Operação Polígrafo apura supostas ilegalidades na compra de testes rápidos para Covid-19 em Rondônia

De acordo com a investigação, houve a contratação direta de uma empresa totalmente irregular. O potencial prejuízo financeiro é de R$25 milhões.

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Duração: 1m22s




Transcrição

A Controladoria-Gera da União deflagrou a Operação Polígrafo, em parceria com a Polícia Federal e o Ministério Público de Rondônia, para combater supostas ilegalidades em dispensa de licitação, pela Secretaria de Saúde do estado, na aquisição de 100 mil kits de testes rápidos para diagnóstico da Covid-19.

De acordo com a investigação, houve a contratação direta de uma empresa totalmente irregular. O potencial prejuízo financeiro é de R$25 milhões.

Os auditores verificaram que não houve cumprimento das exigências legais para justificar a antecipação de R$3 milhões, 30% da contratação, que ocorreu em apenas quatro dias após a abertura do processo.

Com relação à entrega dos kits, apesar do pagamento antecipado, houve atraso de 27 dias, sendo necessário o governo de Rondônia custear aeronave própria para buscar os insumos em São Paulo.

A mesma empresa já havia sido alvo da Operação Dispneia, deflagrada em em maio, que apurou existência de sobrepreço na compra de 150 respiradores pulmonares, pela Secretaria de Saúde de Fortaleza, no Ceará.

 

Da Rede Nacional de Rádio em Brasília, Luciano Barroso.