Economista Marcos Cintra defende redução das contribuições para instituições do sistema S

Cintra admite que a medida aliviaria o imposto sobre salários e a capacitação profissional poderia ser compensada pela própria dinâmica de mercado.

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Transcrição

O economista Marcos Cintra , indicado para comandar a Secretaria Especial da Receita Federal, no governo de Jair Bolsonaro, defendeu nesta terça-feira, dia 18, a redução das contribuições obrigatórias para as instituições do Sistema S, como Sesi, Senai, Senac e Sebrae.

 

Ele apoiou a declaração do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes,que afirmou nesta segunda-feira, 17, que poderia reduzir os repasses em até 50%. Para Cintra, a medida aliviaria o imposto sobre salários e a capacitação profissional poderia ser compensada pela própria dinâmica de mercado.

 

De acordo com Sintra, o Sistema S absorve cerca de R$ 20 bilhões anualmente. Esses recursos são recolhidos das próprias empresas, repassados ao Sistema, que tem uma administração própria, acompanhada pelo governo, mas que acaba gerando quase que uma duplicação em termos de atividades.

 

O Sistema S foi concebido na década de 1940, pelo governo de Getúlio Vargas, para impulsionar a capacitação de mão de obra, cultura e lazer para o trabalhador. É custeado por meio de contribuições obrigatórias das empresas, recolhidas e repassadas pelo governo diretamente às federações patronais, que administram os serviços de capacitação.

Da Rede Nacional de Rádio, em Brasília, Suzette Calderon