Nanossatélite brasileiro é lançado com sucesso depois de um adiamento de 24 horas

A principal missão do equipamento é monitorar a anomalia magnética do Atlântico Sul - fenômeno natural causado pelo desalinhamento do centro magnético da Terra em relação ao centro geográfico, característica que atrapalha a captação de imagens e transmissão de sinais eletromagnéticos numa determinada faixa do céu.

audio/mpeg 22-03-21 - É NOTÍCIA - NANOSSATÉLITE BRASILEIRO - 1M55S - FINALIZADO .mp3 — 2710 KB

Duração: 1:55s




Transcrição

Depois de um adiamento de 24 horas, devido a uma falha técnica, foi lançado com sucesso, às 3 horas e 7 minutos desta segunda-feira, dia 22, o nanossatélite brasileiro NanoSatC-Br2.

 

Transmitido ao vivo pela TV Brasil e pela Agência Brasil, o lançamento do nanossatélite foi feito a partir do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.

 

A desacoplagem do foguete Soyuz-2.1A - que leva no total 38 satélites, sendo o maior da Coreia do Sul - aconteceu por volta de 7 horas, pelo horário de Brasília.

 

Sobre o atraso, a agência espacial russa Roscosmos, responsável pela missão, informou que houve uma avaria no foguete Soyuz, identificada pelo corpo técnico do cosmódromo momentos antes do lançamento, que deveria ter ocorrido na madrugada de sábado.

 

De dimensões modestas, o NanoSatC-Br2 pesa apenas 1 quilo e 720 gramas. Com 22 centímetros de comprimento, 10 de largura e 10 de profundidade, o satélite é menor que uma caixa de sapato.

 

A principal missão do equipamento é monitorar a anomalia magnética do Atlântico Sul - fenômeno natural causado pelo desalinhamento do centro magnético da Terra em relação ao centro geográfico, característica que atrapalha a captação de imagens e transmissão de sinais eletromagnéticos numa determinada faixa do céu.

 

Ele também poderá ser usado como ferramenta de pesquisa para estudantes de diversos campos: engenharia, aeronomia, geofísica e áreas afins.

 

O projeto de construção do nanossatélite envolve o Inpe - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a Universidade Federal de Santa Maria e a AEB, Agência Espacial Brasileira.

 

Da Rede Nacional de Rádio, em Brasília, Dilson Santa Fé