Parceria entre Embrapa e Ceplac deve alavancar produção de cacau

De acordo com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, a meta é tornar o Brasil autossuficiente até 2025

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Transcrição

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por intermédio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) inauguraram uma Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (UMIPI) do Cacau em Ilhéus, na Bahia.

Para fortalecer a cadeia produtiva do cacau, serão investidos R $4,7 milhões em quatro linhas de pesquisa, além de transferência de tecnologia entre as instituições. O anúncio foi realizado, nesta quarta-feira (5), pela ministra Tereza Cristina em cerimônia virtual, em Brasília.

A parceria para a UMIPI alia o conhecimento da Ceplac, responsável por um dos maiores bancos de germoplasma de cacau do mundo  e a infraestrutura da Embrapa com seus laboratórios de pesquisa genética e tecnologia.

A ministra Tereza Cristina destacou que a UMIPI é a base para revitalização da cacauicultura e o alcance da meta de autossuficiência na produção de cacau até 2025. 

Depois de enfrentar pragas, quedas de preço, fechamento de roças e desemprego, a cacauicultura no Brasil vive uma fase de recuperação e perspectiva de aumentar a produção em 60 mil toneladas nos próximos quatro anos. O Brasil já foi o 2º maior produtor mundial de cacau, e, atualmente, ocupa a 7ª posição. 

Uma das linhas de pesquisa da UMIPI será voltada para caracterização, avaliação e conservação de recursos genéticos do cacau com eficiência e economicidade. 

O diretor da Ceplac, Waldeck Araújo, ressaltou a importância da UMIPI para o avanço da pesquisa e dinamização da cultura do cacau no país.

Para o presidente da Embrapa, Celso Moretti, a aliança entre as instituições e as linhas de pesquisa permitirão avanço consistente e inovador da cultura do cacau na agricultura brasileira.

A qualidade do cacau brasileiro, especialmente o produzido no sul da Bahia, é fundamental para a fabricação do chocolate fino, que contém 70% de cacau. O produto é, cada vez mais, demandado por um mercado de nicho de alto valor agregado tanto no Brasil quanto no exterior.