Brasil pode adotar método mexicano para liberar mosquito com a bactéria Wolbachia

Objetivo é reduzir ajuda a proteger a população das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti :dengue, zica e chikungunya

audio/mpeg 19-02-20 - DILSON SANTA FE - WALBACHIA VALE ESTA.mp3 — 2001 KB

Duração: 1m37s




Transcrição

Uma comitiva da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde esteve no México, de 19 a 25 de janeiro, para conhecer a implementação do Método Wolbachia na cidade de La Paz.

Diferente do que ocorre atualmente no Brasil, na cidade mexicana, as liberações de mosquitos com a bactéria Wolbachia ocorrem por meio de um dispositivo de liberação de ovos, ou seja, em vez de liberar Aedes aegypti com Wolbachia adulto, são liberados ovos
destes mosquitos.


O equipamento contêm ovos de mosquito Aedes aegypti com Wolbachia, água e alimento para larvas.
Ali, estes ovos vão eclodir e gerar as quatro fases de larva e também a fase de pupa, até que o mosquito chegue à fase adulta e saia voando por furos existentes na lateral do dispositivo.

O Método Wolbachia está implantado em  três cidades brasileiras. O ministério da Saúde vai utilizar o dispositivo do México
e avaliar se é uma forma de dar velocidade à expansão da Wolbachia no país, ajudando a proteger os brasileiros das doenças transmitidas  pelo Aedes aegypti: dengue, zica e chikungunya.

O Ministério da Saúde  já investiu cerca de 22 milhões de reais para levar o Método Wolbachia a mais cidades brasileira.

Neste ano, os mosquitos com Wolbachia começam a ser soltos em Campo Grande, no Mato Grosso , em Belo Horizonte, Minas Gerais, e Petrolina, em Pernambuco.

Outros municípios que devem receber o método são Foz do Iguaçu, no Paraná, Fortaleza, no Ceará, e Manaus, no Amazonas.