Marrocos quer produzir fosfato no Brasil

Em reunião com integrantes da missão oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o CEO da Companhia Office Chérifien des Phosphates, estatal produtora de fosfato do Marrocos, Mostafa Terrab, falou ao ministro Marcos Montes d possibilidade de instalar uma unidade processadora de fosfato no Brasil.

audio/mpeg 12-05022 - MOMENTO AGRO - FOSFATO MARROCOS.mp3 — 3113 KB

Duração: 2'46"




Transcrição

Em reunião com integrantes da missão oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o CEO da Companhia Office Chérifien des Phosphates (OCP), empresa estatal produtora de fosfato do Marrocos, Mostafa Terrab, assegurou ao Ministro Marcos Montes a intenção de instalar uma unidade processadora de fosfato no Brasil. 

A Companhia poderá realizar investimentos no Brasil e colaborar com o Plano Nacional de Fertilizantes. A OCP, que atualmente é a maior fornecedora de fósforo para o Brasil, é detentora de cerca de 70% das reservas mundiais de rocha fosfática e tem participação de 31% do mercado mundial de produtos de fosfato. A empresa já atua no Brasil desde 2010, com sete escritórios.

Segundo o ministro Marcos Montes, a visão de futuro apresentada pela empresa encontra total sinergia com as metas do Brasil para a sustentabilidade e segurança alimentar mundial. 

A reunião também contou com a participação do adido agrícola do Brasil em Rabat, Nilson Guimarães. 

Marrocos é o segundo maior produtor mundial de fertilizantes fosfatados, responsável por cerca de 17 % da produção global. Em 2021, o Brasil importou mais de US$ 1,6 bilhão em fertilizantes do Marrocos. 

Em Marrocos, também foi discutida uma parceria entre a Embrapa e a Universidade Politécnica Mohammed VI (UM6P), importante universidade do Marrocos. O presidente da Embrapa, Celso Moretti, faz parte da comitiva. 

As duas entidades possuem várias estratégias convergentes de aplicação de tecnologias agrícolas, que apontam para um grande potencial de cooperação entre os países, incluindo a utilização de bioinsumos em complementação ao uso dos fertilizantes clássicos.