O que o milho, o trigo, o arroz e a cana-de-açúcar têm em comum?

A resposta está no livro Gramíneas do Cerrado, uma edição póstuma da obra do agrônomo Tarciso de Sousa Filgueiras. São mais de 600 páginas que catalogam 532 espécies desta família botânica, cuja relevância vai além dos aspectos ecológicos.

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Transcrição

 

Lançado no final de junho pelo IBGE, o livro Gramíneas do Cerrado é uma edição póstuma da obra do agrônomo Tarciso de Sousa Filgueiras. São mais de 600 páginas que catalogam 532 espécies desta família botânica, cuja relevância vai além dos aspectos ecológicos.

As gramíneas contribuíram diretamente para a agricultura ao longo do desenvolvimento humano. Servem como alimentos, biocombustíveis e até auxiliam na engenharia civil. Entre as mais famosas, destacam-se o trigo, o milho, a cevada e o arroz, além da cana-de-açúcar e os bambus.

O autor é um dos maiores especialistas em gramíneas do Brasil. Ele morreu em 2019. A curadora do herbário da reserva ecológica do IBGE, Marina Fonseca, fala sobre o legado do pesquisador.

“Foi na reserva ecológica do IBGE-DF, localizada na área de proteção ambiental Gama e Cabeça de Veado, que por 16 anos convivi com o colega, amigo e mestre Tarciso de Souza Filgueiras. Doutor em botânica, foi importante pesquisador, um renomado taxonomista, que se dedicou ao estudo da família poaceae, as populares gramíneas e bambus, plantas de interesse ecológico e econômico.”

A publicação gramíneas do Cerrado está disponível gratuitamente na biblioteca do IBGE, inclusive pela internet, em biblioteca.ibge.gov.br.