Ministério da Saúde confirma caso de febre hemorrágica no estado de São Paulo

Brasil não registrava a doença há mais de 20 anos

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Duração: 2m10s




Transcrição

O ministério da Saúde confirmou nesta segunda-feira um caso de febre hemorrágica no estado de São Paulo.

 

Dados do ministério da Saúde indicam que o último relato de caso de febre hemorrágica brasileira foi há mais de 20 anos.

 

Nesse período, foram quatro casos em humanos, sendo três casos adquiridos em ambiente silvestre no estado de São Paulo e um por infecção em ambiente laboratorial, no Pará.

 

A doença é considerada extremamente rara e de alta letalidade, e o tratamento é de acordo com o quadro clínico e sintomas do paciente.

 

O período de incubação da doença é em média de 7 a 21 dias e se inicia com febre, mal-estar, dores musculares, manchas vermelhas no corpo, dor de garganta, no estômago e atrás dos olhos, dor de cabeça, tonturas, sensibilidade à luz, constipação e sangramento de mucosas, como boca e nariz.

 

Com a evolução da doença pode haver comprometimento neurológico como sonolência, confusão mental, alteração de comportamento e convulsão.

 

Entre o início dos sintomas e o óbito, o paciente passou por três diferentes hospitais, nos municípios de Eldorado, Pariquera-Açu e São Paulo, sendo o último o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

 

Durante seu atendimento foram realizados exames para identificação de doenças, como febre amarela, hepatites virais, leptospirose, dengue e zika. Contudo, os resultados foram negativos para essas doenças.

 

Foram realizados também exames complementares no Laboratório de Técnicas Especiais do Hospital Albert Einstein que identificou o arenavírus, causador da febre hemorrágica brasileira.

 

Esse resultado foi confirmado pelo Laboratório de Investigação Médica do Instituto de Medicina Tropical do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Instituto Adolfo Lutz.

 

Além disso, o ministério da Saúde já comunicou o fato à Organização Mundial de Saúde e à Organização Pan-americana de Saúde, conforme protocolos internacionais estabelecidos.