Desistência e permanência prolongada são principais desafios da educação superior no Brasil

Dados do Censo da Educação Superior 2018, divulgados nesta quinta-feira (19), apontam que, dos estudantes ingressos em 2010, 56,8% desistiram do curso – só 37,9% concluíram os estudos

audio/mpeg 19-09-19 - ROSAMELIA - DESISTÊNCIA ENSINO SUPERIOR - VAL 23-09.mp3 — 2851 KB

Duração: 2m01s




Transcrição

Diminuir a taxa de desistência e a permanência prolongada de alunos nas instituições de ensino superior são desafios da educação brasileira.

Os Dados do Censo da Educação Superior 2018, divulgados nesta quinta-feira apontam que, dos estudantes ingressos em 2010, 56,8% desistiram do curso – só 37,9% concluíram os estudos.

Outros 5,3% continuavam na graduação após 6 anos. O recorte vai até 2016.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, destacou que a melhoria na educação não necessariamente passa por destinar ainda mais dinheiro para universidades e institutos.

Para o ministro, se o governo reduzisse significativamente essa ineficiência, a gente conseguiria dobrar o número de pessoas com ensino superior completo no Brasil, utilizando os mesmos recursos atualmente disponíveis".“

O Censo da Educação Superior 2018 aponta ainda que bolsistas e alunos que contratam financiamentos tendem a concluir os estudos mais do que os outros.

Em 2016, 53,3% dos alunos da rede privada com Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) concluíram a graduação – sem Fies, só 35,1%. Com e sem ProUni, os percentuais são 56% e 34,8%, respectivamente.