Historiador explica impactos da Revolução Industrial no mundo

Nesta edição do Na Trilha da História, o historiador e mestre em História Social Guilherme Barbosa dá uma ideia de como foi o impacto da transição de um mundo essencialmente agrário para uma economia industrial

audio/mpeg (R) PROGRAMETE - NA TRILHA DA HISTÓRIA - REVOLUÇÃO INDUSTRIAL - VALE PARA 25 DE NOVEMBRO A 1 DE DEZEMBRO.mp3 — 12042 KB

Duração: 6m25s




Transcrição

Olá! Eu sou a Isabela Azevedo e está começando o Na Trilha da História. Hoje, o nosso tema é a Revolução Industrial, que marca a chegada das máquinas, dos produtos feitos em escala e de uma nova classe trabalhadora: os operários das fábricas. O nosso convidado é o historiador Guilherme Barbosa, mestre em História Social pela Universidade de Brasília. Ele dá uma ideia do impacto da transição de um mundo essencialmente agrário para uma economia industrial.
 
SONORA
 
Mas Guilherme, conta mais detalhes dessa transformação...
 
SONORA
 
A Inglaterra é o berço dessa industrialização. Tudo começou entre 1760 e 1780, na fabricação de tecido. As produções artesanais perderam espaço, ao longo das décadas seguintes, para as pequenas fábricas têxteis. Isso foi possível a partir das inovações tecnológicas que foram surgindo ao longo do século 18.
 
SONORA
 
Com o passar das décadas, outros setores econômicos foram afetados pela Revolução Industrial. Em meados do século 19, por exemplo, foi a vez do ferro, do carvão, do aço. A época era de forte expansão do transporte ferroviário e de multiplicação da necessidade de consumo. O avanço tecnológicos acelerava e o historiador Guilherme Barbosa destaca o aprimoramento de máquinas que conseguiam executar vários tipos de tarefas. É o caso da máquina à vapor, que utiliza o vapor da água para iniciar um movimento.
 
SONORA
 
 
A industrialização não foi uma empreitada barata. Mas a Inglaterra tinha dinheiro e bens valiosos que poderiam ser investidos na criação de fábricas. Esse capital, esses valores, foram sendo acumulados a partir das trocas comerciais com outros países. Até o Brasil entra nesse jogo.
 
SONORA
 
Isso aconteceu porque muitos escravos foram levados da África para a América em navios ingleses, gerando lucro às transportadoras. Além disso, há uma relação indireta. O Brasil comprava escravos para trabalhar nos engenhos de açúcar e nas plantações de café. Com o dinheiro ganho a partir da venda dessa produção era possível comprar, por exemplo, produtos industrializados vindos da Inglaterra. Enquanto os escravos trabalhavam duro, mesmo sem saber, para o sucesso da Revolução Industrial, os operários ingleses também não tinham vida fácil.
 
SONORA
 
Mas os trabalhadores começaram a lutar por direitos. 
 
SONORA
 
 
O historiador Guilherme Barbosa falou muito sobre os séculos 18 e 19, mas alerta: até hoje estamos em plena Revolução Industrial. E palavra de ordem é tecnologia.
 
SONORA
 
 
Esta foi a versão reduzida do Na Trilha da História. O episódio completo tem 55 minutos e traz, além da entrevista com o historiador Guilherme Barbosa, músicas que têm tudo a ver com a Revolução Industrial. Para ouvir, acesse: radios.ebc.com.br/natrilhadahistoria. Para enviar sugestões de temas para o programa, envie um e-mails para culturaearte@ebc.com.br. Até semana que vem, pessoal!