Conectividade no campo vai elevar produção novos paradigmas

Estudo divulgado nesta quarta-feira (19) mostra que apenas 23% do espaço agrícola brasileiro possuem algum nível de cobertura por internet e, mesmo assim, o Brasil consolidou-se como potência agroambiental no cenário mundial.

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou em cerimônia virtual, nesta quarta-feira (19), o estudo “Cenários e Perspectivas da Conectividade para o Agro”, que mostra que apenas 23% do espaço agrícola brasileiro possuem algum nível de cobertura por internet e, mesmo assim, o Brasil consolidou-se como potência agroambiental no cenário mundial. 

O estudo mostra que com a iluminação das áreas rurais ainda sem conectividade, o Brasil passará por grande transformação na forma de produzir no campo e criará novos paradigmas para o setor. A pesquisa  dará base para ações inéditas para ampliação da conectividade rural a partir de tecnologias de internet banda larga como o modelo satélite, cabo de fibra ótica e telecom, que inclui a nova geração 5G.

A ministra Tereza Cristina destacou a demanda do produtor por tecnologia. Ela também disse que o aumento da conectividade será um grande estímulo para fixarmos o jovem no campo.

Desenvolvido pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), o estudo “Cenários e Perspectivas da Conectividade para o Agro” apresenta cenários para a cobertura de internet no modelo telecom (sinal 2G, 3G, 4G) em um horizonte até o ano 2026.

Em parceria com o Ministério das Comunicações, serão conectados em uma primeira fase 156 comunidades e assentamentos rurais distribuídos em 134 municípios de 10 estados, prioritariamente das regiões Norte e Nordeste.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, comemorou o avanço da implantação de tecnologias no campo, o que segundo ele, vai potencializar o agro brasileiro. 

Até o momento, 51 pontos de conectividade já foram instalados em assentamentos  dos estados de Alagoas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba e Sergipe, levando em consideração aspectos de densidade populacional e índice de desenvolvimento humano (IDH).