Estudo do IBGE avalia valor de produtos florestais não madeireiros

Em abril de 2021, o IBGE lançou o estudo Contas de Ecossistema, que avaliou a evolução física e monetária da produção florestal não madeireira em cada bioma do país, entre 2006 e 2016. A pesquisa compõe o sistema de contas econômicas ambientais, que segue as recomendações da ONU para promover a integração de informações entre a economia e o meio ambiente.

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Transcrição

O IBGE lançou, em abril de 2021, o estudo Contas de Ecossistema: produtos florestais não madeireiros. A pesquisa tem caráter experimental. Ela compõe o sistema de contas econômicas ambientais, que segue as recomendações da Organização das Nações Unidas (ONU), para promover a integração de informações entre a economia e o meio ambiente. O estudo avaliou a evolução física e monetária da produção em cada bioma do país, entre 2006 e 2016.

Entre os índices, destaca-se a valoração experimental do serviço de provisão. É o que detalha o gerente da pesquisa, Michel Lapip.

Segundo ele, "os serviços ecossistêmicos são benefícios obtidos de forma direta ou indireta nos ecossistemas pela humanidade. Dentro desses serviços, tem o serviço de provisão, que compreende os produtos obtidos diretamente do ecossistema, como por exemplo, alimentos e fibras naturais. Esse estudo de valoração experimental mensura em valor monetário o serviço de provisão de 15 dos produtos florestais não madeireiros, utilizando dados das pesquisas da produção agrícola municipal, a PAM; da produção da extração vegetal e da silvicultura, a Pevs; do censo agropecuário 2006; e de variáveis do sistema de contas nacionais".

Segundo o IBGE, o açaí apresentou crescente importância no período. O valor de serviço de provisão da fruta extraída saiu de R$ 132 milhões em 2006 para R$ 703 milhões em 2016. Já para o açaí cultivado, o aumento foi ainda maior: de R$ 78 milhões para R$ 2 bilhões no mesmo período. Outros nove produtos foram analisados, entre eles o palmito, a castanha-do-pará e o pequi.