras 24 horas após o consumo de peixe cozido, lagostins e outros frutos do mar contaminados. A enfermidade é considerada emergente e, por ter origem desconhecida, enquadra-se como evento de saúde pública sendo considerada de notificação compulsória.

 

O Ministério da Agricultura , Pecuária e Abastecimento orienta que a população fique atenta na hora de comprar pescados. Peixes, mariscos e crustáceos comercializados devem conter o selo dos órgãos de inspeção oficiais. Os produtos identificados pelo carimbo de inspeção na rotulagem possibilitam a rastreabilidade de sua origem, o que os torna seguros.

 

 

Pesquisas sobre os possíveis agentes causadores estão sendo realizadas a partir das amostras coletadas dos alimentos consumidos, bem como de material biológico dos próprios pacientes acometidos. Por ter sido registrada em diversos espécies e biomas como rios, lagos, e mares, não é possível, até o momento, determinar, com base nos casos analisados, os ambientes e animais envolvidos.

 

 

No Brasil, foram registrados casos da doença em 2008 com algumas espécies de água doce como o Pacu , tambaqui e pirapitinga bem como peixes de água salgada, como a arabaiana/olho-de-boi e badejo além de novos casos em 2016 e, agora, em 2021.

 

Da Rede Nacional de Rádio em Brasília