Participação feminina é desigual entre áreas de cursos superiores

Na hora de escolher a área do conhecimento ao entrar numa universidade, há diferença entre homens e mulheres, mostrando tendência de maior participação masculina nos cursos de exatas. É o que mostra o Censo da Educação Superior 2019, feito pelo IBGE.

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Duração: 2m02s




Transcrição

A igualdade de oportunidades entre homens e mulheres é um dos objetivos de desenvolvimento sustentável pactuados pelas Nações Unidas.

Embora nas questões de acesso a emprego e renda a meta ainda esteja distante, o Brasil vem apresentando evolução na área da educação superior. Em 2019, 15% da população masculina com 25 anos ou mais tinham nível superior completo. Entre as mulheres na mesma faixa de idade a porcentagem já passava de 19%.

Mas, na hora de escolher a área de conhecimento, existe diferença entre homens e mulheres? Quem nos responde é o analista do IBGE, Bruno Perez.

“Hoje em dia, as mulheres têm acesso maior do que os homens ao ensino superior no Brasil, mas a participação delas é desigual entre as áreas de conhecimento. Elas estão mais presentes em áreas relacionadas ao cuidado, enquanto os homens estão mais presentes nas ciências exatas. Além disso, apesar de serem maioria entre os estudantes de ensino superior, as mulheres ainda são minoria entre os professores desse nível de ensino. Em 2019, elas representavam 46,8% do corpo docente das instituições de ensino superior.”

Segundo o IBGE, as mulheres são maioria em cursos como direito, veterinária e medicina. Na faculdade de serviço social, praticamente 9 em cada 10 estudantes são do sexo feminino. Mas a participação feminina nas matrículas cai para 13% nos cursos de graduação na área de computação e tecnologia.

Os dados são do Censo da Educação Superior 2019.